NFT phygital: vivemos a modernização da arte?

Empresa lança novo marketplace de NFTs no SXSW e promete mudar a percepção dos tokens não fungíveis à comunidade artística

Foto: Kreatr

Com a ascensão do NFT no dia a dia, ainda mais agora que o metaverso se faz cada vez mais presente, é comum ver a criação e o sucesso de inúmeros marketplaces dedicados a esse tipo de comércio. E diferente do início do comércio de tokens não fungíveis, agora é possível vender vários arquivos digitais de diferentes produtos — a música entre eles, vale destacar.

Ainda que NFT tenha lá seus problemas e seja um nicho razoavelmente fechado, é um fato de que esse estilo de arte tem se expandido desde sua criação, o que torna os marketplaces mais visíveis também. E agora, inclusive para rebater a ideia da compra de um ativo somente digital, há empresas que comercializam NFTs físicos também, acompanhados do certificado digital em blockchain. Um deles, lançado recentemente no South by Southwest (SXSW), conjunto de festivais que acontece em Austin, no Texas (Estados Unidos), é o Kreatr.

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Uma plataforma que traz o phygital ao NFT

Foto: dois artistas Kreatr que estão liderando a preparação da equipe de rua do espaço da galeria na cobertura do SXSW.

É verdade que o NFT causou uma série de discussões sobre sustentabilidade e os roubos de artes e direitos autorais à comunidade artística. Para se ter ideia, segundo levantamento do DeviantART, mais de 11 mil peças de arte foram furtadas para revenda como tokens não fungíveis entre julho e setembro de 2021 — e esses números seguem em uma constante crescente.

Além dessas queixas, boa parte das pessoas também questionou a quantidade envolvida de dinheiro apenas para a posse de um arquivo com certificado digital, sem nada físico atrelado àquela venda. E isso, portanto, passou a mudar na comercialização desses ativos.

Leia mais: O NFT não é tão confiável quanto aparenta: entenda os riscos

A Kreatr, por exemplo, fez seu lançamento com base sobretudo em uma experiência phygital de interagir, comprar e vender arte. O processo gera, além da tecnologia do certificado, um recurso phygital que coexiste no mundo físico e digital, ao mesmo tempo. Ou seja, além do NFT, o comprador também leva para casa a obra impressa — no caso de ilustrações —, uma tendência que se apresenta como um dos grandes passos em direção ao metaverso.

Dessa forma, as plataformas usadas para venda e compra desses novos ativos se tornaram atrativos interessantes no SXSW, e a tendência é que esse tipo de NFT também seja comercializado por aqui, em breve. Hoje, a maior parte dos marketplaces de tokens não fungíveis é descentralizada e as peças são majoritariamente ilustrações.

Obras reais, palpáveis e digitais: rumo ao metaverso

 

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A ideia da Kreatr é expandir ainda mais o espaço de marketplaces para agregar mais valor à arte. Foram mais de 30 mil artistas inscritos no pré-lançamento da plataforma e mais outras centenas que aproveitaram o momento da SXSW para registrar suas obras nesse novo formato digital.

No lançamento, a empresa destacou que disponibilizará um espaço para subir e transformar as ilustrações em NFT em poucos minutos. Além disso, todos os artistas terão acesso a centenas de opções de impressão e molduras “com qualidade de museu”, segundo a Kreatr.

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Esses novos fatores elevam o NFT a, de fato, uma comercialização mais palpável de arte — algo que ficou distante com a comercialização dos tokens não fungíveis.


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