Blogueiros infantis na mira do Youtube – e a ideia é mexer no bolso

Em blog, um diretor do YouTube anunciou medidas contra conteúdos “fortemente comercial” ou “promocional”. No Brasil, autoridades públicas estão de olho nesses conteúdos

Crédito: Unsplash

O YouTube prepara uma mudança que pode mudar o modelo de monetização para canais que oferecem vídeos para crianças. E um dos motivos pode estar relacionado a problemas de publicidade infantil

No blog oficial da plataforma, James Beser, diretor de gestão de produtos, crianças e família do YouTube, afirma que a plataforma vai suspender “conteúdo infantil predominantemente de baixa qualidade, como ‘fortemente comercial’ ou promocional’ ou ‘Encorajando comportamentos ou atitudes negativas’, podem ser suspensos. E se um vídeo individual violar esses princípios de qualidade, ele pode ter anúncios limitados ou nenhum anúncio”, afirma.

De acordo com o comunicado, o YouTube afirma que já entrou em contato com criadores de conteúdo que poderão ser impactados pela medida e que entrarão em vigor no próximo mês. “Nosso objetivo final é promover um ambiente seguro e enriquecedor para as famílias e, ao mesmo tempo, recompensar os criadores de confiança que fazem conteúdo infantil e familiar de alta qualidade”.

Banidos

Especialmente no Brasil, o tema da publicidade infantil tem chamado a atenção do Poder Público. No início do ano, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) sinalizou que poderia regular o tema, mas o debate não foi adiante.

Além disso, no último dia 10, Google (dona do YouTube) e o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) lançaram semana passada um manual com “boas práticas” para a publicidade digital voltada ao público infantil. Dividido em cinco tópicos, o pequeno guia possui algumas diretrizes sobre o desenvolvimento de materiais dedicados aos pequenos produzidos por anunciantes, agências, e, principalmente, influenciadores e criadores de conteúdo.


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O manual foi produzido a partir de um acordo firmado no final de 2019 entre a empresa de tecnologia e o Ministério Público do Estado de São Paulo, que também participou da discussão.

Segundo o YouTube, somente no segundo trimestre de 2021, foram removidos mais de 1,8 milhão de vídeos por violações de nossas políticas de segurança infantil pelos mais variados motivos.




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