Tinderverso? Entenda como o metaverso fará parte do aplicativo nos próximos anos

CEO do Tinder destaca que a empresa tem planos de usar o metaverso dentro de suas aplicações para conectar usuários de forma mais orgânica

Foto: Pexels

A chegada do metaverso já está deixando os executivos de olhos abertos à nova realidade. Após o anúncio do Facebook sobre o investimento nessa inovação digital, a ponto de mudarem o nome da empresa para “Meta”, outras empresas também estão atentas às possibilidades que o metaverso pode trazer de benefícios para o mercado e, é claro, para os negócios. Uma das corporações que recentemente anunciou seu interesse na tecnologia foi o Tinder, aplicativo de relacionamentos.

Na busca por encontrar formas ainda mais eficientes de promover relacionamentos por meio do aplicativo, a presidente-executiva da empresa, Renate Nyborg, destacou que o metaverso poderá ser um importante momento de mudança para a forma como ocorrem os contatos e conversas. “De uma perspectiva do Tinder, estivemos discutindo sobre um Tinderverso internamente, que é mais sobre confundir as fronteiras entre offline e online”, afirma a executiva durante uma conferência da agência Reuters, em dezembro de 2021.

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Um novo metaverso para namoro

Acompanhando os novos hábitos de consumo, o aplicativo tem mudado a forma como as pessoas se conectam com interesses amorosos. Durante a conferência, Nyborg citou que a ideia do Tinderverso é criar avatares para um ambiente compartilhado virtual — muito semelhante à maneira como ocorre em videogames interativos. A diferença é que esses avatares proporcionariam, além do canal já habitual de texto, também canais de áudio e vídeo.

O universo seria compartilhado por usuários do aplicativo e os “encontros” seriam em festas e bares digitais, tendo cada avatar de forma personalizada. Essa seria a primeira etapa do contato e da escolha de avatares, que depois evoluiria para conversas privadas. A ideia, anunciou a presidente-executiva, é tornar esses encontros mais orgânicos além da troca de mensagens, que costuma ser um pouco mais fria, uma maneira da tecnologia deixar os relacionamentos mais fluidos e menos distantes.

É claro que, embora as relações no metaverso sejam menos “frias” do que uma comunicação comum no digital, elas não substituem a vida real e Nyborg fez questão de enfatizar isso. Ela explicou, ao longo da conferência, que o Tinder ainda tem o objetivo de favorecer os relacionamentos da vida real e que, ainda que a tecnologia tenha se mostrado muito favorável às conexões durante a pandemia do Covid-19, é necessário também permanecer no mundo fora da internet para se relacionar com as pessoas.

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“Temos uma grande responsabilidade de guiar principalmente jovens que estão entrando pela primeira vez na esfera da paquera em aspectos envolvendo como se comportar ou como ser um bom parceiro”, afirmou a executiva na conferência da Reuters.

Vale destacar que hoje o app já conta com o “Swipe Nights”, uma iniciativa que conta uma história de mistério e lança um episódio novo todo sábado. Por meio da história, os usuários se deparam com escolhas dos personagens principais e votam na que julgarem melhor. Ao final, usuários que fazem as mesmas escolhas são conectados para iniciarem uma conversa, caso assim desejem.

Criptoativos no Tinder

Nyborg também anunciou na conferência que o Tinder tem feito testes para implementação de uma moeda virtual que circulará no aplicativo, batizada de “TinderCoin”. Esse recurso será usado para pagamento premium da plataforma e poderá também ser adquirido por “bom comportamento” dentro do aplicativo.

Essas moedas seriam criptoativos específicos do aplicativo. A executiva destacou que novas informações serão divulgadas em breve, mas esse recurso será usado exclusivamente para o app.


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