Uma nova experiência de compra no varejo: o vídeo shopping

O uso do entretenimento no e-commerce facilita o processo de venda e ajuda na fidelização do cliente

Uma nova experiência de compra no varejo: o vídeo shopping

Com a digitalização acelerada do varejo, especialmente durante a pandemia de covid-19, a produção de conteúdo em vídeo para atrair clientes aumentou. Estratégias não faltaram para conquistar o consumidor e promover uma nova jornada no digital. A tendência da vez é o vídeo shopping, que une entretenimento e compra e, por isso, a experiência foi batizada de shopatainment.

Em 2020, a inovação que decolou no Brasil e rendeu boas compras no e-commerce foi o live commerce, modelo de vendas importado da China, onde já fazia sucesso há mais tempo. O live commerce encantou principalmente nos segmentos de cosméticos e vestuários, mais suscetíveis às ações de influenciadores. O vídeo shopping também conta com a participação de influenciadores para a elaboração de conteúdo, mas promete oferecer uma experiência do cliente mais democrática.

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Vídeo shopping e live commerce:
quais as diferenças na hora da compra?

No live commerce, as lojas fazem transmissão ao vivo e, enquanto apresentam os produtos para a compra, disponibilizam links e contatos para os usuários adquirirem o que se interessarem. Já os conteúdos no vídeo shopping são inspirados no que é publicado nas redes sociais. Quem fica em primeiro plano é o entretenimento. “Os vídeos ajudam a entender o comportamento do usuário e colaboram com a fidelização. O nosso principal objetivo com o vídeo shopping não são as vendas, e sim priorizar o conteúdo”, afirma Giselle Tachinardi, diretora de marketing LATAM do Merqueo, maior supermercado online da América Latina.

Pioneiro no uso do vídeo shopping, o supermercado lançou o Merqueo Stories, dentro do aplicativo de compras. Os vídeos ficam disponíveis por um determinado tempo e os usuários podem ver, rever e compartilhar, além de arrastar para cima e acessar a lista de produtos mostrados no vídeo, colocar tudo no carrinho e decidir a hora que quer receber. Assim como o live commerce, o vídeo shopping também foi inspirado nas estratégias de venda usadas nos países asiáticos.

Os principais conteúdos são receitas preparadas por influenciadores e todos os ingredientes podem ser encontrados no próprio supermercado da Merqueo. “Convidamos influenciadores para participar dos stories, não importa o alcance que eles tenham nas redes sociais. Nós prezamos pelo conteúdo, então basta ser um influenciador com bons conteúdos, e pode ser relacionado a todo tipo de produto que o Merqueo disponibiliza”, explica a diretora de marketing.

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Empresas que utilizam o live commerce também podem trazer conteúdos de informação e entretenimento para o usuário, mas o foco é a venda dos produtos. Em lives de cosméticos, por exemplo, é comum convidar influenciadoras para dar dicas de skincare e fazer tutoriais de maquiagem, enquanto os cosméticos ficam disponíveis para compra por meio de links ou canais de atendimento.

Modelo mais democrático e que preza a experiência

Giselle Tachinardi explica que o nível de conectividade nos países da Ásia é melhor do que na América Latina e, por isso, estratégias como o live commerce conquistam diferentes públicos e continuam fazendo sucesso. “O live shopping always on consome muitos dados. Já no vídeo shopping, os vídeos são curtos, o usuário pode escolher quando e o que ver. Como somos 100% digitais, estamos atentos a isso”, diz Giselle Tachinardi.

Segundo a diretora de marketing do Merqueo, a plataforma de vídeo shopping do aplicativo contribui para compreender o comportamento do usuário e melhorar a experiência de compra. A maioria dos usuários novos, no primeiro uso do aplicativo, vê os conteúdos em vídeo e só depois explora outras funções do app.

No Brasil, o modelo ainda é novo no e-commerce. “A experiência já existe em algumas redes sociais, mas no e-commerce o Merqueo é pioneiro. Percebemos que o contato emocional faz a diferença na experiência de compra, e como queríamos estar mais próximos do cliente, nos inspiramos nas redes sociais”, acrescenta a diretora de marketing.

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Conteúdo em vídeo encanta e facilita as compras

 

O relatório The State of Video Marketing 2021, da Wyzowl, empresa que produz vídeos explicativos, mostrou que 96% dos consumidores entrevistados na pesquisa aumentaram a quantidade de vídeos assistidos online durante a pandemia e 74% dos profissionais de marketing afirmaram estarem mais propensos a usar conteúdo em vídeo nas estratégias de venda.

O investimento vale a pena: 86% dos profissionais disseram que o vídeo aumenta o tráfego do site e 94% deles afirmaram que esse tipo de conteúdo visual ajudou a aumentar a compreensão do usuário sobre seu produto ou serviço. Do lado dos consumidores, 94% deles assistiram a um vídeo explicativo para aprender mais sobre um produto ou serviço e 79% disseram que já foram convencidos a comprar algo após assistir ao conteúdo.

O vídeo shopping, portanto, pode ser uma boa forma de dar mais informações sobre os produtos, explicando como usar ou quais benefícios eles trazem. Quando as funcionalidades de compra são adicionadas ao conteúdo, as chances de o comprador chegar até o final da jornada são maiores, uma vez que tudo se torna mais rápido: bastam alguns cliques para adquirir aquilo que viram no vídeo.

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Além disso, apesar de a qualidade ser indispensável para o conteúdo publicado nessa estratégia de marketing, não é necessário nenhuma superprodução. Basta uma boa ideia e um bom smartphone em mãos para atrair os olhares dos usuários. O Merqueo, aliás, convida influenciadores interessados em produzir conteúdo na plataforma – basta se cadastrar no site do Merqueo Stories. “É uma experiência simples, mas que tem atraído o interesse de muitas marcas. A solução deu certo e a parceria pode conectar marcas e influenciadores, também”, salienta Giselle Tachinardi.

Utilizando conteúdos mais simples, alguns e-commerces já incluíram vídeos para demonstrar formas de uso dos produtos disponíveis, como a Polishop, conhecida por vender seus produtos pela televisão. O shopatainment no e-commerce, no entanto, ainda é uma estratégia pouco explorada, mas que traz diversas possibilidades. “O modelo é inspirador e acreditamos que em breve outras categorias de lojas virtuais vão passar a usar conteúdo de entretenimento em vídeo também”, finaliza a diretora de marketing do Merqueo.


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