Parceria entre fabricantes de material de construção e empresas de logística favorecem o varejo de construção civil

Com o crescimento do varejo da construção civil, as parcerias entre fabricantes e empresas de logística agilizaram processos e permitiram atender os picos de demanda

Foto: Pexels

A mudança de hábitos provocada pela pandemia, associada a outros fatores, aumentou a demanda por materiais de construção no Brasil. Para atender essa demanda, uma das estratégias adotadas foi a adoção de novos modelos logísticos. Foi isso que a Saint-Globain Abrasivos — empresa que produz lixas, discos de corte, mantas, máquinas cortadoras, colas e outros insumos e equipamentos de abrasão — fez ao transferir as máquinas da linha de produção de sua fábrica no centro de Guarulhos para um Centro de Distribuição na mesma cidade.

Essa estratégia de in plant logistics trouxe resultados promissores, especialmente nas entregas dos produtos: a empresa já conta com 98% de sucesso nas entregas dentro do prazo. Para isso, contou com a parceria da DHL Supply Chain, operadora logística especializada em armazenagem e distribuição.

“Essa mudança agiliza muito o time to market, sem contar as sinergias em termos de infraestrutura, equipe, gestão e real estate. Favorece também uma maior flexibilidade e resiliência operacional, pois elimina um elo da cadeia de suprimentos, aspectos que se mostraram fundamentais para a manutenção do fluxo de abastecimento frente as restrições provocadas pela pandemia”, comenta Adriano Medeiros, Diretor de Operações da DHL Supply Chain.

Abastecimento do varejo de materiais de construção aprimorado

Essa mudança de formato pode parecer desafiadora em um primeiro momento, mas em um curto período já revela seus benefícios. Ambas as companhias notaram melhorias operacionais e de desempenho logístico com a adoção do novo modelo.

“A fusão da operação de conversão com a operação logística tem como objetivo continuar a construção de uma organização que ofereça os melhores serviços. Essa mudança vai nos permitir trabalhar em quatro frentes: aumentar a eficiência de atendimento, ampliar a produtividade e a rentabilidade operacional, e conquistar novos clientes”, destaca Helen de Souza, gerente de logística da Saint Globain.

“Com essa alteração, foi possível a flexibilização na conversão de produtos na planta de Cumbica em Guarulhos, com a produção de itens MTO (Produção sob Encomenda) e MTS (Produção para Estoque), garantindo o atendimento muito mais ágil aos nossos clientes, uma vez que elimina o tempo de trânsito entre fábrica e centro de distribuição. O diferencial está no tempo de processamento do pedido que ao ser apontado pela fábrica no mesmo dia é faturado e expedido aos nossos clientes”, completa.

Outro grande avanço ocorreu na área de transporte dos produtos da Saint Globain. A DHL realiza o transporte rodoviário para os distribuidores, revendedores, megastores e home centers. Por mês, são realizadas cerca de 50 mil entregas, por meio de uma malha de distribuição que abrange cinco mil veículos. abrangência de cinco mil veículos.

“Esse novo desenho permitiu a realização de entregas até no mesmo dia na Grande São Paulo, um ganho muito significativo frente a um mercado cada vez mais competitivo e com lead times de entrega cada vez menores. Planejamos ainda agregar outros serviços a essa operação, principalmente packaging e um escopo mais amplo de transportes, principalmente last mile”, conclui o diretor da DHL Supply Chain.

Esses resultados são mais uma prova de que a pandemia causou uma união de empresas mais evidente, em um processo B2B que levou muitos negócios ao crescimento mesmo com a chegada do vírus.


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