BTG Pactual aposta em plataforma de compra de criptomoedas

Empresa se inspirou nos clientes que vinham apresentando crescente interesse nas criptomoedas e será primeiro banco a disponibilizar o serviço no Brasil

Quando falamos sobre experiência do cliente, ouvir as preferências do público é parte fundamental. Esse diálogo pode ser produtivo inclusive para lançamento de novos produtos. O BTG Pactual percebeu uma demanda entre seus consumidores e se movimentou para atender. O banco anunciou o lançamento de sua própria plataforma de compra direta de criptomoedas, a primeira oferecida por uma instituição financeira no Brasil.

“O BTG entendeu que havia uma grande oportunidade e lacuna no mundo de cripto”, explica André Portilho, responsável pela área de Ativos Digitais do banco. A movimentação vai acontecer na plataforma Mynt e inicialmente envolve as criptomoedas bitcoin e ether. Futuramente, a ideia é disponibilizar mais opções.

Segundo a empresa, a ferramenta será disponibilizada de maneira gradual aos clientes do BTG Pactual digital e do BTG+. A atividade inicia de fato no início do próximo trimestre. O estudo deste mercado começou já faz algum tempo e culminou em algumas ações nos últimos anos, como o lançamento do fundo de bitcoin, em abril deste ano, e do token imobiliário ReitBZ, em 2019.

Suporte

Os clientes interessados, mas que não possuem conhecimento do assunto, podem ficar tranquilos. A plataforma Mynt contará com conteúdo sobre o universo das criptomoedas e informações educativas sobre investimentos.

O banco também oferecerá suporte aos investidores a partir de uma equipe específica para atender dúvidas e solucionar qualquer questão. Os clientes que se cadastrarem no site previamente também terão prioridade no lançamento e o banco preparou a “Cripto Class”, uma série de quatro aulas introdutórias sobre esse tipo de investimento.

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Mercado aquecido

A confiança nas criptomoedas está cada vez maior. Recentemente, a Fidelity Digital Assets (unidade da gestora global Fidelity focada em cripto) realizou uma pesquisa com 1,1 mil investidores do mundo todo e 90% dos respondentes destacou interesse em investir na modalidade. A principal razão apontada é o alto potencial de crescimento do nicho.

O bitcoin (moeda mais conhecida ente as criptos), por exemplo, chegou a valer US$ 65 mil em uma máxima histórica e foi reconhecido como moeda oficial pelo El Salvador. Mesmo com alta correção, acumula mais de 60% de valorização este ano, apontam dados do Money Times. Os fundos de criptoativos também estão crescendo em número. Segundo levantamento do Quantum Finance, já são mais de 100 opções no Brasil, com players como Inter, C6 e Nubank.

 

*Com informações de Money Times e O Estado de S.Paulo


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