Black Friday: mais consumo ou mais consciência?

73% dos consumidores ficam incomodados com a quantidade de lixo envolvida nas embalagens e o consumo desenfreado na data

Foto: Shutterstock

Com a chegada da Black Friday, muitos consumidores já se preparam para um maior gasto: além das compras comuns à data, sempre para aproveitar as promoções, uma parte considerável de usuários (86,04%) também adianta os presentes de Natal na última sexta-feira de novembro, segundo dados da Conversion. Com todo esse movimento, o varejo se aquece e prepara sedento por um maior faturamento no final do ano.

No entanto, mesmo com tamanho consumo, não são apenas os varejistas que se animam: o setor de embalagens também fica em evidência, dado que o e-commerce segue forte para as compras da data e ambos trabalham em conjunto. Mas, em mundo no qual o consumidor fala e questiona constantemente como as empresas precisam reduzir a pegada de lixo e carbono no meio ambiente, como ficam as compras e vendas da Black Friday?

De acordo com o estudo “Natal Sustentável”, realizado pela Radar Pesquisa”, 73% dos consumidores ficam incomodados com a quantidade de lixo envolvida na montagem do presente dentro de uma embalagem. “Vemos que a sustentabilidade tem ganhado cada vez mais importância nas escolhas dos consumidores e a maioria das embalagens de papelão ondulado é composta de cerca de 70% a 100% de material reciclado, então, é uma grande aliada do meio ambiente”, salienta Eduardo Mazurkyewistz, diretor da Mazurky, indústria de embalagem.

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A sustentabilidade como olhar do consumidor para a Black Friday

Ainda de acordo com a pesquisa, 86% dos entrevistados acreditam que o uso de materiais reciclados nas embalagens agregaria mais valor aos presentes de Natal. Essa busca tem se intensificado na hora de procurar por itens comumente usados para embalar os presentes, uma vez que os consumidores têm dado preferência a opções mais sustentáveis.

Uma das alternativas encontradas é o uso de papel craft e embalagens bonitas e ecológicas, muitas vezes fornecidas pelos próprios varejistas. Afinal, boa parte das lojas digitais também têm se esforçado para reduzir o uso de plástico e produtos nocivos ao meio ambiente em suas embalagens, seja com o uso de papeis e papelões biodegradáveis, ou mesmo com plástico compostável.

“O comércio eletrônico exige que os produtos vendidos cheguem aos consumidores em embalagens de papelão ou plástico, o que impulsiona os fabricantes de embalagens”, explica Mazurkyewistz. E, dado que pelo menos 62,96% dos consumidores deve efetuar compras somente pela internet nessa Black Friday, conforme aponta o relatório da Conversion, é importante que o varejo comece a se preparar de maneira mais sustentável.

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A maior Black Friday desde lançamento da data no Brasil

Um outro dado importante que também permeia a sustentabilidade é que a Black Friday de 2021 já é prometida como a maior no País desde o lançamento da data no Brasil, com crescimento na intenção de compra de 14,7%, em comparação a 2020. Segundo estudo, o valor do tíquete médio varia entre R$ 500 e R$ 3000 para mais de metade (58,84%) dos entrevistados.

“Ainda que a maior parte deles (29,06%) chegue somente até R$ 1 mil, o valor pode ser considerado alto, um número que expõe uma gradual melhora na situação financeira da população economicamente ativa do País”, aponta Diego Ivo, CEO da Conversion.

Com tamanho investimento, é notável também que parte dos consumidores tem baseado sua escolha com base no que as empresas apresentam para a sustentabilidade, em especial a Geração Z e os Millennials — que também são uma das gerações que mais consomem na Black Friday.

Vale destacar também que uma série de influenciadores ativistas tem questionado o consumo desenfreado na Black Friday e os consumidores também estão mais propensos a uma compra consciente — o que também explica porque o tíquete médio aumentou, dado que os investimentos são especialmente em telefones celulares (66,67%), eletroeletrônicos (60,68%), moda e acessórios (47,58%) e calçados (40,46%), ou seja, bens duráveis.

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