Por que ser uma empresa pet-friendly melhora a experiência do colaborador?

Depois da pandemia, cada vez mais o colaborador opta por empresas pet-friendly

Foto: Carol Sperandio / Nestlé

Desde o retorno às atividades comuns fora de casa, o mundo corporativo viu de perto como o home-office transformou a forma como enxergamos o local de trabalho. Há quem prefira trabalhar no conforto do lar, há quem almeje a pressão do escritório e há aqueles que, em boa parte, preferem uma mistura de ambos os ambientes. E, nessa variedade de personalidades — que deu um boom no chamado EX, a experiência do colaborador —, muita gente se viu em um dilema: como cuidar do pet nos dias de trabalho presencial?

É um fato que, durante a pandemia, muita gente se tornou “mãe” ou “pai” de pet. Uma pesquisa realizada pelas empresas DogHero e Petlove, em janeiro de 2021, mostra que ao menos 54% dos brasileiros adotaram um companheiro de quatro patas durante o isolamento social, sendo 19% deles tutores de animais pela primeira vez. Vale destacar também que 31% adotaram cães ou gatos através de uma ONG, 43% resgataram animais da rua e 32% o acolheram de outra família de tutores.

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E essa adoção, evidentemente, ocorreu em um regime de home-office. Ou seja, um cenário no qual os tutores ficavam em casa quase 100% do tempo. Agora, com o retorno ao presencial, os bichinhos sofrem com a chamada “ansiedade de separação”, quando são separados de seus tutores por, no mínimo, 10 horas ao dia.

A solução encontrada para esse dilema foi, para algumas empresas, transformar o escritório presencial em um espaço pet-friendly. Isso mesmo, um ambiente no qual os colaboradores possam trazer consigo seus pets.

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Como a Nestlé dominou a internet com sua ação pet-friendly?

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Foto: Carol Sperandio / Nestlé

Nas últimas semanas, a Nestlé ficou mais famosa nas redes sociais por oferecer a oportunidade de seus funcionários levarem os pets ao escritório, localizado na capital de São Paulo. Para isso, além de modificar o piso do estabelecimento, a empresa também mudou o espaçamento das mesas, para que os pets fiquem ao lado dos colaboradores dentro do escritório.

Além disso, o andar dedicado a tutores de pets foi adaptado com um espaço ao ar livre — separado para cães e para gatos — com o objetivo de passear com os bichinhos. O colaborador é responsável pela alimentação e hidratação de seu animal de estimação, bem como o uso de brinquedos e guias, e há um limite de dez pets por andar. Para entrar no prédio, os animaizinhos também precisam ter um crachá (previamente montado pela empresa) e estar com todas as vacinas em dia.

A ação levantou o debate sobre como as empresas de forma geral precisam readaptar a volta de seus colaboradores ao escritório, sobretudo após dois anos de isolamento. E trazer essas mudanças acaba sendo um grande recurso para melhorar a experiência do funcionário — que traz, por si só, uma série de benefícios.

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Um engajamento para a experiência do colaborador
(e do seu animal de estimação)

E para se ter ideia do quando a experiência do colaborador nesse quesito em específico é importante, a Nestlé Purina realizou uma pesquisa, chamada “Pets at Work”, que avaliava o quanto as pessoas se interessam em levar seus pets ao escritório. O resultado foi interessante: 41% dos Millennials, por exemplo, escolheriam uma empresa pet-friendly em detrimento de outra que não lide com os animais. E esse benefício, importante destacar, é até mais vantajoso para essa geração do que ter um seguro-saúde (39%).

Nota-se, portanto, que alguns implementos no escritório precisam ser levados em consideração na hora de demandar o retorno ao presencial. E isso vale sobretudo para um momento no qual as gerações mais novas que adentram ao mercado de trabalho já não toleram determinadas atitudes das empresas.

Para se ter ideia, mais da metade (56%) dos colaboradores da Geração Z e Millennials são capazes de deixar o emprego atual caso ele interfira demais em suas vidas pessoais. Ou se tiverem uma experiência muito ruim dentro do escritório.

Leia mais: Geração Z prefere desemprego a ser infeliz no trabalho

Assim, fica uma certeza: vivemos a era da experiência, e não apenas do cliente, como também do colaborador. É hora, dessa forma, das empresas terem uma visão de “raio-x”: não para observar os ossos, mas para ver, de uma vez por todas, a experiência em todos os meios de negócio.


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