Como consome um streamer? Confira na entrevista com Monge Han

Monge Han divide com a Consumidor Moderno quais são seus hábitos de consumo e preferências na hora de realizar uma compra

Foto: Reprodução Monge Han

De olho nas lives da Twitch, muita gente fica curiosa para saber como são os hábitos de consumo de um streamer. Afinal, ainda que o perfil desses profissionais esteja bastante voltado à comunidade gamer, vale a pena entender quais são seus interesses e anseios, como preferem comprar seus produtos preferidos, eletrônicos e games, quais são as marcas preferidas e os principais caminhos para obterem o que buscam.

A convite da Consumidor Moderno, o ilustrador e streamer Monge Han, que faz lives na Twitch de jogos e trabalho em conjunto, nos conta um pouco sobre suas preferências na hora de realizar uma compra e quais são os seus princípios na busca por empresas e produtos.

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Conheça o streamer

Monge Han tem 31 anos, mora em Curitiba (PR) e é, além de streamer, ilustrador, tatuador e quadrinista. Autor da web comic Mondolís, que já recebeu uma versão dublada, o artista também trabalhou para grandes empresas da cultura pop, como Cartoon Network, e também realizou a produção do mangá oficial da música “Modo Turbo”, de autoria das cantoras Anitta, Pablo Vittar e Luísa Sonza.

Neto de refugiados de guerra coreanos, Monge Han também dedica parte de sua produção para debater o racismo contra pessoas amarelas no Brasil, como conta no quadrinho Criança Amarela e Hamoni, uma homenagem à vivência com a avó. Entre suas produções famosas, também se destacam os quadrinhos autorais e autobiográficos, como Sombra. Em entrevista, ele nos conta que seu filme, livro, anime e mangá favoritos são “Um Sonho de Liberdade”, “Be Here Now” – Ram Dass, “Full Metal Alchimist Brotherhood” e “One Piece”, respectivamente

Perfil de consumo de Monge Han

 

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CM: Diz aí, Monge, por onde você costuma consumir? E-commerce ou loja física?

Monge: Eu gasto principalmente com videogame e produtos para live, coisas para desenho. Agora, com a pandemia, é quase tudo e-commerce né, isso em sites diversos. Depende muito do que eu vou comprar, não tem um que eu sempre vou… mas gosto de comprar no Mercado Livre, na Amazon, igual todo mundo. Antigamente, eu gostava muito de ir à lojas menores, mas antes da pandemia.

Mas dito isso, eu também sou uma pessoa meio mão de vaca, eu consumo pouco, eu não sou a pessoa que gosta de gastar dinheiro, tendo a comprar quando sei que a coisa vai ser boa e eu realmente preciso.

CM: Você então não diria que é tão impulsivo na hora de comprar?

Monge: Eu sou impulsivo quando o assunto é videogame. Quando lança um jogo novo, que eu estou mesmo muito a fim de jogar, eu vou acabar comprando. Claro que depende do jogo, mas principalmente se for os da Nintendo, que eu gosto, ou são jogos bons da Steam. É o principal gasto de luxo — que eu penso assim, na minha cabeça — que eu tenho, os jogos. Isso também vem com os consoles, se eu posso comprar e eu quero muito, eu tendo a comprar. Tirando isso, sou meio “mão de vaca”. Eu espero bastante para comprar todo o resto, por uma promoção, ou quando o dólar abaixa, tranquilo… posso ficar sem consumir algo por um bom tempo. Ainda mais agora, que o dólar está alto.

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CM: O que te chama a atenção em uma empresa na hora de comprar um produto?

Monge: Cara, sendo bem sincero… Eu não não ligo muito para empresa ou marca, eu raramente compro alguma coisa por causa da empresa. Eu compro alguma coisa porque eu quero mesmo. Para mim, tem mais a ver com a categoria do produto, do que a empresa.

CM: O que é um impeditivo para te fazer comprar de uma marca, então?

Monge: Se é uma marca de luxo… Ou se eu vejo que tem aquele “ar de luxo”, que eu sei que muita parte do valor vai ser pela marca, aí é difícil de eu comprar. E outra se a marca tem históricos ou uma postura meio duvidosa, tá ligado? Que eu não concorde. Esses são os meus principais impeditivos.

CM: O que você mais preza em um atendimento?

Monge: Mesmo quando eu tô puto, sabe? Quando estou em um atendimento por celular, por exemplo, que é uma coisa que me irrita, eu tento ser o mais tranquilo possível porque eu sei que a pessoa que está atendendo tem um trabalho sinistro. Eu tenho muitos amigos e amigas que trabalham ou trabalharam em atendimento de telefonia, sei bem como é o dia a dia deles. Então tento ser o mais respeitoso possível.

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Mas assim, o que eu odeio é quando o atendimento é todo digital — tipo assim, não há uma pessoa de verdade, é só gravação — e ele é mal feito. Isso é a pior coisa para mim, porque você não tem opção, fica preso naquele sistema, você perde tempo… Eu acho muito desrespeitoso com o consumidor.


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