Abrace anuncia experiência “Tinder” para compra de gás natural

A organização destaca plataforma que aproxima proponentes e consumidores para o mercado

Foto: Pexels

Está para nascer uma nova revolução no setor de gás natural. Isso porque Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace) anunciou que vai acelerar a abertura do mercado de gás natural por aqui por meio de uma ferramenta bastante peculiar, com o objetivo de aproximar proponentes a consumidores. É uma nova experiência de mercado.

“É quase como um Tinder”, diz o presidente da Abrace, Paulo Pedrosa. A ideia, de acordo com ele, é promover encontros entre os vendedores e clientes a partir de uma plataforma semelhante ao aplicativo de relacionamentos, ou seja, colocá-los em contato para negociação. No entanto, a Abrace não atuará como comercializadora.

“A ideia é permitir que compradores e vendedores se aproximem para conversar. Vamos dizer quem quer gás, onde fica e de quanto precisa. E vamos deixar que alguém se apresente para oferecer”, destaca Pedrosa.

Experiência “Tinder” no gás, o que muda?

Hoje, as indústrias brasileiras têm uma demanda alta de gás natural no dia a dia, equivalente a 10% do consumo nacional médio. Os seis milhões de metros cúbicos diários são provindos de poucas empresas fornecedoras e, atualmente, esse mercado tem dado sinais de mudanças.

A ferramenta vem especificamente para trazer uma maior possibilidade de concorrência a demais empresas e deixar o mercado aberto para possíveis transformações, algo que já estava em tramitação no Congresso.

Assim, a plataforma também quer ter como objetivo a ampliação de gasodutos, variedade de preços e produtos, além de abrir um pouco o mercado para além das grandes distribuidoras. No Brasil, vários estados já praticam um contato mais direto com o consumidor, mas a compra dos botijões ainda está muito fixa às distribuidoras. Com o aplicativo, será mais fácil ter espaço para dar um “match”, caso se feche a parceria, ou para entrar em termos de negociação, algo bastante valioso em momentos de crise, que geraram a alta do gás natural.

A Abrace destaca que só poderão ofertar gás para a indústria de forma direta importadores de gás da Bolívia ou de outros países, comercializadores, as produtoras de petróleo de grande e pequeno porte e até transportadoras.

Com a crise hídrica, o preço do gás natural tem subido exponencialmente. A plataforma também está atenta a isso e promove um contato mais direto entre promotores e consumidores justamente para tentar equilibrar a balança.


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