Empréstimos no Brasil seguem em crescimento

Pesquisas apontam região que mais cresceu em empréstimo pessoal no Brasil, assim como o crescimento de empréstimos para cuidados com a saúde

Foto: Pexels

Dados divulgados pelo Instituto Propague, em parceria com a Stone, mostraram que o volume de empréstimos pessoais contratados por brasileiros teve um aumento de quase 20% em 2021, na comparação com o ano anterior.

Segundo outro levantamento realizado pela fintech de crédito pessoal Simplic, 60% dos pedidos de empréstimos pessoais foram realizados na região Sudeste, seguida pela região Nordeste, com 14%, e pela região Sul, responsável por 13% do total.

Em 2020, a região Sudeste também respondeu por cerca de 60% dos pedidos realizados.

Ainda segundo o relatório da Simplic, o crédito concedido à pessoa física passou de aproximadamente 2,2 trilhões de reais em novembro de 2020 para 2,6 trilhões em novembro de 2021.

Na avaliação do diretor executivo da Simplic, Rogério Cardozo, os números continuam sendo um reflexo da crise que o Brasil enfrenta nos dois últimos anos.

“O grande volume de pedidos na região Sudeste se mantém alto, pois ainda estamos sentindo o reflexo da crise vivida na pandemia. São 11,6% dos brasileiros desempregados, em um ambiente de forte inflação e alto custo de vida. Tudo isso faz com que a população sinta necessidade desse respaldo financeiro, para estabilizar contas ou ir em busca de novas oportunidades”, explica o executivo.

Empréstimos para saúde crescem 161%

Ainda sobre o cenário de empréstimos no Brasil, atrelado aos fatores ocasionados pela pandemia, os brasileiros buscaram alternativas para tentar garantir boa saúde, e uma delas foi recorrer a solicitação de empréstimos.

De acordo com o Índice FinanZero de Empréstimos (IFE), que analisou 6,62 milhões de usuários na base da fintech, em fevereiro deste ano os pedidos de empréstimo para saúde cresceram mais de 161%, subindo de 100 para 161 pontos (base fevereiro/2022=100) em relação ao mesmo mês do ano passado.

Gastos com saúde aumentam

Outro fator que também cresceu foram os gastos com a saúde, que ficaram ainda mais caros nos últimos meses, e a população sentiu fortemente o impacto dessa mudança.

De acordo com dados recentes da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), durante o período pandêmico, beneficiários de planos de saúde alcançaram o maior patamar desde maio de 2016, contabilizando mais de 48,41 milhões de usuários em planos de assistência médica no país.

Ainda segundo a última edição do índice da FinanZero, as solicitações de créditos voltados para a saúde liderou entre as razões de pedidos de empréstimos que mostrou maior crescimento nos últimos 12 meses, ficando na frente de motivos como quitação de dívidas, negócio próprio e investimentos.

Vale ressaltar que, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 70,9% das famílias brasileiras encerraram o ano de 2021 endividadas.

Neste cenário de renda prejudicada e defasagem na economia brasileira, os pedidos de créditos estão se tornando a única alternativa para ajudar famílias a preservarem o bem-estar  frente aos valores cobrados por planos de saúde e consultas particulares.

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