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Alto consumo de streaming de vídeos indica futuro promissor do formato

Pesquisas e estudos mostram um panorama do formato e próximas tendências

Foto: Shutterstock

Usar o termo “ver Netflix” – mesmo que não seja necessariamente na plataforma – já é algo comum na vida do brasileiro e aqueles que não acompanham os lançamentos de filmes e séries podem até ficar de fora da conversa com os amigos. O nome da plataforma se tornou sinônimo do momento de lazer, mas outros sites de streaming já chegaram ao Brasil depois da pioneira. Hoje, o formato é um dos mais populares, dando ao país até mesmo o título de um dos locais com maior consumo de streaming em todo o mundo.

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Além dos filmes e séries

Apesar de ser utilizada por muitos como um sinônimo para plataformas de filmes e séries, a palavra streaming se refere a todo tipo de conteúdo que utiliza a tecnologia de transmissão de dados pela Internet sem a necessidade de realizar um download. Ou seja, assistir um vídeo online é consumir um formato de streaming. Dessa maneira, o YouTube pode ser considerado um streaming, sendo, inclusive, um dos primeiros e mais importantes da Internet, já que surgiu ainda em 2005 e tem sua relevância até hoje.

Desde que ganharam popularidade, os conteúdos em vídeo sempre estão entre os mais consumidos. Em 2020, a pesquisa Inside Video, da Kantar IBOPE Media, apontou que 99% dos internautas assistem algum tipo de vídeo na internet, seja nas redes sociais ou nas plataformas de streaming.

O consumo de vídeo no Brasil, de maneira geral, também chamou atenção na pesquisa. De acordo com os dados, 80% dos brasileiros assistem vídeos gratuitos, contra 65% de média dos outros países. Sobre o consumo em redes sociais e em serviços por assinatura, os dados mostraram o mesmo: brasileiros consomem mais do que os outras nacionalidades.

Popularidade do consumo de streaming

O consumo de vídeos, como um todo, aumentou em todo o mundo (incluindo a TV), mas as plataformas de streamings ganharam de vez o gosto das pessoas. De acordo com o estudo da Kantar IBOPE Media, 68% das pessoas afirmaram que viram mais vídeo e TV online por plataformas de streaming gratuito durante a pandemia. Os streamings pagos também tiveram grande adesão: 58% das pessoas afirmaram consumir mais por essas plataformas durante o período de isolamento.

Inclusive, o país está em segundo lugar no ranking de maior porcentagem de pessoas que consomem pelo menos um serviço de streaming, com 64,58%, ficando atrás apenas da Nova Zelândia, com 65,26%. Os dados são da pesquisa realizada pela Finder.

Entre as plataformas mais utilizadas aqui no país, a Netflix lidera com 52,69%, sendo que a Disney+ em segundo, com 18,73%, na frente da Amazon Prime Video, com 9,57%, mesmo com menos tempo no mercado brasileiro.

Um ponto interessante é que a Globoplay não entrou na pesquisa, mas conta com grande número de assinantes: segundo a empresa, são 20 milhões de pessoas pagando pelo conteúdo da plataforma.

Além dessas, os anos de 2020 e 2021 também foram marcados pela chegada de novas plataformas de streaming ao Brasil, como a HBOMax, DirectTVGo, Star+, entre outros.

Vídeos longos vs. vídeos curtos

Quando o assunto é conteúdo em vídeo gratuito na internet, 2020 também abriu uma discussão sobre a duração deles: afinal, o público prefere vídeos mais longos ou mais curtos?

O TikTok, rede social para produção de vídeos de até 3 minutos (e que antes eram apenas de 1 minuto), foi um dos aplicativos mais baixados do mundo. Foram 3 bilhões de downloads em todo o mundo. Os números indicavam uma preferência pelos vídeos curtos, principalmente entre os mais novos.

Leia mais: Como o TikTok pode melhorar a experiência do cliente?

Uma pesquisa realizada pela AppAnnie mostrou exatamente isso: nos Estados Unidos, o TikTok tem uma audiência média maior do que o YouTube, mesmo com vídeos mais curtos, mostrando uma tendência de alto consumo de pequenos vídeos.

Para se ter ideia, é uma média de 24 horas e 38 minutos mensais gastos no TikTok, enquanto, no YouTube, a média é de 22 horas e 40 minutos. A pesquisa levou em consideração os aplicativos instalados em sistema Android.

A febre das lives

A rede social Twitch pode não ser tão conhecida ainda pelas pessoas mais velhas (a principal faixa etária da rede social é de 12 a 24 anos), mas vem se destacando no mercado de vídeos. Pela plataforma, as pessoas podem “streamar” conteúdos ao vivo, ou seja, produzir vídeos no formato live de todos os tipos. O site atraiu principalmente pessoas do mundo gamer.

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Mas as lives já fazem sucesso por si só, seja no Twitch ou fora da plataforma. Uma reportagem da BBC News mostrou que as pessoas estão muito mais propensas a gastarem dinheiro em um formato de live, seja enviando valores esporádicos ou assinando o canal exclusivo do criador de conteúdo (como acontece na “roxinha”, apelido do Twitch).

Com a pandemia, as lives também foram bastante utilizadas para que lojas e marcas continuarem presentes no dia a dia de seus clientes, tornando as chamadas live commerces cada vez mais populares.

O futuro é dos vídeos?

Como as pesquisas mostraram, os vídeos são o formato queridinho do momento. São inúmeros dados que indicam a importância deles no dia a dia das pessoas, principalmente após a pandemia. E a tendência é que esses números continuem a crescer, pois o tempo gasto consumindo vídeos só aumenta a cada ano.

Para o estudo da Kantar IBOPE Media, todo esse sucesso é causado por três características principais: novidade, grande telas e sentimento de comunidade. Para os especialistas da consultoria, o fato de os vídeos serem dinâmicos e diferentes plataformas surgirem o tempo todo fazem com que o formato se mantenha relevante.

Outro ponto é o fato de a pandemia ter feito com que as pessoas buscassem por mais interação social online, o que acontece nas redes sociais, principalmente nas lives, por conta do imediatismo do diálogo.

Por todas essas características e dados, a pesquisa aponta os vídeos como um dos formatos mais promissores do momento e do futuro, considerando ainda que novas formas de se comunicar por meio dos vídeos ainda vão surgir.

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