Muito além do “cringe”, como os zoomers provocam a inovação nas empresas?

Nascidos entre 1995 e 2010, os membros da Geração Z têm visão própria do mundo, e seu comportamento pode inspirar inovações dentro da empresa

Muito além do “cringe”, como os zoomers provocam a inovação nas empresas?

Se a Geração Z pudesse ser explicada por um trecho de música, os versos seriam de Tom Zé, com a canção “Tô”.

“Eu tô te explicando
Pra te confundir
Eu tô te confundindo
Pra te esclarecer.”

Os zoomers, como são chamados os jovens que nasceram entre 1995 e 2010, chegaram com tudo. E o compositor brasileiro, com esses breves versos, poderia resumir o papel que os membros dessa geração tem para a nossa sociedade nos dias de hoje.

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Enquanto todo mundo discutia o que era (ou não era) cringe, na verdade eles queriam mostrar para as gerações anteriores como os Millenials, X e Baby Boomers, questões importantes, que precisam ser levantadas.

E será que a gente parou para ouvir ou simplesmente ficamos discutindo se beber café e pagar boleto viraram coisas fora de moda?

O contexto em que surge a Geração Z

A verdade é que a Geração Z surgiu em um momento muito mais complicado (social, econômica e ambientalmente). Principalmente em comparação às outras. Por isso, acabaram se tornando muito mais pragmáticos e menos impulsivos em relação ao trabalho e ao consumo, do que os seus antecessores.

Da busca incessante pela estabilidade através da posse da Geração X, passando pelo idealismo e à procura pela felicidade através de experiências, que são tão presentes entre os Millenials, os zoomers acreditam que já passou da hora de agir e se posicionar contra tudo o que é nocivo ao planeta, às pessoas, à comunidade e à saúde.

Sai o individualismo, entra a comunidade

De acordo com a pesquisa Google Consumer Survey, feita com homens e mulheres com idade entre 18 e 24 anos, 85% dos jovens Gen Z disseram estar dispostos a doar parte do seu tempo para alguma causa. E eles são muitos, hein?

Segundo o estudo Target Group Index, do IBOPE, já são mais de 23 milhões de brasileiros e brasileiras nessa faixa etária (entre 18 e 24 anos). O que representa 30% da população brasileira. E quando falamos de uma escala global, 32% da população mundial, ou 2,7 bilhões de pessoas, são da Geração Z.

Maior preocupação com causas sociais e ambientais

Questionadores e ativistas, esses nativos digitais sabem muito bem como usar as redes sociais para levar seus ideais cada vez mais longe. Com Greta Thunberg e a Amika George como suas referências, 73% desses jovens idealistas afirmaram que pagariam mais por produtos de marcas que são ecofriendly e sustentáveis, de acordo com a First Insight.

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Muito mais do que qualidade, preços ou um ícone como CEO da empresa, se as marcas quiserem conquistar esse público, precisam mostrar responsabilidade, consciência e empatia. Será que elas estão preparadas?

Menos rótulos, mais fluidez

Masculino ou feminino. Hétero, homo ou bissexual. Qualquer rótulo não é algo que você vai ver na Geração Z. Ainda mais quando o assunto é gênero, um tema que é extremamente relativo para os zoomers. Segundo uma pesquisa da Nielsen, 56% afirma que compra roupas feitas para outros gêneros que não o deles, eventualmente. E mais: 70% acredita que espaços públicos deveriam oferecer banheiros mistos. Então, equidade e inclusão precisam estar na pauta de quem quer impactar esses jovens consumidores.

Como isso impacta a relação com as marcas?

Esse novo comportamento tem provocado mudanças não apenas na rotina, mas no posicionamento das empresas. Imagine que esses jovens estão chegando ao mercado de trabalho, que precisa estar preparado para receber todos eles. Por onde começar?

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Sobre o posicionamento, não adianta mais pintar o avatar da empresa nas redes sociais em datas importantes. Seja com as cores do orgulho LGBTQI+ no mês de junho, ou compartilhar #BlackLivesMatter na sua linha do tempo. Sem uma atitude real que mostre sua preocupação com as causas dessas comunidades, essas manifestações são vazias.

Autenticidade, diálogo e escuta

São palavras-chave na busca por uma proximidade com esses jovens que estão ensinando mais as gerações anteriores do que aprendendo.

Precisamos quebrar essas barreiras e desfazer essas camadas para que possamos criar juntos um mundo e um futuro melhor para todos. E por onde começar? Ocupe seu lugar de escuta, permita o diálogo, trabalhe, viva e converse com a Geração Z. Afinal, começar essa transformação só depende de você.

*Murilo Rezende é conteudista da Circle Aceleradora.


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