Comportamento

Mastercard divulga estudo sobre hábitos das empresas e do consumidor brasileiro

Com o fim de ano próximo, a sensação de finalização das estratégias corporativas começa a ficar mais latente. É tempo de análise para entender quais foram os comportamentos do consumidor, quais foram as melhores práticas das empresas e quais serão as tendências de negócios para 2022. Foi por isso que, na última quinta-feira (16), a Mastercard anunciou o último balanço do ano, que traz uma série de dados muito interessantes sobre os hábitos de consumo dos brasileiros.

A pesquisa englobou costumes de consumidores e das empresas e traçou também algumas tendências para o próximo ano, com base nas mudanças do último trimestre. “Esses dois últimos anos foram bem desafiadores para todos nós, mas nos traz orgulho saber que passamos por isso e que uma nova fase se aproxima, com um consumidor mais digital e em um período melhor economicamente”, explica Estanislau Bassols, Gerente Geral da Mastercard Brasil.

Entre os destaques do estudo, a empresa aponta alguns hábitos de consumo, pagamento por aproximação (contactless), cibersegurança e tendências futuras.

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Hábitos de consumo dos brasileiros

Um ponto relevante que se nota é que os consumidores do País já estão investindo mais, ao longo da pandemia, em meios de adentrar o universo digital. 57% dos gastos das famílias foi feito em produtos eletrônicos, número que, em 2019, correspondia a apenas 38%. “É uma velocidade de consumo extremamente elevada. Mas mais do que isso, se olharmos nos gastos totais, o consumo total em cartão de crédito, débito e pré-pago, cresceu quatro vezes nos últimos quatro anos”, complementa Bassols.

Outro dado que chama a atenção é que os brasileiros já compram mais pela experiência do que pelo produto. “A gente vive a experiência, ela está em tudo o que produzimos aqui dentro e percebemos que isso não é só uma tendência das empresas, é algo que vem do consumidor. Temos um dado de pesquisa que 74% dos clientes da Mastercad preferem uma boa experiência a apenas a compra de um produto”, explicita Sarah Buchwitz, VP de Comunicação e Marketing da Mastercard Brasil.

Além dos eletrodomésticos, a pesquisa do Mastercard SpendingPulse também destacou aumento em Hobby & Livros (83%) e Móveis (36%). As vendas totais no varejo cresceram 23% na comparação com o período pré-pandemia, tendo as regiões Norte, Centro-Oeste e Sul com maior crescimento de vendas.

Pagamentos por aproximação são tendência para
o consumidor brasileiro

Desenvolver uma tecnologia capaz de promover segurança e praticidade tem sido fundamental para o uso de meios contactless, como é o caso do pagamento por aproximação.

“Quando olhamos o contactless, cresceu em torno de 22%. No ano passado, esse número era um pouco maior que 5% e, se voltarmos dois anos, era algo em torno de 1,2%. Então, além de vermos um crescimento robusto nos meios de pagamento digitais, também percebemos que a natureza de como isso se produz está mudando. Ou seja, o meio de pagamento está acompanhando as mudanças, está sendo o propulsor desses novos hábitos”, acrescenta o gerente-geral da companhia para o Brasil.

De acordo com o estudo, apenas no terceiro trimestre de 2021, foram transacionados R$ 57,5 bilhões, um crescimento de 300% no Year over Year em pagamentos por aproximação, que foram divididos em mais de 1.1 bilhão de transações.

E no setor de cartões, o que se nota é um crescimento de cerca de 39% no terceiro trimestre, em comparação com o registrado em 2020.

“Para se obter um bom meio de pagamento, são necessárias três coisas: precisa ter segurança, porque sem ela não é possível realizar qualquer transação e o segundo ponto é a ambiguidade, que ele esteja presente em todo lugar, seja físico, fora do país ou dentro dele, mas também no digital”, inicia Bassols. “O terceiro é ter uma boa a experiência de uso, que precisa ser otimizada. O cliente não quer mais perder tempo confirmando que ele é ele mesmo para o banco, com uma experiência chata, cansativa”.

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Cibersegurança para empresas e proteção ao consumidor

Para a pesquisa “Barômetro de Segurança Digital”, que engloba a segurança de corporações e consumidores, realizada pela Mastercard e Instituto Datafolha, os dados mostram que é necessário investir ainda mais em cibersegurança para evitar futuros problemas digitais.

Ao todo, 87% dos consumidores da América Latina e Caribe estão cientes de ataques cibernéticos. “Conversamos com todos os executivos que conseguimos da área de cibersecurity, CCEOs, CPOs e por aí vai, e 57% das empresas que nos dizem, ‘olha, nós sofremos ataques cibernéticos com certa frequência’. E quando perguntamos se o tema é importante, 80% deles nos dizem que é um assunto extremamente relevante, que está no topo da agenda”, salienta Bassols.

No entanto, mesmo que o tema seja relevante, ainda há um imenso caminho para de fato proporcionar mais segurança às corporações. Só um terço dessas mesmas companhias dizem ‘olha, eu tenho uma pessoa especializada em cibersegurança dentro da minha empresa’. Você começa a enxergar que tem um espaço entre a importância do tema, os dados que realmente ocorrem e como as empresas de fato trabalham sobre isso”, completa o executivo.

Vale destacar que a cibersegurança já é uma demanda cobrada não apenas pelas empresas, mas pelos consumidores. 99% dos brasileiros, diz o estudo, estão cientes de que a privacidade dos dados é uma questão muito relevante e 41% deles afirmam não confiar que estabelecimentos online possam manter suas informações seguras e protegidas em seus sistemas.

O que se espera para 2022?

As conclusões da pesquisa apontam que o consumo deve crescer nos próximos anos. A Mastercard destaca que a expectativa do setor de cartões é alcançar uma participação de 60% no consumo das famílias no Brasil ao final de 2022.

Para a cibersegurança, a ideia é que as empresas de fato invistam recursos para a contratação de profissionais e softwares que garantam melhor a segurança de dados, posto que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) começará a multar empresas que não cumprirem os requisitos no ano que se aproxima.

Por fim, para os pagamentos, a pesquisa da companhia em parceria com a Kantar aponta que, nos próximos 10 anos, 55% dos brasileiros informaram que esperam que todas as transações financeiras ocorram em tempo real. Além disso, 42% também estimam que as lojas não aceitem mais pagamentos em dinheiro e 27% acreditam que poderão realizar seus pagamentos por meio de assistentes virtuais.

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Luiza Vilela

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