Segurança digital: cuidados e tendências para 2022

Com uma crescente onda de ataques cibernéticos vivenciada em 2021, o próximo ano deve ser marcado por grandes investimentos em segurança digital

Tempo de leitura: 4 minutos

28 de outubro de 2021

Foto: Shutterstock

Nos últimos meses e, principalmente, após os ataques cibernéticos em grandes empresas no Brasil e no mundo, o termo “segurança digital” passou a ser foco total de organizações de diferentes segmentos e portes. Isso porque a onda de ataques realizados por cibercriminosos deixou efeitos negativos que, consequentemente, interferiram nos resultados operacionais e na saúde empresarial como um todo.

O fato é que o ano de 2021 está terminando e o planejamento para 2022 começa a ser desenhado a fim de organizar o que deve estar em pauta nas empresas no próximo ano. Dito isso, a segurança digital certamente passa a ser peça-chave para as corporações, conforme sinaliza o levantamento PwC Digital Trust Insights 2022. De acordo com a pesquisa, 83% dos líderes à frente de empresas no Brasil pontuaram que pretendem aumentar o investimento em cibersegurança no ano que vem, considerando, sobretudo, os avanços da transformação digital durante a pandemia e o crescente número de ataques virtuais.

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Assim, o crescimento em segurança digital se mostra de suma importância, especialmente ao avaliar o cenário vivido em 2021, o qual ficou marcado como o “pior ano na história da cibersegurança”, segundo o levantamento. O vazamento de dados, por exemplo, foi um grande alvo dos hackers, mas todo o cuidado deve ser direcionado a medidas de prevenção, uma vez que se pode haver um comprometimento até mesmo jurídico, tendo em vista a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Tendências de cibersegurança para 2022

Considerando o cenário apresentado, “cibersegurança” deve ser um termo muito utilizado pelas corporações no próximo ano. Não há dúvidas de que este assunto receberá uma atenção maior por parte do empresariado, mas algumas tendências devem surgir.

Hoje, a grande maioria dos brasileiros demonstra preocupação quanto à segurança digital, devido ao aumento de registros de fraudes financeiras, informações pessoais usadas em golpes, vazamento de dados, entre outros. Seis em cada 10 brasileiros consideram-se muito preocupados com este ponto, de acordo com o Capterra. São 67% dos brasileiros que estão “muito preocupados” e somente 1% não se preocupa com esse assunto.

Neste sentido, dentre as principais tendências mapeadas para 2022, o investimento em infraestrutura tecnológica de ponta e soluções de prevenção se destacam.

Segurança digital em dispositivos móveis

Com toda a vivência adquirida neste ano quanto à cibersegurança, os dispositivos móveis não ficarão de fora em 2022. Estima-se que 3,95 bilhões de pessoas façam uso de smartphones em todo o mundo, segundo a Strategy Analytics, o que apenas reforça a importância destes aparelhos no cotidiano. Por consequência, é possível encontrar ataques também a esses equipamentos, que acontecem por meio de vulnerabilidades existentes em aplicativos diversos, desde mensagens até mesmo jogos.

Ao conseguirem entrar nos dispositivos móveis, os criminosos têm acesso a informações essenciais que podem estar ligadas, inclusive, ao ambiente corporativo. Justamente por isso as empresas devem investir na segurança como um todo, buscando soluções específicas para estes aparelhos, como é o caso dos próprios smartphones, tablets, notebooks, entre outros.

Lei Geral de Proteção de Dados

Embora já esteja em vigência há algum tempo, ainda existem empresas que não se adequaram à LGPD, cenário que certamente mudará no próximo ano. O vazamento ou utilização indevida de dados configura uma infração grave à lei, que compromete a empresa como um todo.

Além das questões financeiras, considerando os valores das penalidades aplicadas (podendo chegar até R$ 50 milhões por infração), as companhias têm, também, um impacto negativo na imagem e reputação. Por isso, a adoção de medidas robustas de cibersegurança potencializa o compliance e possibilita um ambiente seguro para as operações.

Informações armazenadas em nuvem

A cloud computing já não é mais uma novidade no meio empresarial, mas deve ser uma tendência forte em 2022. As empresas que utilizam apenas a armazenagem on-premise precisam começar a pensar em uma migração gradual das informações para a nuvem pode ser uma medida eficaz a curto prazo, alocando os principais dados corporativos em um único local. No processo de migração, vale, também, o investimento em soluções específicas para segurança digital em cloud.

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Infraestrutura tecnológica de ponta

Enquanto muitos gestores olham apenas para softwares implementados, outro ponto que não pode ser deixado de lado nas empresas é o cuidado com os equipamentos utilizados, seja no home office ou na estrutura física. Dessa forma, aliada ao investimento em soluções tecnológicas confiáveis e que entreguem resultados na prática, a infraestrutura de TI deve fazer parte do planejamento das empresas e compor o orçamento destinado à segurança.

Isso porque máquinas atualizadas dificultam o acesso de cibercriminosos às aplicações existentes no sistema. Na prática, quanto mais atualizado o seu equipamento estiver, menores são as chances de acessos indesejados.

Gestão especializada por meio da locação

Indo ao encontro da infraestrutura tecnológica de ponta, o gerenciamento das máquinas, bem como dos softwares implementados, deve ser feito por especialistas que entendam verdadeiramente sobre tecnologia. Por isso, o outsourcing se mostra uma alternativa às empresas que buscam um alto custo-benefício, uma vez que entrega qualidade, agilidade e confiança. Um estudo do IDC apontou que o mercado de tablets e notebooks deve fomentar US$ 4,7 bilhões ainda neste ano, 21% mais do que em 2019. A projeção é que aumentará 71% em vendas de tablet e 25% em vendas de notebooks para o ambiente corporativo. Não há dúvidas de que para potencializar ainda mais esse cenário, o outsourcing pode ser a melhor saída em termos de conforto, segurança e custo-benefício.

Por fim, vale retomar a importância do investimento em parceiros especializados. As rotinas de segurança digital devem ser implementadas por especialistas no assunto, para que novas lacunas não sejam abertas nesse processo, tornando as operações ainda mais vulneráveis. Por isso, o SECaaS (Security as a Service), por exemplo, pode ser a alternativa ideal para uma organização que busca extrair o melhor da cibersegurança.

*Andrea Rivetti é CEO da Arklok.


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