O futuro é o metaverso ou o metaverso já é a realidade?

Em um relatório desenvolvido pela Wunderman Thompson Intelligence, diversos especialistas discutem sobre a origem, as oportunidades e os desafios trazidos pelo chamado “metaverso”

Foto: Pexels

Pode parecer coisa de filme de ficção científica ou uma obra literária futurista, mas o metaverso chegou com tudo e se tornou um dos assuntos mais comentados no mundo todo, principalmente após o início da pandemia, em 2020. Mas o que de fato significa o metaverso e o que ele pode alterar na vida das pessoas e nos negócios?

 

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Estes e outros questionamentos foram trabalhados no Into the Metaverse, um relatório com mais de 90 páginas desenvolvido e divulgado pela equipe da Wunderman Thompson Intelligence, que também se dedica a pesquisas sobre tecnologia e espaços digitais.

Para começo de conversa, o que é o metaverso? Citado pela primeira vez em 1992 no livro de ficção científica Nevasca (Snow Crash), de Neal Stephenson, o termo é tido por muitos como a nova face da internet e por outros como a convergência entre dois mundos: o real e o virtual.

Por meio da realidade aumentada, da realidade virtual e da própria internet, o metaverso – um mundo virtual que simula a realidade – vem ganhando espaço na agenda mundial e se tornando uma das grandes apostas das empresas mais poderosas do mercado, como a Nike, a Disney, a Microsoft e o próprio Facebook, que passou a se chamar Meta, numa alusão a metaverso, no final de 2021.

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Como os especialistas definem o metaverso?

O metaverso, conhecido inicialmente por causa dos jogos digitais, foi definido por diferentes profissionais entrevistados pela Wunderman Thompson Intelligence, como o CEO do Together Labs, Daren Tsui, a fundadora e CEO do Obsess, Neha Singh, e o CEO e fundador do Streamline Media Group, Alexander Fernandez.

Para Daren Tsui, o metaverso é “um computador-simulador de um espaço 3D onde os usuários podem interagir.” Já para Neha Singh, “o metaverso é o mundo virtual; a nossa existência virtual. No momento, temos nossas vidas reais e nossas vidas nas mídias sociais – o metaverso pode estar um passo acima disso, como nosso gêmeo virtual, fazendo todos os tipos de atividades no mundo virtual. Você terá toda uma existência que pode acontecer nesses ambientes virtuais”, explica.

Para o fundador do Streamline Media Group, por sua vez, “o metaverso é onde sua pessoa física e sua pessoa digital tornam-se uma realidade unificada. O que acontece em um afeta o outro e vice-versa. Teremos vários dispositivos – AR, VR, etc. – todos ajudando aumentar nossa capacidade de avançar”, justifica o especialista.

Quais são as caraterísticas do metaverso?

Segundo o relatório, o metaverso assume diferentes características, podendo ser:

● Persistente, já que a vida continuará mesmo com a pessoa on ou offline;
● Criativo, uma vez que as pessoas não serão passivas, mas sim ativas na produção de conteúdo;
● Social, tendo em vista que o ambiente será voltado para a interação e para o desenvolvimento de relações e criações de novas comunidades;
● Ilimitado, ou seja, não haverá limites de usuários e de criações de novos mundos.

O metaverso está distante ou já é uma realidade?

Apesar de parecer totalmente distante da nossa realidade, este novo formato de “vida real-virtual” vem dando seus primeiros passos no mundo dos negócios. O Carrefour comprou este mês um terreno no mundo virtual The Sandbox e deve construir uma loja. Já o McDonald´s, nos Estados Unidos, registrou dez marcas para realizar vendas em mundos virtuais e fazer entregas via delivery na casa dos consumidores.

Mas não são apenas as grandes organizações que estão se movimentando. Pode parecer brincadeira, mas tem gente pagando mais de nove mil dólares por uma peça de roupa virtual e mais de setenta mil dólares em uma casa que não existe no mundo físico. No início do ano o jogador brasileiro Neymar gastou R$ 6 milhões em duas imagens de macacos, conhecidas no mundo do metaverso como NFTs, sigla para o termo non fungible token ou token não-fungível. Os NFTs podem ser resumidos como a nova aposta para se tornarem as “moedas de troca” deste universo.

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O metaverso, por meio das novas tecnologias, também vem sendo considerado um elemento muito importante para o desenvolvimento do bem-estar e das relações amistosas entre as pessoas. Segundo o relatório Into the metaverse, 81% dos consumidores dizem que “ligam algum tipo de tecnologia” para relaxar e mais da metade dizem que estão fisicamente e mentalmente mais saudáveis graças à tecnologia.

Além disso, 83% dos entrevistados no mundo apontaram a tecnologia como o principal elemento para unir as pessoas, enquanto que 84% das pessoas analisadas na China afirmaram que a tecnologia aprofundou o relacionamento entre os amigos e familiares.

Com relação aos eventos digitais, que saem dos jogos tradicionais e se transformam em espaços sociais massivos, 62% dos entrevistados no mundo afirmaram que um concerto digital é interessante e 63% falaram que assistir um concerto digital, como shows e teatros, também pode ser atraente. Prova disso foi o show realizado no Roblox em novembro de 2020 pelo rapper Lil Nas X, que reuniu 33 milhões de espectadores.

A virtualização no trabalho também vem se tornando frequente e deve ser ainda mais intensa com o metaverso. Os avatares itinerantes e hologramas prometem fazer parte do dia a dia dos trabalhadores, que agora estão cada vez mais adaptados ao home office e animados com os novos recursos digitais.

E você, já conhecia o metaverso? Aproveite e leia o estudo completo desenvolvido pela Wunderman Thompson.

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