CEO da Quicko fala sobre como a companhia surgiu a partir de uma lacuna comercial

Pedro Somma, CEO da Quicko, avalia como os ESGs podem abrir portas para oportunidades de negócio

Foto: Shutterstock

Segundo a consultoria britânica Juniper Research, o mercado de Mobility as a Service (MaaS), ou Mobilidade como Serviço, deve crescer 900% nos próximos cinco anos, atingindo US$ 53 bi em receita até 2027. Soluções nessa área podem chegar a evitar a emissão de 14 milhões de toneladas de carbono em 2025.

Diante deste cenário e visando as questões de ESGs, em setembro de 2018 foi a criada a Quicko a fim de desenvolver uma plataforma focada na experiência dos usuários do transporte público, ou seja, com o objetivo de colocá-los no centro da mobilidade urbana.

“A Quicko lançou o primeiro aplicativo de mobilidade para pessoas totalmente brasileiro, levando em conta as particularidades de cada região. O propósito da Quicko é atuar em prol de um conceito de cidades inteligentes que sejam mais funcionais, menos poluentes e mais eficazes”, conta Pedro Somma, CEO da companhia, que hoje, atua em oito cidades do Brasil: Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Campinas (SP), além de São Paulo e Região Metropolitana.

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A ferramenta reúne tudo o que as pessoas precisam para se deslocar com mais conveniência e inteligência pela cidade. O app informa, em tempo real, a previsão de chegada das linhas de ônibus, assim como sugestões de rotas mais rápidas e baratas para os usuários do transporte público.

Outro benefício para os passageiros é a recarga de bilhetes e cartões de transporte, disponível em algumas cidades brasileiras – como Salvador e São Paulo – inclusive com integração entre modais e com possibilidade de pagamentos via Pix, tudo pelo aplicativo.

Além disso, os usuários podem compartilhar alertas como lotação e atraso, construindo assim uma mobilidade colaborativa. Existe ainda, a possibilidade de avaliar o motorista de ônibus e as condições do veículo, e compartilhar a sua rota com parentes ou amigos, tornando a jornada mais segura.

“Com uma plataforma completa em soluções de mobilidade que visa não somente a facilitar, mas tornar a jornada dos passageiros cada vez mais inteligente no transporte, lançamos o Clube Quicko, primeiro programa de fidelidade do transporte público do Brasil em Salvador”, afirma.

Quicko

Pedro Somma, CEO da Quicko

“A funcionalidade permite que os usuários troquem pontos acumulados no app por créditos no cartão de transporte e outros prêmios. Ações como cadastro de cartão do transporte, informes sobre lotação/atrasos de ônibus e metrôs na cidade pontuam no Clube Quicko. Os pontos acumulados podem representar até ¼ do valor de créditos no cartão de transporte no final do mês”, explica Pedro Somma.

Ao longo da pandemia, a Quicko acabou atendendo mais uma oportunidade de negócio e foi uma grande aliada para traçar rotas mais ágeis e seguras. O app ofereceu aos usuários informações e alertas em tempo real sobre o que está acontecendo no transporte público, permitindo o planejamento do percurso para que seja o mais rápido e seguro possível, reduzindo o tempo de exposição aos possíveis riscos de contágio por covid-19.

O executivo acrescenta dizendo que a empresa impulsionou a integração de modais, tão importante para otimizar a infraestrutura das cidades neste momento delicado, evitando aglomerações.

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Oportunidades no mercado de ESGs

Poucos assuntos são mais importantes para ESG como a mobilidade. Na cidade de São Paulo, os carros são responsáveis por apenas 30% do transporte de pessoas, mas representam 72,6% das emissões de gases que provocam o efeito estufa, segundo estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente. Desse modo, a Quicko atua para tornar o transporte mais eficiente e menos poluente, além de mais acessível por meio de uma experiência pensada para privilegiar quem depende do transporte público diariamente.

Por isso, a companhia fornece informações em tempo real sobre o horário de chegada dos ônibus, sugestões das melhores opções de rotas, recargas de cartões do transporte e celular pré-pago, além da localização de estações de compartilhamento de bicicleta.

“A contribuição das tecnologias inovadoras, como a Quicko, para a melhoria da mobilidade pode ser traduzida na eficiência com que a população alcança as oportunidades no espaço urbano e esse pode ser um grande facilitador nos negócios, com amplo impacto”, pontua.

Em consonância com isso, cada vez mais a sociedade cobra a atenção dos players aos fatores ambientais, sociais e éticos, exigindo produtos e serviços que de fato promovam a melhora da qualidade de vida, em especial nos grandes centros urbanos.

“Os clientes mais exigentes pautam decisões de negócio, que fatalmente precisarão se adaptar. Nós temos orgulho de ter nascido com foco em ESG, afinal, tornar a mobilidade mais humana tem um impacto positivo enorme nas cidades, no meio ambiente e nos negócios”, comenta Pedro Somma.

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Olhar para o futuro

Algumas iniciativas ESGs, principalmente voltadas para construção de cidades com mais sustentabilidade, já vêm acontecendo ao redor do mundo. Cidades como Paris e Amsterdam, por exemplo, se encontram na ponta de lança desse movimento – na metrópole holandesa já prevê um centro da cidade sem carros movidos à gasolina ou à diesel para 2030. Na capital da França, há movimentos para diminuir a quantidade de carros nas ruas e o mesmo acontece em tantas outras cidades globais.

“No Brasil, a Quicko segue a mesma tendência e com o objetivo de construir cidades pensadas para pessoas, garantindo deslocamentos cada vez mais sustentáveis, incentivando o uso de modais públicos, compartilhamentos de carros e bikes, combinados com mobilidade ativa. Melhorar a experiência coletiva de transporte é um vetor essencial das cidades inteligentes e consequentemente a redução de emissões de poluentes”, finaliza o executivo da empresa.

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