Três lições que aprendi com os líderes da logística brasileira

Diretor de Vendas e CS da Manhattan Associates Brasil reuniu aprendizados sobre a logística brasileira após debate com lideranças

Foto: Pexels

A logística é uma área ampla, cheia de subdivisões e temas interessantes. Os processos que envolvem a tecnologia por trás de grandes operações podem ser vistos como complexos demais, mas é possível debater o tema de forma simples, sem deixar de aprofundar os assuntos.

Durante a primeira temporada do podcast Siga o Líder, da Manhattan Associates, eu debati com grandes nomes da logística brasileira a realidade e o futuro do setor. Foi uma oportunidade de ouvir quem está envolvido na prática com os desafios das operações logísticas, entender o dia a dia desse trabalho e levar insights capazes de ajudar outras empresas e profissionais a melhorarem seus processos. A gestão da cadeia farmacêutica e da moda e o papel do Third Party Logistics (3PL) nos dias de hoje foram os principais temas discutidos nessas oportunidades, abaixo falo um pouco mais sobre cada um deles.

Assine a nossa newsletter e fique por dentro de temas relevantes da experiência do cliente

Gestão logística da cadeia farmacêutica

O planejamento e o controle do fluxo de distribuição de medicamentos requer estratégias bem definidas e adaptadas às mudanças no processo de compra do consumidor. Para cuidar da saúde e do bem-estar das pessoas, a omnicanalidade virou demanda recorrente. No primeiro episódio do podcast, conversei com o diretor de supply chain do grupo RaiaDrogasil (RD), Erivelton Oliveira, que falou sobre os principais desafios logísticos da cadeia farmacêutica. O profissional, que tem quase 20 anos de experiência na área, dividiu um pouco da sua trajetória, além de dar um panorama do trabalho na empresa líder no mercado brasileiro de farmácias.

O papel da farmácia sofreu algumas mudanças nos últimos anos, quando passou a atender o cliente onde e como ele preferir. A estratégia de omnicanalidade demanda também um planejamento de transporte que supra os diferentes desafios que possam surgir. Erivelton contou sobre como foi preciso, na RaiaDrogasil, rever os processos de transporte e as ferramentas que conectam essa operação de abastecimento das farmácias e centros de distribuição para se adequar à realidade atual.

Leia mais: Quais as tendências de CX no setor de moda para 2022?

Gestão logística da moda

Assim como na farmácia, a complexidade e os desafios de logística no setor de moda também mudaram muito nos últimos dois anos. Lojas que antes entregavam 10 produtos por dia passaram a entregar 100. O aumento das operações de omnicanalidade, com a consequente transformação de pontos de venda em centros de distribuição, trouxe novos desafios para os gestores logísticos.

Como preparar a equipe para novos fluxos, como separação dos itens, entrada e saída de um grande número de motoboys nas lojas e atendimento ao cliente, sem perder agilidade e eficiência? Essas são algumas das questões que passaram a fazer parte da rotina de quem gerencia o setor, as quais discuti com Mauro Friedrich, diretor de logística na Arezzo, durante o segundo episódio do podcast.

A indústria da moda é uma das mais relevantes para a economia mundial. O segmento é o maior em faturamento no e-commerce B2C, com vendas que chegam a US$ 525 bilhões e média de crescimento de 11,4% ao ano. Mauro falou sobre as peculiaridades e complexidades do setor. Um dos principais desafios é a rapidez com que um produto precisa ser concebido, produzido e distribuído antes de sair de moda. É preciso ter visibilidade com acurácia para garantir que uma oferta feita para um cliente, independentemente de ele optar por retirar na loja ou por receber em casa, seja concluída com rapidez e sem nenhum problema. Outras questões, como fluxo na loja e intralogística também fizeram parte da pauta do episódio.

Assine a nossa newsletter e fique por dentro de temas relevantes da experiência do cliente

O papel do 3PL nos dias de hoje

No terceiro e último episódio da primeira temporada, conversei com Marcelo Arantes, diretor executivo na Simpar, holding brasileira que controla sete empresas independentes. Nós falamos sobre Third Party Logistics (3PL) e os motivos pelos quais o segmento logístico não decola no Brasil. Greve dos caminhoneiros, alta no preço do combustível e a dificuldade em realizar um trabalho integrado de operação logística estão entre os assuntos discutidos. A realidade da corrida para entregas super rápidas em um cenário de crescimento constante nas vendas pelo e-commerce também é pauta da conversa.

Além disso, Marcelo falou sobre como o movimento ESG, sigla para “environmental, social and corporate governance”, tem estimulado as empresas a implementar modelos de operação muito mais formais, com controle de toda a cadeia, tanto do ponto de vista ambiental quanto social e de governança. Marcelo tem experiência de quase 15 anos de atuação na área da logística, já passou pelo ramo ferroviário, aéreo, varejista e rodoviário e trabalhou em empresas como a Latam Airlines e o Grupo Pão de Açúcar.

Leia mais: É na nuvem que a jornada do cliente funciona mais

*Por Marco Beczkowski, diretor de Vendas e CS da Manhattan Associates Brasil e host do Podcast Siga o Líder.


+ Notícias

A tecnologia e o dilema do século XXI: mais inovação é o mesmo que ter menos segurança? 

Como o 5G poderá auxiliar na automação da indústria e de setores de base




Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS