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O “Pix” ao redor do mundo: como o pagamento instantâneo eletrônico funciona em outros países

Querido pelos consumidores e empresários, o Pix já completou mais de um ano de funcionamento no Brasil e é conhecido por ser um modelo de pagamento instantâneo eletrônico que facilita as transações financeiras, já que as transferências ou pagamentos são feitos em qualquer lugar e a qualquer momento do dia.

Anunciado pelo Banco Central em 2020, o Pix é uma alternativa ao processos feitos através do TED e do DOC e abrange uma série de vantagens para os brasileiros, já que é rápido, prático e sem custos para as pessoas físicas. Além disso, o meio de pagamento é super seguro, uma vez que as informações pessoais utilizadas neste novo modelo são protegidas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e pelo sigilo bancário, regulamentado pela Lei Complementar nº 105.

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Pix e a cibersegurança: seus dados estão protegidos?

Nesse sentido, o Banco Central vem investindo na cibersegurança e, consequentemente, na preservação dos dados dos usuários, já que além da identificação inicial, feita através de senhas, reconhecimentos biométricos ou tokens, o Pix é criptografado para circular na Rede do Sistema Financeiro Nacional, o que reduz ainda mais os riscos de fraudes e melhora a experiência do cliente.

E quais são as desvantagens do Pix? Como nem tudo são flores, o sistema precisa de algumas melhorias e implementações. Por exemplo, ele não possibilita que as transferências sejam parceladas nem permite que o valor pago seja estornado, em caso de erros por parte dos usuários. A exceção no caso de transações B2M, em que o pagamento é para pessoa jurídica, é possível fazer o estorno, do mesmo jeito que uma transação com cartões de crédito e débito.

Leia mais: O consumidor pode pedir o estorno do PIX em caso de fraude?

Outro ponto importante a ser considerado é que o uso desta ferramenta exige a conexão pela internet, o que pode ser um problema para as pessoas que não tem fácil acesso ao Wi-Fi, por exemplo.

Agora que você já está por dentro dos principais dados referentes ao processo de digitalização dos formatos de pagamento, vamos ao que interessa: como o Pix funciona em outros países?

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Pagamentos instantâneos pelo mundo: Índia e Reino Unido servem de inspiração para o Brasil

Segundo a pesquisa “Flavors of Fast”, 56 países usufruem de modelos de pagamento instantâneo atualmente, como a Índia, que ocupa o primeiro lugar no ranking dos países com a maior quantidade de transações feitas no mundo: 41,4 milhões de transações em tempo real/por dia.

O Reino Unido também não fica muito atrás e, desde 2008, usufrui dos benefícios do Faster Payments, um sistema de pagamento semelhante ao Pix que efetua, em média, cerca de 7 milhões de transações diárias.

De acordo com o sócio do escritório Ernesto Borges Advogados e MBA em Direito Empresarial, Mauricio Aude, o funcionamento de ambos os formatos de pagamento foram essenciais para o desenvolvimento do Pix no Brasil: “os modelos que mais inspiraram o Brasil foram a UPI (Interface Unificada de Pagamentos da Índia) e o Faster Payments, implantado pelo Reino Unido, tanto por conta do volume de transações, quanto pelos valores médio diários envolvidos”, inicia o advogado, que complementa: “esses países demonstraram ao mundo todo a possibilidade de prover ao cliente um serviço bancário desburocratizado, rápido, eficiente, simplificado e, acima de tudo, seguro, na medida em que garante o sigilo bancário e a eficiência dos serviços”, finaliza.

“Pix” na China e nos Estados Unidos

Outros países também aderiram aos modelos de pagamento rápido, como a China, que realiza 38,3 milhões de transações diárias por meio do Internet Banking Payment System (IBPS) e possui um mercado de pagamentos dominado pelas gigantes Alipay (Alibaba) e WeChat Pay (Tencent).

Os Estados Unidos, por sua vez, possuem um grande número de formatos de pagamento e instituições financeiras, o que deve ser reduzido com a chegada do FedNow, um “Pix” norte americano que será lançado nos próximos anos pelo Federal Reserve (FED).

Na pesquisa, os cientistas listam ainda outros países espalhados pelo globo, como a Austrália, que possui o NPP (New Payments Platform), o Chile, com o TEF (Transferencias en Línea), o Japão, que utiliza o Zengin e o México, que faz uso do SPEI (Sistema de pagos electrónicos interbancarios).

No geral, todos os formatos de pagamento eletrônico tendem a facilitar o dia a dia dos consumidores e empresários, principalmente neste período pós-pandemia.

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Adriele Silva

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