Fintechs terão políticas de relacionamento semelhante aos bancos

Fintechs deverão disponibilizar canais de comunicação como centrais de atendimento e ouvidorias; veja a opinião do setor sobre a nova resolução do Banco Central

Foto: Pexels

O Banco Central (BC) aprovou uma resolução para que os consórcios e as instituições de pagamento, categoria que abrange fintechs e bancos digitais, implementem políticas de relacionamento com clientes iguais às dos bancos tradicionais.

A medida entrará em vigor a partir de 1° de outubro de 2022, com isso as instituições financeiras deverão disponibilizar canais de comunicação como centrais de atendimento e ouvidorias.

Em nota, o Banco Central informou que “a política de relacionamento deverá nortear a condução das atividades das instituições em conformidade com os princípios de ética, responsabilidade, transparência e diligência, propiciando a convergência de interesses e a consolidação de imagem institucional de credibilidade, segurança e competência”.

A Associação Brasileira de Fintechs, enxerga como positivo a nova medida. “As fintechs já possuem em seu DNA a transparência nas suas relações com seus clientes. A imposição do Banco Central busca uma harmonização nos requisitos mínimos para você operar uma entidade regulada no Brasil. Entendemos essa medida como um movimento positivo para o setor e um avanço na segurança e na transparência do relacionamento entre clientes e serviços financeiros”, analisa Diego Perez, presidente da ABFINTECHS.

Leia mais: Bancos x Fintechs, finalmente o consumidor está no centro dos negócios

Para André Luiz Silva, Chief Operating Officer da a55, fintech presente no Brasil e México especializada em crédito para empresas de tecnologia, essa resolução trará mais confiança para o consumidor. “As fintechs já são conhecidas por oferecer uma boa experiência de usuário. Com a nova medida elas deverão unir essa expertise à padronização e os processos de atendimento que o consumidor final já está ambientado”, avalia o executivo.

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Os impactos

Na análise de André Luiz Silva, o custo operacional para as fintechs “deve ter um impacto razoável”, e na sua visão, a maior mudança é “a oportunidade para quem está cumprindo devidamente todas as normativas”. “É preciso trazer igualdade de processos para termos uma competitividade honesta na busca pela melhor experiência para os clientes. E esse tipo de normativa tem intrinsecamente esse papel”, conclui o COO da a55.

Ainda sobre custos, a Associação Brasileira de Fintechs informa que já disponibiliza para seus associados um departamento de ouvidoria a um custo compartilhado e bem acessível. “A ABFINTECHS possui um programa de atendimento onde oferecemos uma estrutura de compartilhamento de ouvidoria para que as fintechs associadas possam atender esse requisito regulatório”, explica Diego Perez, presidente da ABFINTECHS.

Ao que tudo indica, o Banco Central tem padronizado normas em prol da segurança e avanço do sistema financeiro brasileiro.  Essa regulação busca proporcionar ainda maior transparência na relação entre fintechs e clientes. Estamos falando de um setor com mais de US$ 4 bilhões de investimentos nos últimos nove anos, sendo US$ 730 milhões só em 2021, segundo o Fintech Mining Report 2021, e que deve seguir em forte expansão.


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