Startup de educação inova com proposta de reforço escolar online e personalizado

Plataforma desenvolvida pela startup de educação Monitorias conecta aluno e professor para aulas de reforço individuais, de acordo com o perfil de cada um

Foto: Shutterstock

Com o início da pandemia, pais e professores tiveram que mudar a forma de levar educação aos estudantes. Para se ter uma ideia, somente o ensino básico atual já conta com 48,5 milhões de alunos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). O cenário adverso deu um espaço de destaque para as edtechs, startups de educação.

A Marília Coelho, por exemplo, procurou ajuda de um reforço escolar online para seu filho Marcelo, que estava sentindo dificuldades em aprender matemática. Para ela, foi no reforço escolar que, além de conseguir um apoio profissional durante a pandemia, o filho descobriu que existem outras formas de entender um conteúdo, além de outras maneiras de um professor ensinar.

Assine a nossa newsletter e fique por dentro das notícias sobre a experiência do cliente

“A nossa experiência sempre foi muito boa porque nos acolheram, inclusive em um momento muito difícil da pandemia. O professor é muito prestativo, calmo, paciente. E percebo que isso, de alguma forma, trouxe ao Marcelo (filho) mais confiança, em perceber que a sua dificuldade não está em achar que não é capaz, mas muito mais por outras questões, como ter certeza de que a matemática, por enquanto, não é a sua matéria preferida”, relata a mãe.

De acordo com Rafael Rocha, CEO da edtech e rede de franquias Monitorias, a ideia do reforço escolar online surgiu com a pandemia e a rápida necessidade de tornar todo atendimento online, já que os alunos continuavam com dificuldades no aprendizado.

“A busca por ferramentas de auxílio na educação mais que dobrou durante a pandemia. Com a dificuldade sentida no ensino, principalmente no ano passado, onde as escolas tiveram que encerrar as aulas presenciais, muitas famílias buscaram alternativas de levar um reforço escolar aos seus filhos de forma remota, e essa prática continua sendo muito utilizada, principalmente para matérias em que o aluno sente dificuldade”, avalia Rafael Rocha.

Startup de educação: o negócio que virou franquia

Nascida em 2014, na cidade de São Paulo, a Monitorias iniciou sua expansão em 2020 por meio do franchising. As aulas são ministradas por meio de plataformas de vídeos como Zoom, Skype ou Google Meet, utilizando tecnologias de ensino como lousas digitais, vídeos e materiais de apoio.

Após cada aula realizada, a rede fornece ao aluno informações importantes do desempenho durante a aula através de relatórios pedagógicos digitais para que os responsáveis e até mesmo os franqueados possam verificar como foi a aula.

“A Monitorias atua como plataforma que interliga o interessado no reforço escolar e conecta esses interessados com professores disponíveis. O franqueado é um agente de vendas que busca alunos interessados, faz a venda, repassa a aula para a plataforma, onde o professor aceita as que ele tiver interesse”, explica o CEO da rede.

São mais de sete mil professores parceiros cadastrados em seu banco de dados, atuando em mais de 46 cidades, distribuídas em dez estados brasileiros. “O objetivo do negócio Monitorias é intermediar, de forma digital, a contratação de professores parceiros para a prestação de serviços voltados à educação com excelência, compreendendo reforço escolar, aulas particulares, acompanhamento pedagógico, psicopedagógico, entre outros”, salienta Rafael Rocha.

Associada à ABF – Associação Brasileira de Franchising, a franqueadora oferece treinamentos constantes e proporciona suporte diário em todas as áreas da gestão da microfranquia, como operacional, administrativa, financeira, vendas, marketing e divulgação. O investimento inicial para ser um franqueado é a partir de R$ 7.990 e pode ser operada por meio de home based.

A Monitorias funciona exclusivamente on-line, possibilitando ao aluno escolher o dia e horário para fazer a aula desejada.

A aula on-line veio para ficar?

Para o CEO da franquia, já é mais que provado que é possível estudar de forma online, principalmente para as crianças e adolescentes. “Muitas famílias já conseguem enxergar que essa é a tendência de mercado e que é possível integrar aluno e professor no virtual. E nós buscamos levar humanização do estudo por meio do modelo de ensino individual”, explica Rocha.

Já para o professor Brendon Inácio, especialista em exatas e temas para o vestibular, apesar de haver algum prejuízo em relação ao contato presencial entre aluno e professor, ele se mostrou contornável na prática. “O ensino complementar na pandemia se mostrou especialmente importante para suprir as deficiências do ensino tradicional, uma vez que estas foram amplificadas e evidenciadas durante o período”, relata.

Para o professor de português, Pedro Laranjeiras de Almeida, a metodologia da Monitoras faz com que o aluno ganhe confiança não só no professor, mas principalmente nele mesmo, pois o professor deve incentivar o aluno a crer no potencial, pontuando as dificuldades que possam aparecer ao longo do processo de aprendizagem.

Assine a nossa newsletter e fique por dentro das notícias sobre a experiência do cliente

O cenário das edtechs no Brasil

Segundo pesquisa divulgada pelo Centro de Inovação para Educação Básica (Cieb) e a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), 449 startups do setor educacional estão ativas atualmente no país, sendo que 59% estão presentes no Sudeste, com predomínio no estado de São Paulo, o que representa 35,1% dessas startups.

Ainda segundo o levantamento, o mercado mais procurado é o da educação básica (ensino infantil, fundamental e médio), com 70,6% das edtechs, e as plataformas são usadas como tipo de recurso educacional preponderante em 67% delas.


+ Notícias

Qual é o custo dos ciberataques para as empresas?

As 10 melhores startups brasileiras especializadas em customer service




Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS