SXO: quando a experiência online encanta o cliente

Da união do SEO e do UX surgiu o SXO, uma estratégia que visa proporcionar uma experiência intuitiva, orgânica e assertiva do usuário em um site

SXO: quando a experiência online encanta o cliente

O SXO (Search Experience Optimization) é a junção das estratégias de SEO (Search Engine Optimization) e UX (experiência do usuário), que tem por objetivo a incansável busca de uma experiência intuitiva, orgânica e assertiva do usuário em um site e pontos de contato de uma empresa.

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Na prática, com o SXO, quando um usuário entra em um site para procurar um produto ou serviço, ele terá uma experiência muito agradável, com acesso rápido, navegação descomplicada e muito intuitiva.

Desta forma, ele conseguirá fazer a compra do produto ou serviço sem dificuldades ou, se desejar apenas mais informações neste momento, ele também estará satisfeito. Este tipo de experiência positiva na jornada do cliente ficará na mente do usuário, que poderá voltar para novas compras e indicar para outras pessoas.

Implantando o SXO na estratégia de customer centric

Para Rogério Rodrigues Santos, professor de marketing da Estácio São Paulo, é bom lembrar que customer centric, ou cliente no centro, é em rápidas palavras a estratégia que coloca o cliente como o foco de todas as decisões da empresa.

“A partir dessa definição, a relação de SXO e customer centric é de grande proximidade, pois o SXO será uma das ações a ser implementada dentro do customer centric, uma vez que o foco é o cliente”, explica o professor.

Para fazer a implementação do SXO, o professor aconselha primeiro a escolher uma consultoria ou agência especializada, que realizará um trabalho inicial de avaliação da estrutura digital atual de site ou e-commerce, para trazer um diagnóstico preciso das mudanças necessárias de SEO e de UX.

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“Com essas mudanças realizadas, virá a parte de testes para avaliar, dentre outros itens, a velocidade de abertura do site e das páginas, a relevância dos conteúdos, a usabilidade e a fluidez da navegação. Esses testes poderão envolver usuários reais (clientes que são convidados para testar o novo site)”, enumera Rogério Rodrigues Santos.

No final, com as mudanças e testes realizados, é hora de colocar no ar o novo site ou e-commerce e avaliar os resultados e, se necessário, proceder os ajustes finos.

E, tendo como foco a melhor experiência para o cliente, todos os esforços serão para manter o usuário em um site agradável, de navegação fluida e intuitiva, com conteúdos úteis e relevantes, para que ele se sinta confortável e encontre o que procura, seja produtos para comprar ou informações.

“E, é claro, dentro dos princípios básicos de SXO o site deverá ter um design moderno que atraia a atenção do cliente, com carregamento rápido das páginas e que favoreça sua utilização, de forma responsiva, em qualquer equipamento (desktop, notebook, tablet ou celular)”, afirma o professor da Estácio. “Desta maneira, o usuário se sentirá confortável e certamente navegará mais tempo no site, reduzindo significativamente a tão temida taxa de saída ou abandono, que é um dos grandes vilões dos resultados nas plataformas digitais”, salienta.

Por isso, a tendência é que cada vez mais as marcas invistam em SXO, uma vez que essa estratégia pode atingir o consumidor certo, na hora certa, ao invés de apenas trazer tráfego. Afinal, o que as marcas desejam é o tráfego qualificado, ou seja, aquele que tem maior potencial de conversão, uma vez que inclui pessoas que se interessam pelo conteúdo do site e interagem com ele.

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Crescendo organicamente

De acordo com Rogério Rodrigues Santos, dentre os esforços de SXO estão as estratégias para melhorar o posicionamento nos buscadores como o Google, o que trará mais tráfego para o site.

“Usuários satisfeitos compartilharão suas experiências positivas com outras pessoas, muitas vezes nas redes sociais, o que gerará mais tráfego e, com isso, crescimento orgânico”, comenta o professor.

Para acompanhar a evolução tecnológica, os algoritmos de busca mudam frequentemente e uma recente atualização do Google – o Google Page Experience – também contribuiu para a priorização da experiência do usuário na página. Essa atualização partiu de uma diretriz que prioriza os sites que oferecem uma boa experiência ao usuário, e pune as páginas que não se adequam às medidas de UX.

Tais diretrizes englobam boa velocidade de carregamento da página, em um tempo inferior a 2,5 segundos, interatividade e estabilidade de layout – evitando que os elementos se desloquem enquanto o usuário navega, levando-o a clicar em algo acidentalmente, por exemplo.

Além disso, outros aspectos de experiência ainda são levados em consideração para um bom ranqueamento no Google, como a otimização da versão mobile e a promoção de uma navegação segura.

Avaliando a efetividade do SXO

Para mensurar a efetividade de uma estratégia de SXO a empresa deverá utilizar relatórios analíticos de acompanhamento (como o Google Analytics, por exemplo) das ações e melhorias realizadas no site e comparando com outros períodos.

“O SXO, quando bem aplicado, gerará maior engajamento dos visitantes de um site ou e-commerce, o que trará uma experiência agradável ao usuário, que consumirá mais informações, mais produtos, divulgará a marca para outras pessoas, ou seja, haverá ganhos em várias frentes (vendas, recall da marca, etc.)”, avalia o professor.

Portanto, o SXO propõe a vinda de tráfego qualificado, que se traduz em conversões, sejam elas em vendas ou leads – e que, no final das contas, é o que as marcas desejam e que os usuários esperam: uma navegação fácil, rápida, intuitiva e agradável.


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