5 previsões de proteção de dados e cibersegurança para 2022

Mais do que nunca, é hora de ficar atento às necessidades das empresas para combater eventuais consequências do avanço tecnológico

Foto: Free Pik

Quem diria que os filmes de ficção científica dos anos 1980 estariam tão próximos da realidade tecnológica atual? Afinal, a realidade é um fato previsto no passado e boa parte das inovações de hoje vieram de lá. Mas, como os próprios livros e filmes já avisaram, é preciso estar atento ao avanço da tecnologia e suas eventuais consequências. A cibersegurança e os canais de Tecnologia da Informação (TI), por exemplo, seguem ativos para comportar o momento, mas nem sempre dão conta do recado.

Com a chegada dos criptoativos, metaverso, avanço do e-commerce, Pix e tantas outras inovações, garantir a proteção dos usuários e empresas no mundo online nunca foi tão importante. Com eles também chegaram os ramsowares, ciberataques, fraudes e outras consequências que precisam ser amenizadas e neutralizadas o mais rápido possível.

Pensando nisso, Paulo Vendramini, LAMC channel director da Veritas Technologies, elencou cinco previsões de cibersegurança para 2022. Confira:

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Cibersegurança no combate de ramsowares e proteção dos negócios

Na visão de Vendramini, tornar público o conhecimento de ataques de ramsoware pode ser uma boa notícia, posto que a resolução desses problemas se faz mais urgente. Ao longo de 2021, esse tipo de ciberataque apresentou um aumento de 185%, com prejuízo de mais ou menos R$ 20 bilhões.

“Conforme os governos intervêm e propõem novas leis que exigem que as empresas divulguem os pagamentos de resgate a ataques ransomware, os líderes das organizações não serão mais capazes de esconder seus ataques e deverão ter um papel muito mais ativo na proteção de dados. Os revendedores poderão usar essa oportunidade não apenas para proteger seus clientes e demonstrar seu valor, mas também para construir relacionamentos mais próximos em nível executivo”, explica o o especialista.

Economia semelhante à nuvem

Outro ponto que o executivo ressalta é que a facilidade da nuvem será uma tendência para outras áreas e o modo de consumo deverá girar economicamente de forma parecida. “As empresas se apaixonaram tanto pela simplicidade e capacidade de gerenciamento dos preços da nuvem que agora estão exigindo isso em todos os lugares, desde o espaço na mesa que você aluga por hora até o aluguel comum. Para aqueles com idade suficiente para se lembrar dos dias de contratação de acesso ao mainframe, pode parecer um caso de ‘tudo que é antigo é novo de novo’, mas, de qualquer maneira, será uma oportunidade para revendedores”, explica Vendramini.

Ele destaca, ainda, que as vendas por assinatura devem ser uma tendência forte para este ano. “Agora é a hora de as empresas de canal examinarem os modelos de vendas e descobrirem como fornecer mais vendas de assinaturas. E, para os produtos e serviços que os fornecedores não oferecem com preços semelhantes aos da nuvem, pense em que tipo de pacotes podem ser oferecidos para transformar as soluções existentes em algo mais atraente para os clientes”, completa.

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Equipe de TI e revendedoras mais flexíveis

Com toda a mudança de maneiras de se trabalhar, o home office e o modelo híbrido seguem fortes para as equipes de tecnologia em 2022. Isso exige, portanto, uma readequação de toda a cadeia — o que demanda flexibilidade.

“A normalização do trabalho híbrido pressionará os departamentos de TI a continuar a oferecer suporte aos funcionários remotos e presenciais. De acordo com uma pesquisa da Veritas, a organização média não tem orçamento e equipe para implantar e proteger seus sistemas de acordo com as iniciativas de transformação digital lideradas pela COVID, e precisaria, em média, contratar 27 funcionários de TI adicionais para proteger a nova tecnologia implantada”, complementa Vendramini.

Sustentabilidade para crescimento correto

Outro ponto elencado pelo especialista diz respeito à sustentabilidade. Ao todo, um relatório da Lean Ict aponta que 1,6 bilhão de toneladas de emissões de gases nocivos são provenientes de tecnologias digitais e as empresas têm corrido em busca da redução desse número.

“A COVID pode ter empurrado as questões ambientais para baixo da agenda nos últimos dois anos, mas com a maioria dos países precisando atingir um ‘net zero’ (zerar as emissões líquidas de dióxido de carbono até 2050), os governos estão exercendo pressão para reduzir as emissões sobre as empresas”, diz o executivo.

Mudança nas formas de acesso

Se o trabalho híbrido de fato permanecer como opção primária para 2022, será mais que necessário que as equipes de TI trabalhem melhor a segurança dos dispositivos usados por colaboradores das empresas — uma vez que se tornam pontos críticos para ciberataques.

“Os revendedores que fornecem hardware de endpoint terão inúmeras oportunidades de intensificar sua função no processo de substituição. No entanto, como a escassez global de chips não deve se resolver até 2023, os revendedores devem ter cuidado para não se comprometer excessivamente a fornecer condições que possam não ser capazes de cumprir. Claro, todos esses dispositivos perdidos representam um risco para compliance. Resolver esse desafio para as empresas será outra rica fonte de oportunidade para os revendedores que estão prontos para adotá-lo”, conclui o especialista.

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