ESG

65% dos brasileiros acreditam que a agenda ESG precisa focar no desemprego

Ano após ano o debate sobre preservação do meio ambiente e manutenção dos recursos para uma sociedade mais justa fica cada vez mais latente. Com a pandemia então, essa realidade ficou ainda mais forte para o consumidor: antes de comprar, é necessário a eles checar se a empresa escolhida tem sua agenda ESG em dia e se de fato cumpre seu papel no planeta.

Com tanta exigência, as empresas foram pouco a pouco atualizando a forma de fazer negócios — e de comunicar suas ações para os consumidores. E para destacar quais corporações tem feito seu papel, a consultoria Walk The Talk, by La Maison criou a primeira edição do Índice GPS (Global Positiosing on Sustainability), para avaliar a percepção dos brasileiros sobre o que eles encaram como importante para ações sustentáveis por parte das empresas.

O estudo, que entrevistou 2.243 brasileiros de 16 a 64 anos nas classes A, B e C, mostra que as cinco empresas mais associadas ao ESG para os brasileiros são a Natura, Ypê, Nestlé, Ambev e Itaú. Já as com pior ranking na visão dos consumidores foram as Lojas Americanas, Doritos e XP.

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Brasileiros esperam que as empresas combatam o desemprego

A pesquisa também avaliou que, dentre as três vertentes que o ESG abriga — meio ambiente, sociedade e governança —, os temas mais caros aos brasileiros são os sociais, como o desemprego (65%), falta de acesso à saúde (64%) e pobreza (60%). Das pautas relacionadas ao meio ambiente, o maior destaque vai para o desmatamento (58%).

Vale destacar que, em comparação com países desenvolvidos, as preocupações são invertidas, a parte social aparece em segundo plano e a ecológica em primeiro.

Outro dado forte que a pesquisa traz é que 94% das pessoas acreditam que as empresas precisam fazer algo em prol do planeta e dos seres humanos e 47% delas também pensam que as marcas podem contribuir de forma positiva com seus recursos contra os problemas enfrentados. No entanto, em contraposição a essa percepção, 31% dos brasileiros também acreditam que não existem corporações ativistas no País — e, portanto, essa contribuição tão necessária acaba sendo deixada de lado.

O estudo ressalta também que 19% dos brasileiros creem que as corporações têm o poder de influenciar outras pessoas a agirem em prol do planeta e 14% destacaram que as empresas contribuem para movimentar a economia — o que reduz parte dos problemas globais, como o desemprego, pobreza, entre outros.

Somente 4% dos entrevistados destacou que as empresas têm poder limitado para ações sustentáveis devido às leis locais e apenas 2% afirmam que não cabe às empresas agir contra problemas globais, ou seja, uma minoria.

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Ativismo é mesmo uma preocupação só da Geração Z?

Já se sabe que, quando o assunto é ativismo ecológico e sustentável, o perfil do consumidor é mais jovem: uma série de pesquisas informam como as gerações novas são engajadas com o meio ambiente e têm exigência na hora de consumir de empresas que não são engajadas com a sustentabilidade.

Entretanto, embora todos os atributos da agenda ESG sejam constantemente cobrados pela Geração Z, a pesquisa traz um dado interessantíssimo: o grupo de pessoas entre 55 e 64 anos, ou seja, os Baby Boomers, é o mais preocupado com os problemas da agenda ESG, além de ser também o que mais age em prol do meio ambiente. Essas ações vêm tanto para poupar os recursos — e portanto gastar menos com eles, como contas de luz, água e gás — como também para servir de exemplo e incentivo para os netos.

Diferente do que se pensa, eles têm se adaptado rápido às ações sustentáveis e buscam economizar recursos da maneira que podem, tanto por uma questão moralista quanto econômica, sendo essa segunda mais importante para esse grupo.

Mas é fato que todas as gerações seguem muito preocupadas com a forma que as empresas agem para inserir seus produtos e serviços à venda. Entre as 10 práticas mais valorizadas pelos brasileiros, mostra o estudo, estão não fazer teste em animais, devolver os recursos naturais utilizados, mudança para produtos e hábitos mais sustentáveis, promoção da diversidade, valorização da mão de obra nacional e local, uso de embalagens ecológicas, promoção de conscientização para o meio ambiente e ações em prol da fauna e flora do País, investimento em tecnologia para diminuir o impacto ambiental, menos uso de recursos naturais e promoção da saúde e bem-estar para colaboradores.


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Luiza Vilela

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