Refugiados no Brasil: Como essa população tem impactado a experiência do cliente

O Grupo Sitel se tornou referência na contratação de refugiados no Brasil. O resultado é um atendimento em espanhol nativo para clientes na América Latina

Refugiados no Brasil: Como essa população tem impactado a experiência do cliente

Nos últimos anos, a preocupação das empresas e dos consumidores com temas relacionados à sociedade cresceu muito. É fato que, hoje, uma empresa não se sustenta caso esteja interessada em gerar valor apenas para si mesma. Apesar disso, existem alguns temas que ainda ficam fora do alcance de grande parte delas. O apoio a refugiados no Brasil é um exemplo disso.

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De acordo com dados do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), ao final de 2020 havia mais de 57 mil pessoas refugiadas reconhecidas pelo Brasil. A nacionalidade com maior número de pessoas refugiadas reconhecidas, entre 2011 e 2020, é a venezuelana (46.412). Por uma questão territorial, o estado de Roraima concentrou o maior volume de solicitações de refúgio apreciadas pelo CONARE (60%), seguido pelo Amazonas (10%) e São Paulo (9%).

Em termos de empregabilidade, contudo, o Estado paulista tende a ser melhor para as pessoas que chegam ao País, afinal, São Paulo é a terceira maior economia e o terceiro maior mercado consumidor da América Latina. Um exemplo de como surgem as oportunidades para os refugiados é o Sitel Group, que emprega atualmente cerca de 1 mil venezuelanos refugiados na Colômbia e no Brasil.

“O meu primeiro contato com Sitel Group fez completamente a diferença, porque cheguei numa situação bastante difícil ao Brasil e tive a sorte de ter meu primeiro emprego”, conta Jesus Segovia, venezuelano, supervisor de operações há 3 anos na Sitel Brasil. “Foi uma experiência muito acolhedora, onde até a expressão do rosto e a serenidade com que se fez o meu processo de seleção, fizeram acreditar mais em mim”.

Ele é um exemplo entre tantos que precisaram deixar o País para buscar uma nova vida em um território completamente novo, encarando um processo que envolve desde aprender uma nova língua até, muitas vezes, iniciar uma nova carreira. Adriana Wells, gerente de Talentos da empresa, conta que a contratação de refugiados nascidos na Venezuela atende a uma necessidade de empresas-clientes do Sitel Group que necessitam de um atendimento feito em espanhol e francês nativos.

Parceria pelos refugiados no Brasil

Por isso, a empresa passou a investir em tais contratações já em 2018. Neste ano, a Sitel juntamente com a Tent Partnership for Refugees solidificam uma parceria que busca alcançar o maior número de nativos que almejam uma oportunidade profissional, integração social e carreira que permita o crescimento e desenvolvimento contínuo.

Atualmente, a Sitel Group emprega cerca de 1 mil venezuelanos refugiados na Colômbia e no Brasil. Ambos os países assumiram o compromisso em contratar mais 300 venezuelanos ao longo dos próximos três anos em parceria com a Tent. Até a metade do ano, o time de recrutamento e seleção da Sitel Brasil já havia contratado mais de 500 imigrantes para suas operações de atendimento para a América Latina, sendo ainda 78% desses imigrantes de origem venezuelana.

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Com a nova parceria, a Sitel Brasil espera ampliar o número de pontos de contatos com ONGs locais, podendo assim alcançar um maior número de candidatos, além receber apoio em questões legais e trâmites governamentais.

Facilidades

Adriana explica que a parceria com a Tent busca facilitar, por exemplo, processos com ONGs de estados diferentes daquele em que vaga está aberta – algo essencial, visto que a maioria dos refugiados chega ao Brasil por Roraima e a maior parte das oportunidades está em São Paulo.

Para lidar com o desafio de receber pessoas com idiomas nativos diferentes do português, a Sitel implementou o curso de Espanhol in company, com foco primeiramente em pessoas das áreas de apoio, com as quais a comunicação do contratado deveria ser fluida, permita a inclusão e tato, acolhendo nosso colaborador. Hoje, o processo seletivo já é conduzido totalmente em espanhol.

Nesse sentido, Adriana conta que, especialmente quando são necessárias habilidades mais técnicas, o treinamento ocorre na língua de origem do colaborador. “Um ponto importante é que há variações na língua espanhola, por isso é preciso adequar inclusive determinados termos”, finaliza.


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