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Como a era do streaming pesa no bolso do consumidor?

Com mais e mais serviços, os preços se assemelham aos da TV por assinatura. E isso significa dizer que alguns monopólios podem se desfazer

Foto: Pexels

Hoje, vivemos a era do streaming por assinatura e a Netflix é prova do tamanho do sucesso nesse setor: 222 milhões de assinantes em 190 países — um Brasil inteiro concentrado em uma única plataforma. E não somente ela mantém esse monopólio; a Amazon Prime Video já alcança mais de 200 milhões de assinantes mundo afora, seguida pela Disney +, recente no mercado, com 130 milhões, e HBO Max, que caminha para os 80 milhões.

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O consumidor agora também se vê diante de um dilema: paga (caro) pelos vários serviços de streaming para ter acesso ao conteúdo que gosta e percebe, dessa forma, que talvez ele não seja tão barato, gerenciável e vantajoso quanto o prometido.

O brasileiro já paga mais de dois serviços de streaming

Se antes a Netflix possuía um monopólio sobre os serviços de streaming, hoje sua popularidade já não é tão elevada. Ainda que ela detenha um número de clientes superior às suas concorrentes famosas, ela também andou perdendo público: no último balanço do primeiro trimestre, a empresa fechou seus relatórios com 200 mil assinantes a menos.

E esse número pode sim ter a ver com o bolso do consumidor, posto que os valores hoje se somam ao cartão de crédito ou débito automático e, em especial após a pandemia, as pessoas têm cortado alguns gastos. Mas ele também tem tudo a ver com a quantidade de serviços no mercado.

De acordo com um relatório realizado pela Opinion Box no início deste ano, dois a cada três brasileiros já assinam dois serviços de streaming distintos. E vale destacar que 20% dos entrevistados inclusive assinam quatro ou mais deles, o que mostra que esse serviço só cresce com o passar dos meses.

Leia mais: O streaming a todo vapor: 81% dos brasileiros compram produtos anunciados nas plataformas

Sobreposição de valores: o streaming já custa
o mesmo que a TV à cabo?

Ainda que haja preferência, é de se notar que os preços se acumulam e, em breve, o consumidor terá que fazer escolhas sobre qual plataforma deseja manter sua assinatura ao longo do tempo. Para se ter ideia, o preço de duas plataformas já gira em torno dos R$ 50 mensais e esse valor pode subir ainda mais de acordo com a quantidade de serviços comprados.

Hoje, conforme aponta a pesquisa da Opinion Box, apenas 35% dos brasileiros que assinam um serviço de streaming optam por apenas uma plataforma — que normalmente é a Netflix. E o serviço mais econômico do famoso aplicativo custa R$ 25,99 ao mês para uma tela, podendo chegar a R$ 55,90 para mais usuários.

Leia mais: Alto consumo de streaming de vídeos indica futuro promissor do formato

Em contrapartida, os outros concorrentes aparecem com preços competitivos. A Disney+ oferece assinaturas de R$ 27,90 ao mês, já a HBO Max cobra em torno de R$ 19,90. A Amazon, com seu competitivo valor de R$ 9,90, também se encontra nessa realidade. Ou seja, se somadas algumas plataformas, estamos cada vez mais próximos dos valores da TV por assinatura, que inicia seus preços a partir dos R$ 80.

Assim, resta entender: qual será o futuro dos streamings daqui para frente? Como serão seus valores cobrados e como será a dança das cadeiras? Frente a gigantes do entretenimento, é preciso ficar de olho no comportamento dessas corporações nos próximos meses.


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