Geração Z prefere desemprego a ser infeliz no trabalho

Pesquisa revela que a nova geração procura a felicidade acima de tudo no trabalho; empresas precisam reavaliar sua atratividade e prioridades para reter talentos

Foto: Pexels

“Nossas descobertas devem servir como um alerta para os empregadores. Há uma clara mudança de poder em andamento à medida que as pessoas repensam as prioridades”. A frase é de Sander van ‘t Noordende, CEO global da Randstad, empresa holandesa de consultoria e RH, especializada em trabalhos flexíveis, em reportagem da Business Insider.

A declaração jogou luz sobre um dado interessante: cerca de 56% dos trabalhadores da geração Z (zoomers) e 55% dos trabalhadores millennials relatam que deixariam o emprego se isso interferisse em suas vidas pessoais.

O dado parte de um estudo global feito pelo Workmonitor (da própria Randstad) que ouviu 35 mil profissionais em 34 mercados e revela que quase dois em cada quatro profissionais das novas gerações optariam pelo desemprego a permanecerem trabalhando onde não gostam.

Confiança determina perfil dos mais novos

Outro dado interessante é que o estudo revela uma característica muito valorizada no perfil dos jovens trabalhadores: a confiança.

Na pesquisa, 49% estavam confiantes em encontrar um novo emprego rapidamente se fossem demitidos ou saíssem dos seus atuais trabalhos.

Além disso, 70% deles estariam abertos a novas oportunidades. Desse montante, 32% da geração Z e 28% dos millennials disseram também estarem em busca de um novo emprego.

Leia mais: Por que é preciso ter um olhar estratégico sobre o modelo de home office

Os atrativos decisivos para retenção de talentos

Para as empresas, cabe o desafio de manter os talentos contratados e garantir que suas condições de trabalho estejam em sintonia com valores e predileções das gerações de profissionais mais novos.

“As empresas precisam repensar sua abordagem para atrair e reter funcionários, ou enfrentarão uma concorrência séria”, pontua Noordende.

De acordo com a consultoria, uma das formas das empresas serem mais atrativas é reavaliar seus pacotes de benefícios. A pesquisa aponta que 22% dos jovens trabalhadores receberam um aumento nos benefícios. Isso inclui assistência médica e previdência. Outro dado valorizado pela nova geração é o conhecimento: 25% também receberam novos treinamentos.

Flexibilidade: um caminho sem volta

Mesmo com uma parcial estabilidade da Covid-19 ao redor do mundo, as vantagens observadas no home office durante o período mais aguda da pandemia revelou que, sim, os trabalhadores podem ser produtivos em casa e ainda gerar economia para sí próprios e para suas empresas e serem mais felizes.

Nesse caminho a pesquisa revela que, 71% dos trabalhadores disseram que a capacidade de trabalhar de qualquer lugar era muito importante para eles. No entanto, não são todas as empresas para quais esses pesquisados trabalham que estão de acordo: 53% dos trabalhadores achavam que não tinham essa flexibilidade em suas funções atuais.

Diversidade e inclusão também formam a cartela de prioridades e valores para a geração mais jovem de trabalhadores: 49% da geração Z e 46% dos millennials afirmaram que não querem trabalhar para uma empresa que não tenha em sua agenda essa preocupação.

Por fim, o estudo mostra que a maioria dos trabalhadores querem estar em empresas cujos valores e perfil de liderança estejam em sintonia com seus valores pessoais e com as novas demandas da sociedade.

Tornar uma marca rentável e valorosa hoje requer esse olhar interno atento e flexível para sua força de trabalho. As mudanças estão acontecendo rápidas. Os mais jovens, a cada dia, estão ocupando mais cargos e cargos com maiores responsabilidades. O jogo para empresas agora não é só criar valor de mercado, mas, repensar o modo como lida com outro ativo de valor que a torna competitiva e atuante: seu colaborador.

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