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NFTs: entenda o perfil dos compradores de tokens não fungíveis

Componentes fundamentais do metaverso, os NFTs (tokens não fungíveis) têm feito muito sucesso nos últimos dois anos. Embora tenham começado no universo artístico — com o marco da peça Everydays: The First 5000 Days, do artista Beeple, por um total de US$ 69,3 milhões —, o universo vendível por esse meio está se ampliando: marcas de luxo já anunciaram coleções de roupas em NFT, casas já estão à venda dentro do metaverso e na vida real, tudo funcionando por meio dos tokens não fungíveis.

Uma pesquisa realizada pela empresa DappRadar, que estudou blockchains de NFTs, mostra que no primeiro ano, os tokens movimentaram cerca de US$ 24,9 bilhões. E, com a aproximação do metaverso, as possibilidades ficam ainda maiores para negócios nesse tipo de transação financeira.

Entretanto, ainda que o setor tenha movimentado muito dinheiro, a grande questão é que um NFT não é exatamente um item acessível. As peças, em geral, são milionárias e leiloadas. Assim, resta a pergunta: quem são os compradores de NFT?

Separamos aqui uma lista de compradores desse tipo de negócio para estabelecer um perfil — e que provavelmente será bem mais ativo no metaverso. Confira:

MetaKovan, ou Vignesh Sundaresan

Foto: Divulgação Beeple, “Everydays: The First 5000 Days”

No ano passado, um dos NFTs mais caros da história foi vendido pelo artista Beeple, conhecido por comercializar artes nesse estilo. A obra “Everydays: the first 5000 days” foi comercializada por US$ 70 milhões e o comprador, anunciado alguns meses depois, foi o indiano Vignesh Sundaresan.

Nas redes sociais, o empresário destacou que a aquisição de obras desse tipo precisa ser vista como algo que vai além dos tradicionais compradores brancos, norte-americanos e europeus. “Poderíamos ter permanecido pseudônimos, mas decidimos deixar algumas dicas em nosso comunicado de imprensa conjunto com a Christie’s […] O objetivo era mostrar aos indianos e às pessoas de cor que eles também podem ser patrões, que a criptografia é um poder equalizador entre o Ocidente e o resto, e que o sul global está crescendo”, escreveu Sundaresan, em conjunto com seu sócio, Anand Venkateswaran.

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Ambos são fundadores da Metapurse — cujo nome já sugere quais são suas intenções. A ideia da marca também está relacionada em criar um museu virtual de NFTs, posto que as obras de Beeple não são as únicas adquiridas por Sundaresan.

Pessoas públicas famosas

Foto: Divulgação de obras da coleção Bored Apes Yatch Club (BAYC),

O futebol e a arte têm caminhado juntos no mercado de tokens não fungíveis. Recentemente, o jogador Neymar se estabeleceu como colecionador de NFTs e fez a aquisição de duas artes, em uma transação de US$ 1,1 milhão. Após a compra, a estrela do Paris Saint Germain (PSG) ainda colocou uma das imagens como a foto de seu perfil nas redes sociais. Ambas as obras são da coleção Bored Ape Yacht Club (BAYC), que traz figuras de macacos em diferentes situações.

Em novembro de 2021, o jogador já havia declarado em suas redes sociais que tinha interesse em NFTs e tem seguido esse desejo adiante. Assim, Neymar também assinou uma parceria com a NFTSTAR para ter sua própria coleção de tokens não fungíveis em breve.

Vale destacar que o astro do futebol não é o único no mundo do esporte a se interessar pelo setor: Stephen Curry e Saquille O’Neal, jogadores de NBA, também possuem obras da mesma coleção de macacos, assim como os rappers Snoop Dogg, Post Malone, Lil Baby e Eminem, o apresentador Jimmy Fallon, a estrela do Shark Tank Mark Cuban, os djs The Chainsmokers e Marshmallo, o influenciador Logan Paul e o youtuber KSI.

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PleasrDAO

Foto: Divulgação “Stay Free”, que envolve processo de Edward Snowden.

No meio de 2021, Edward Snowden — o delator norte-americano que tornou públicos detalhes do sistema de vigilância global da NSA — lançou um NFT que reúne todo o veredito do julgamento dos crimes da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos.

A obra foi vendida por um total de US$ 5,4 milhões para grupo PleasrDAO, organização autônoma descentralizada que usa contratos inteligentes para comprar NFTs. Juntos, os compradores anônimos já estão construindo um verdadeiro império para investir em arte digital. O princípio é usar a arte para beneficiar a sociedade, e não apenas para o lucro.

No caso específico dessa compra, o valor será doado à Freedom of the Press Foundation, uma organização que financeia a liberdade de expressão da imprensa. “Ethereum (moeda pela qual o NFT foi vendido) também tem tudo a ver com liberdade – é a liberdade dos bancos”, disse Mariano Conti, membro do PleasrDAO, em entrrevista ao jornal americano Decrypt.

Ao todo, os compradores de NFTs se apresentam com diferentes princípios. Na verdade, a maior parte deles se mantém no anonimato — com nomes de usuários que remetem a perfis sem muitos detalhes.


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Luiza Vilela

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