Uma loja “incomum” aposta no phygital para atrais novos consumidores

Utilizando tecnologia Amazon Web Services, a Uncommon Store, na Coreia do Sul, não utiliza caixas nem atendentes para atrair público jovem

O conceito phygital ganha mais espaço no varejo. Integrar soluções digitais em PDVs para atrair novos consumidores, ávidos por uma experiência mais digital e descomplicada, tem se espalhado por lojas de todo mundo.

Na Coreia do Sul, desde 2018, quando a Amazon lançou as primeiras lojas sem atendentes de caixa, as empresas sul-coreanas se mexeram para remodelarem suas atividades. A Uncommon Store, é uma das marcas que optou por este modelo digital e integrado em seu negócio.

Localizada no grandioso complexo comercial, The Huyndai Seul, a Uncommon Store, além de muita tecnologia, se destaca pelo seu design retro. O propósito, segundo seus criadores, o escritório de arquitetura Archi@Mosphere, traz um visual que atrai muito o público jovem sul-coreano.

Como nas lojas Amazon Go, a Uncommon utiliza tecnologia Amazon Web Services (AWS). Os compradores baixam um aplicativo antes de entrar no estabelecimento e, depois disso, eles estão livres para fazer compras sem a necessidade de caixas  e atendimento. O app lida com todo o processo de digitalização dos produtos retirados e o pagamento.

Phygital

Foto: Uncommon

A Uncommon Store também oferece lanches, refrigerantes e frutas frescas na parceria com a rede local de lojas de conveniência Nice Weather, outros itens como pasta de dente e até câmeras instantâneas também estão disponíveis.

O complexo comercial Huyndai Seul foi inaugurado no final de fevereiro deste ano no distrito de Yeouido, em Seul. Abrange 89.100 metros quadrados, em 15 andares e tem mais de 600 marcas, incluindo Prada, Balenciaga e Jimmy Choo. Ali também está a maior praça de alimentação da Ásia, com 11.240 metros quadrados de jardins internos.

phygital

Foto: Uncommon

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Um futuro sem atendimento, ou sem emprego?

Na Coreia do Sul, grandes varejistas adotaram sistemas de self-checkout como forma de economizar mão de obra e manter lojas abertas além do horário normal, ou até por 24 horas. Uma das principais emissoras de cartão do país, a Shinhan Card, informa que o volume de transações de cartão de crédito em cafés sem funcionários, por exemplo, cresceu 50% entre agosto de 2019 e janeiro de 2020.

Para especialistas, lojas sem funcionários pode ser o futuro do varejo. O modelo gera competitividade de preços, menor custo/benefício e compras rápidas. Isso torna o sistema atraente tanto para consumidores, quanto para empresários.

Por outro lado, analistas avaliam que esta tendência pode agravar o desemprego. Segundo o relatório do Statistics Korea, cidadãos na faixa dos 30 e 40 anos já sofrem à procura de emprego no setor de prestação de serviços e do comércio no país. Por lá, atacado e varejo perderam mais de 136 mil empregos até maio de 2021.

Enfim, cabe a cada país, governo e empresários criarem ações em conjunto para tratarem essa evolução do varejo e serviços não apenas com um viés tecnológico e facilitador, mas, sobretudo, humano.

Com informações de The Coll Hunter e Koreain.

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