Brasil é o sexto país do mundo em vítimas de violação de dados

Para especialista em cibersegurança, todos os usuários de internet devem se educar sobre privacidade; veja os países mais afetados

Foto: Pexels

Cibersegurança e medidas preventivas para uso de dados pessoais na internet é fundamental. Hoje, uma parte considerável dos vazamentos de dados pessoais está relacionada a ataques a e-mail e senhas, por exemplo. Ou seja, ter senhas sempre atualizadas e seguras e fundamento básico na internet.

Além disso, empresas de todos os segmentos e tamanhos também são alvos constantes de ataques a dados. Estudos apontam que os comerciantes brasileiros, por exemplo, pagam cerca de 3,86 vezes o valor de cada ação fraudulenta. As instituições mais afetadas são as financeiras e o varejo eletrônico.

Um informe recente da Surfshark, revelou quais países tiveram mais usuários afetados por violações de dados em 2021. Os cinco principais, com maior número de violações de dados foram, EUA, Irã, Índia, Rússia, França.

Uma em cada cinco pessoas no mundo sofreram
violação de dados em 2021

Estes países são responsáveis por mais da metade de todos os vazamentos de dados em 2021. Para se ter uma ideia, nos primeiros 11 meses de 2021, 952.8 milhões de contas foram violadas – o que significa que 1 em cada 5 pessoas foram afetadas globalmente. O Oriente Médio, particularmente, se destacou entre os países que mais cresceram em termos de violação. Irã, Sudão, Emirados Árabes Unidos e Iraque apresentaram picos extremos.

Os números do estudo foram extraídos do Alerta de Surfshark, uma ferramenta de detecção de violação de dados, que inclui uma gama de dados violados disponíveis publicamente para informar seus usuários de possíveis ameaças. Os dados examinados foram obtidos de novembro de 2020 a novembro de 2021.

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Brasil na sexta posição

De acordo com o levantamento da SurfShark, o Brasil é o sexto país do mundo com maior número de ataques a dados pessoais, com um total de 24,19 milhões de usuários brasileiros violados em 2021. Por outro lado, o estudo descobriu que o Brasil apresentou queda de 30,9% nas contas afetadas em relação a 2020, caindo de 35,01 milhões para 24,19 milhões.

Prova disso é de que o país tem direcionado esforços na questão de segurança da informação. Novas normas sobre o tema, colocam o Brasil hoje na 18ª posição no Índice Global de Segurança Cibernética 2020, ranking realizado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), agência especializada em tecnologia da informação e comunicação da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para Vytautas Kaziukonis, CEO da Surfshark, o crescimento de usuários violados realmente é alarmante no mundo todo. Considerando os danos que podem ser causados, quando essas informações são roubadas ou vazadas, isso é muito perigoso para não só para usuários comuns, mas também para empresas. “Os criminosos podem usar os dados em vários esquemas ilegais, como e-mails de phishing, chamadas bancárias falsas, e até roubo de identidade”, explica. “Portanto, todos os usuários de internet devem se educar sobre privacidade online e tomar medidas preventivas para se proteger”, conclui Kaziukonis.

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