O que mudou na alimentação do brasileiro no pós-pandemia?

Pesquisa inédita da Sodexo On-site revele novos hábitos de consumo em restaurantes e dentro de casa

Foto: Pexels

Com a permanência da pandemia nos últimos 20 meses, já sabemos que alguns hábitos dos consumidores mudaram drasticamente. A alimentação foi um deles: vivemos uma era bastante dividida entre pedidos por delivery e consumo em casa, e cada segmento de restaurante tem ajustado suas estratégias para atender o consumidor e sua preferência.

Esse é o caso do Sabor Brasil, imensa rede de restaurantes. Um ano após a chegada do vírus, a Sodexo On-site, empresa mantenedora da marca, realizou uma pesquisa para definir os novos hábitos de consumo dos brasileiros em todas as regiões brasileiras e a divulgou de forma exclusiva à Consumidor Moderno. O resultado foi interessante: 85% dos entrevistados preferem cozinhar a própria refeição quando estão trabalhando em casa, visto que, para 62% do público, o sabor da comida é um fator mais que importante ao comprar ou optar pelo almoço.

“Atendemos cerca de um milhão de clientes e observamos esse comportamento com a comida, o que vimos é que está crescendo muito essa relação com uma refeição saudável, uma refeição sem culpa, um dos pontos bem importantes. Vimos também que os consumidores também têm esse hábito de manter uma alimentação mais saudável durante a semana, mais regrada, mas no fim de semana estão mais livres para o consumo daquilo que eles apreciam”, explica Andrea Krewer, CEO de Serviços Corporativos da Sodexo On-site Brasil.

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Como é a alimentação dentro da rotina no pós-pandemia?

Um outro ponto de destaque da pesquisa é que 44% das pessoas esperam ter uma refeição com ingredientes locais e de boa qualidade. Isso influencia tanto no quesito regionalidade quanto na saúde envolvida em todo o processo da alimentação. Outro destaque, comenta Krewer, é que os clientes passam em média 43 minutos em um restaurante.

“As pessoas têm uma rotina muito louca durante a semana, acordam muito cedo, passam sua jornada de trabalho dentro das empresas, muitas coisas para fazer. Isso mostra também que a relação com a comida ficou cada vez mais próxima do que se tinha anteriormente e isso veio para ficar”, argumenta a executiva.

Assim, o estudo mostra que a facilidade do preparo da comida, assim como acesso, rapidez e simplicidade ao alimento são fatores essenciais. A diferença é que essa praticidade muitas vezes é suprimida quando o alimento não é, de fato, saudável.

E especificamente falando na questão da saúde, há uma busca expressiva por algo que esteja alinhado com uma alimentação rica em nutrientes, mas também com boa procedência, mais natural e mais próxima do que os clientes estão habituados a comer em casa. “O consumidor está cada vez mais exigente, então ele faz as suas escolhas, estuda sobre as questões. Tudo isso está mais presente hoje”, comenta Krewer. Essa escolha, entretanto, é mais equilibrada que restritiva, para que seja possível comer o que é saboroso, mas sem culpa.

O combo triunfal: ambientação, alimentação e participação

Um outro ponto de atenção no hábito do consumidor é que há uma mudança evidente sobre os participantes na hora de pensar uma refeição. Ainda que as tarefas de alimentação prevaleçam entre as mulheres, nos últimos 4 ou 5 anos, houve um movimento forte de participação dos homens no processo. O estudo mostra que a cozinha e as compras dos alimentos é uma tarefa mais dividida entre casais.

A pesquisa aponta, ainda, que durante a semana, os brasileiros estão mais focados em apenas três refeições — café da manhã, almoço e jantar —, tendo em vista que o almoço é sempre o principal. Dessa forma, seja para comer em casa ou em um restaurante, o foco da alimentação está mais voltado a ele.

“O almoço é o principal, tudo gira em torno dele. O café da manhã é algo mais rápido, assim como o jantar, mas no almoço as pessoas querem praticidade, saúde”, complementa Krewer. “Entendemos também que as bebidas mudaram e a água está mais presente durante a semana, o refrigerante fica para o fim de semana”.

Por fim, um importante destaque da pesquisa — complementar à participação dos casais em todos os processos da alimentação — é que cada vez mais o momento da refeição é encarado como um ponto de distração, conexão, algo que vem como uma resposta ao período da quarentena.

“Com o período da pandemia, vimos que as pessoas tiveram que se isolar de suas famílias, se isolar dos seus contatos sociais e agora isso vem mais forte, porque as pessoas conseguiram perceber a importância desses momentos de socializar. Isso veio para ficar e é uma expectativa”, conclui Krewer.

A rede Sabor Brasil conta com mais de 1.200 unidades em todo o país, das quais 320 possuem cozinhas inteligentes, e pretende implementar de 150 a 200 novos restaurantes até 2023

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