O futuro dos aplicativos de cashback: inovações tecnológicas e análises comportamentais

Com as compras feitas pelo celular se tornando cada vez mais comuns, os aplicativos de cashback também vêm conquistando os usuários. O cashback é considerado a funcionalidade mais importante em compras online para 50% dos consumidores, segundo pesquisa realizada pelo Panorama Mobile Time/Opinion Box. O recurso registrou um salto de popularidade no Brasil: em março de 2020, apenas 30% dos entrevistados mencionaram o recurso como um fator apreciado nas compras online.

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Os tradicionais descontos continuam sendo atrativos, especialmente se forem personalizados. No entanto, o cashback pode servir como uma ferramenta para a atração e fidelização do cliente, uma vez que causa a sensação real de ganho e, dependendo das regras, traz o cliente para novas compras, usando o dinheiro recebido de volta, por exemplo. Por isso, apostar nessa inovação pode ser vantajoso tanto para o lojista quanto para o consumidor.

Aplicativos de cashback ajudam a captar clientes novos
e fidelizar os antigos

Para o sócio-fundador do Meu DimDim, Felipe Rodrigues, especialista em e-commerce, o cashback virou um diferencial da loja sobre os concorrentes, e o ideal é oferecê-lo em momentos estratégicos, quando o objetivo é captar o novo cliente. “Por exemplo, quando o futuro cliente está com um ‘pé atrás’ para finalizar a compra. Com isso, o lojista otimiza suas vendas e também gera uma boa experiência de compra, o que garante mais chances de os clientes voltarem”.

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O Meu DimDim ainda não possui app para smartphone, mas é uma plataforma de cashback que funciona em navegador, onde o usuário pode fazer compras em mais de 800 lojas participantes. Os cashbacks vão acumulando e, ao atingir um mínimo de R$ 20,00, é possível fazer a transferência para uma conta bancária.

Hoje o recurso do cashback pode ser encontrado nos mais diversos setores do mercado, além das lojas online: empresas da área educacional, postos de combustível, seguradoras e instituições financeiras, o que pode fazer com que o cliente opte por consumir no mesmo local em vez de procurar por outro.

Em julho, o Nubank lançou o cartão Ultravioleta, com cashback imediato, diferentemente de outras plataformas que dependem da confirmação das lojas parceiras. O PicPay também oferece cashback imediato para compras dentro do aplicativo, usando o PicPay Card. Ou seja, além dos próprios aplicativos de cashback, é possível obter dinheiro de volta usando outros apps, como os de bancos digitais.

Formas de oferecer a ferramenta

Para ter um bom programa de cashback, é fundamental deixar as regras claras para o cliente, que vai analisar se o retorno é realmente vantajoso, uma vez que a concorrência pode oferecer o mesmo produto mais barato sem o dinheiro de volta, por exemplo.

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É possível oferecer um programa próprio de cashback, por meio do e-commerce ou do app, no entanto, para que esse esquema seja proveitoso, o usuário precisa ser um cliente assíduo. Assim, muitas vezes o que compensa tanto para o consumidor quanto para o lojista é adotar uma plataforma de cashback que conte com outras lojas, mesmo que concorrentes, e estabelecimentos de outros nichos. Afinal, valores irrisórios de cashback podem não ser tão atrativos e uma experiência ruim do cliente com a ferramenta pode acabar afastando-o.

Felipe Rodrigues explica que a operação para controlar o dinheiro oferecido é complexa e exige uma equipe dedicada. “São necessários profissionais que possam analisar possíveis fraudes, fazer validações, confirmações de pagamentos e transferência dos cashbacks. Também é difícil atingir o usuário comum que compra uma ou duas vezes na loja. Ele não vai conseguir alcançar os valores mínimos para resgatar o cashback e, com isso, vai se sentir enganado pela marca”.

Nas plataformas como o Meu DimDim, o cashback não expira e o usuário escolhe como quer usar o dinheiro. Para os lojistas, a vantagem é oferecer um benefício tendência, sem precisar direcionar força de trabalho para isso. “Cuidamos de toda a operacionalização, tributação e gestão de pagamentos de cashback para a marca que usa o Meu DimDim, ou seja, é tudo simplificado”, acrescenta o sócio-fundador da startup.

Leia mais: Cashback ou pontos: qual é a estratégia de fidelização correta?

Em alguns setores, como o de alimentação, o programa de fidelidade com cashback pode funcionar bem, já que serve como atrativo para que o cliente escolha aquele estabelecimento mais uma vez. Existem, ainda, aplicativos de cashback próprios de marketplaces, como o Ame, que retorna valores de compras feitas em lojas do grupo B2W Digital (Americanas, Submarino, Shoptime e Sou Barato) e libera o uso desse cashback apenas para compras nesses mesmos marketplaces. No entanto, o Ame também permite uso simultâneo do Méliuz, mais uma plataforma que pode ser usada tanto no aplicativo quanto no navegador – oferecendo, inclusive, extensão para o Google Chrome que avisa quando a loja online oferece cashback, com uma ativação prática.

Como melhorar a experiência do cliente com o cashback?

Hoje já é possível encontrar diferentes aplicativos de cashback, e quanto mais marcas adotam a ferramenta, mais vantagens o consumidor encontra, com diversidade de produtos e chances de acumular valores maiores.
Contudo as plataformas ainda dependem do retorno das lojas para confirmar o cashback e liberar o saldo. “Dependendo da loja, esse processo pode gerar problemas, o que deixa os usuários inseguros. Estamos automatizando cada vez mais esses processos via API e fazendo uso das tecnologias disponíveis para evitar frustrações na experiência de compra”, destaca Felipe Rodrigues.

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Ações de marketing direcionadas das plataformas junto com as marcas parceiras também podem melhorar a jornada do consumidor. “Trabalhamos de perto com as lojas parceiras para otimizar as vendas e oferecemos um combo de tecnologia para recuperar carrinhos abandonados oferecendo cashback. Hoje só nós, do Meu DimDim, conseguimos oferecer tais tecnologia ao mercado, por isso, a conta da loja acaba fechando, afinal, trazemos mais clientes de volta e oferecemos o cashback apenas em momentos estratégicos. Isso torna a operação saudável e lucrativa para as empresas parceiras”, afirma o especialista.

Na corrida por conquistar o consumidor que prefere as compras pelo m-commerce, a expectativa do Meu DimDim é lançar o app o quanto antes. E as inovações dos aplicativos não param: o WhatsApp já começou a oferecer o recurso para alguns usuários ao fazer transações pela sua plataforma de pagamentos, ainda na versão experimental.

Cashback que vira investimento

Qualquer dinheiro que entra na conta do PicPay rende automaticamente 120% do CDI (valor referente a novembro de 2021). Por isso, todo o cashback ganho com compras realizadas no PicPay store, via app, ou pelo QR code em maquininhas de cartão de crédito, pode virar investimento, assim como no Nubank.

Em maio deste ano, o Méliuz adquiriu a fintech Acesso Bank, o que permitirá à plataforma oferecer outros tipos de serviço aos usuários (além do cartão de crédito já existente), como conta digital, empréstimos e investimentos. Ou seja, os movimentos indicam que aplicativos de cashback, contas digitais e marketplaces estão se juntando para ampliar a experiência do consumidor em toda a área financeira, oferecendo mais vantagens em um mesmo ambiente.

“Nossa missão principal como empresa é levar aos consumidores o conceito de ‘compra inteligente’ e o cashback é apenas uma forma de realizar compras inteligentes. Em paralelo, estamos desenvolvendo diversos recursos para participar cada vez mais da jornada de compra do usuário, mostrando para ele que o produto que deseja, tem o melhor preço, o melhor cashback, o melhor desconto e o melhor prazo de entrega. Isso abre um grande leque dos recursos que estamos desenvolvendo”, completa Felipe Rodrigues.

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Marisa Sei

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