Experiência

A construção de uma jornada segura nas redes sociais

As redes sociais são espaços cada vez mais fortes para publicidade. Segundo a pesquisa Digital AdSpend, foi estimado que os espaços digitais movimentaram cerca de 39,6 bilhões de reais em apenas 18 meses no Brasil (considerando 2020 e primeiro semestre de 2021). Mesmo assim, muitas empresas e marcas ainda relutam em investir seu dinheiro por não acreditarem em uma jornada segura, financeiramente falando, pelas plataformas.

Para Matheus Pavesi, especialista em Marketing Digital da iNexxus, as redes sociais estão cada vez mais preparadas para atender às demandas publicitárias e são um espaço que não pode ser ignorado pelas marcas. “No espaço digital existem diversos meios e canais que podem ser utilizados para uma boa estratégia e as empresas precisam cada vez mais estar qualificadas para formação desta estratégia para que ela traga resultados”, diz.

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Sistemas de recomendação definem conteúdos e publicidades

Os brasileiros são as pessoas que mais passam tempo em aplicativos, principalmente nas redes sociais. Os números que confirmam isso vem de uma pesquisa global da App Annie, que mostrou que os brasileiros passam, em média, 5,4 horas por dia nas redes sociais, sendo o país top 1 do ranking.

Com tamanha relevância no dia a dia das pessoas, empresas – e as próprias plataformas – não deixaram de notar um espaço para divulgar a marca e conquistar clientes. Assim, o número de publicidades, anúncios e outras estratégias de marketing digital cresceu com o tempo, tendo um aumento de 50% em todo o mundo em 2021, de acordo com o levantamento do State of Social Media e CX, da Emplifi.

Para fomentar ainda mais o espaço e criar realmente uma jornada segura para as empresas (levando em consideração pontos como branding e retorno financeiro), as próprias plataformas investiram no uso de dados para personalizar cada vez mais a experiência de seus usuários e, também, oferecer publicidades mais certeiras a eles.

O TikTok, a rede que teve seu boom em 2020 e continuou relevante até hoje (segundo a empresa, são cerca de 1 bilhão de usuário ativos por mês), chamou atenção das outras plataformas por conta da precisão de seu algoritmo de recomendação – consequência dos dados captados com a interação de seus usuários com a plataforma, que já foi alvo de discussão. Em cima desse diferencial, a Bytedance, proprietária do aplicativo, o colocou à venda para outras empresas que desejam aprimorar a qualidade do seus sistemas de recomendação, dando a possibilidade de utilizarem a Inteligência Artificial e ainda dando a possibilidade de adaptação para cada negócio.

Além da “nova” rede social, Instagram e Facebook também continuam relevantes e com algoritmos de recomendação também robustos. Para as empresas, as duas redes sociais ainda são espaços principais de investimento em publicidade, pois contam com ferramentas de anúncios e de segmentação completas.

Redes sociais como sinônimo de relacionamento com o cliente

Segundo Matheus Pavesi, especialista em marketing digital, as redes sociais hoje funcionam como um espaço de relacionamento com o cliente, assim, existem diferentes estratégias e possibilidades que podem ser utilizadas nesse sentido, que vão desde o anúncio até criação de comunidades.

“São várias as maneiras de montar essa estratégia: o marketing de conteúdo, para que a marca busque fazer mais do que vender produto ou serviço, mas também mostrar orientações e informações aos clientes, seguindo a jornada de compra e o funil de vendas. Outro ponto seriam os próprios anúncios pagos, pois através das campanhas as empresas conseguem segmentar o conteúdo e chegar até seu público específico”, exemplifica o profissional.

Como as pessoas passam várias horas do dia nas redes sociais, Matheus Pavesi explica que, usando uma boa estratégia e mesclando formatos, é possível criar uma relacionamento mais próximos com os clientes a longo prazo, não apenas atraindo mais pessoas, mas construindo a imagem da empresa, o branding e seu posicionamento.

Para dar exemplos práticos, entre as marcas, a Netflix conquistou o maior engajamento do Instagram e do Facebook durante a quarentena, de acordo com o estudo da Socialbakers. Foram 40 milhões de interações em apenas 140 publicações em três meses durante 2020, todas com o clássico bom-humor e a leveza na comunicação, que atraem o público da plataforma.

Para Matheus Pavesi, outro ponto positivo para as redes sociais é a construção da reputação de marca, uma consequência das estratégias de comunicação utilizadas nas plataformas. “A reputação de uma empresa nas redes sociais ajuda a conquistar uma participação mais significativa no mercado, visando um relacionamento mais sólido com os clientes. Fatores como qualidade, entrega, garantias, entre outros, por meio das redes sociais, têm mostrado e construído para os clientes a reputação desta empresa. O poder das redes sociais neste sentido é deixar o consumidor cada vez mais seguro na hora de uma compra do produto ou serviço”, explica.

Criando uma jornada segura

Segundo o especialista em marketing digital, atualmente as redes sociais têm estrutura para comportar tanto pessoas quanto empresas sem deixar de lado a experiência do usuário. “Muitos deles se conectam por valores e interesse em comum pelas redes sociais, então elas precisam estar presentes por lá para chegar a seus clientes”, diz.

Na opinião dele, as plataformas digitais e aplicativos, hoje, já estão preparados para a construção de diversos tipos de estratégias de marketing e de publicidade, dando espaço para os mais diferentes negócios. Assim, construir uma jornada segura depende, também, de como a empresa irá trabalhar sua imagem e suas estratégias de venda, alcance e engajamento pelas redes sociais.

“Estamos vivendo na era da transformação digital e as pessoas estão mais conectadas e no próximo ano a tendência é aumentar cada vez mais. Para 2022, continuará ocorrendo a evolução do marketing digital e das redes sociais, cada vez mais abertas à publicidade. As empresas precisam estar planejadas para isso, pensando em posicionamento e crescimento, pois o comportamento do consumidor mudou e não vai ocorrer um regresso nesse sentido”, diz Matheus Pavesi, da iNexxus.

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