O potencial do público master: a conectividade dos longevos

A pandemia acelerou a conectividade dos consumidores com mais de 60 anos, mas a inclusão do grupo master ainda tem espaço para crescer

Muito se fala sobre os nativos digitaisMillennials e Zoomers – e como a conectividade é vital em sua jornada de compra. Porém, existe um forte grupo consumidor que está cada vez mais conectado: o público chamado de Master, composto por consumidores com mais de 60 anos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil já tem mais de 28 milhões de pessoas acima dos 60 anos. Um grupo que muitas vezes é associado a uma certa aversão às novas tecnologias, uma ideia que está ficando ultrapassada e merece atenção.

A conectividade desse público já estava em expansão nos últimos anos e passou por uma aceleração em decorrência da pandemia. Com o isolamento social, as ferramentas digitais ganharam destaque em seu dia a dia. É o que aponta o estudo “Tech+: tecnologia e aceleração digital para os Masters”, realizado pela Kantar Ibope.

Entre os entrevistados, 48% concordam que a emergência do Covid-19 possibilitou mais tempo para aprender novas habilidades enquanto 49% consideram que plataformas sociais, como Facebook e Instagram, se tornaram mais importantes em seu cotidiano. O acesso à internet teve alta de 101% nos últimos cinco anos entre esses usuários.

Entre os devices utilizados, o mobile sai na frente, com 82% do uso. Em seguida, vem o PC ou notebook, com 77%, e tablets, com 12%. Uma interação que cresce e traz oportunidades para as marcas que se preparam para oferecer uma experiência significativa. Entre esse público, 85% navegaram na internet para obter informações sobre produtos e serviços antes de efetuar compras e 75% compraram efetivamente no ambiente online.

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E os desconectados?

Os dados chamam a atenção principalmente levando em consideração que os Masters não costumam estar no foco das ações de engajamento. Vale lembrar que se 66% dos Masters conectados aumentaram sua presença online, como mostra a Kantar, são 44% de idosos ainda não conectados. Um grupo com tantas preferências de consumo como qualquer outro.

Não à toa, o termo “economia prateada” vem ganhando força para lembrar do potencial de consumo dessa geração. Uma receita que, no Brasil, já gira em torno de R$ 1,8 trilhão por ano. Como aproveitar?

Durante o Conarec 2021, evento realizado pela Consumidor Moderno, a inclusão de consumidores nem tão conectados assim terá atenção especial na palestra “Nem todo consumidor está no digital – ainda”.

Como lembra Tania Gracia, colunista da CM, mentora de startups e diretora de excelência e marketing na Mondelez Brasil, é necessário entender os novos arranjos multigeracionais e seus espaços sociais compartimentalizados. “O que buscam esses consumidores em seus distintos contextos passa a ser determinante para marcas que desejam ser longevas e uma grande oportunidade aos novos empreendedores”, explica.

Como chamar a atenção?

O interessante é que, no ambiente digital, a diversidade ganha diversos contornos. E até mesmo influencers de idade sênior chegaram para compor um cenário de maior inclusão. O canal Avós da Razão, por exemplo, é apresentado por Gilda (78 anos), Sonia (83 ano)s e Helena (92 anos). Elas compartilham experiências vividas na quarentena, respondem perguntas e dão conselhos. Outro canal é o “Mais 50” também voltado para estilo de vida.

Pensando nas ações organizadas com tantos influencers joviais, as marcas ganham novos caminhos para observar enquanto entendem como chegar no público Master. Seja conectado ou não, seu potencial de consumo chama a atenção enquanto suas prioridades têm alto nível de cuidado. Citando novamente o estudo da Kantar, é um público que aumentou suas compras também no comércio eletrônico (cerca de 40%, segundo a pesquisa). O potencial é enorme e há muito espaço para crescer.

*Para adquirir o seu ingresso para o Conarec 2021, acesse o site oficial do evento.


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