Timbre e tom: como impactar a experiência do cliente por meio da voz?

Conheça três iniciativas que tem investido no mercado da voz para acompanhamento e auxílio dos usuários

Foto: Free Pik

A cada passar de ano fica mais nítida a percepção do quanto a tecnologia aprende com os nossos cinco sentidos. A convivência íntima com o digital, nota-se pelo avanço do metaverso, tem misturado essas nossas sensações: seja pelo toque às telas, pela visão, audição e, de forma muito interessante, pela voz.

Afinal, se antes o uso dela era mais restrito à acessibilidade de pessoas com algum tipo de deficiência (PcD), hoje, há um público muito adepto das ferramentas que usam a voz a seu favor. Sobretudo para buscas no e-commerce, nas redes e para pequenas ações do dia a dia, a ver o sucesso da Alexa, Siri e Google Assistent.

Mas o que pouca gente nota é o quanto a voz das inteligências artificiais — e estamos falando aqui sobre o tom mesmo, o timbre dela — pode impactar a experiência do usuário e trazer sensações mais vívidas no dia a dia. Assim, conheça abaixo três soluções de empresas que têm “brincado” com as ferramentas de voz e audição no mercado:

Waze e as vozes personalizadas

Uma das empresas que trabalha com a voz há anos é o Waze, uma forma de auxiliar o motorista durante os trajetos e evitar acidentes ao olhar para a tela dos tablets e smartphones. Há algum tempo, entretanto, essa funcionalidade do aplicativo ganhou algumas mudanças.

Hoje, é possível não somente baixar vozes de outras pessoas para o aplicativo — como têm feito muitos influenciadores e personagens de séries e filmes — como também gravar sua própria voz para ditar o caminho na estrada.

Além disso, o aplicativo também acabou de lançar um novo modelo chamado “Modo Retrô”, que conta com gírias da época dos anos 1970, 1980 e 1990. Ao todo, são três opções: um DJ dos anos 70, uma professora de aeróbica dos anos 80 e uma diva pop dos anos 90.

Leia mais: O poder da voz para aumentar a resolutividade

A voz ultra real da NVIDIA

Outra empresa que investiu forte no mercado da voz para a tecnologia foi a NVIDIA. Em agosto do ano passado, a corporação transformou a sintética voz de seus assistentes virtuais para uma bem mais realista.

Para chegar a esse resultado, a NVIDIA combinou o uso de inteligência artificial a gravações de referência humana, estudando tempo, pausas e “maneirismos”, tudo isso em conjunto com o software open source, chamado NeMo, que foi otimizado para as placas de vídeo da corporação. Isso culminou em uma voz eletrônica muito semelhante à de um humano comum.

Bia e acessibilidade financeira

Para fechar a lista, a BIA, iniciativa de voz do banco Bradesco, não poderia ficar de fora. A inteligência artificial do banco está apta a ajudar com toas as dificuldades dentro do aplicativo e relativas às finanças dos usuários.

Além de ter uma programação muito inteligente, com um tom de voz personalizado, a BIA também ajuda os clientes do banco a pagar contas, consultar saldos, limites e últimos lançamentos e ainda faz transferências entre Contas Bradesco.

No ano passado, vale a pena ressaltar, ela também se posicionou sobre episódios de assédio dentro da plataforma ao responder os usuários com dados sobre a violência contra a mulher.

Leia mais: BIA, a inteligência artificial do Bradesco, passa a se posicionar contra o assédio

 

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