As estratégias em omnicanalidade e logística da Evino

Em entrevista exclusiva, Ari Gorenstein conta quais são as prioridades da companhia

Foto: Shutterstock

Oferecer os vinhos das novas histórias que você irá viver. Esse é o propósito da Evino, que ao inspirar e promover uma adega de experiências, acredita que descobertas sobre o vinho podem deixar a vida melhor e mais divertida de um jeito diferente.

A companhia, fundada em 2013 por Ari Gorenstein e Marcos Leal, hoje já adquiriu 100% das operações da Grand Cru e pretende criar uma holding que promete impactar todo o setor. Além disso, a marca está passando por um processo de branding e integração, vislumbrando o lançamento de 35 novas lojas no Brasil. A construção da primeira loja da Evino também está em discussão.

Em um ano desafiador como foi 2020 por conta da pandemia de covid-19 e da popularização de clubes de assinatura de bebidas, a Evino acabou se consolidando como o maior e-commerce de vinhos da América Latina, apresentando um crescimento de 62% em seu faturamento. Ao longo do ano foram importadas mais de 10 milhões de garrafas, um volume 66% maior do que em 2019.

A empresa é hoje a maior importadora de vinhos da Itália, França e Espanha no Brasil. Como consequência, o número de lançamentos aumentou, chegando a quase 1000 novos rótulos acrescentados ao portfólio, um crescimento de 46% em relação a 2019.

Contudo, resultados tão positivos assim não surgem do nada. Por trás de tudo isso, existem estratégias, visão de negócio e trabalho em equipe. Dessa forma, em entrevista exclusiva ao Consumidor Moderno, Ari Gorenstein explica os processos e princípios que norteiam a Evino.

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A experiência do consumidor é importante para a Evino

Com o advento das novas tecnologias, a internet e os múltiplos dispositivos que intermediam as relações sociais, Ari Gorenstein, co-fundador da Evino, afirma que a omnicanalidade se tornou essencial para qualquer negócio.

Pensando nisso, o executivo elenca os cinco tópicos mais relevantes nesse sentido e que são observados com cautela pela organização:

● Tecnologia para integração dos canais;
● Mapeamento de dados;
● Logística e operação eficientes;
● Centralidade no cliente (customer centric), ou seja, ter entendimento da jornada para oferecimento de conveniência e comodidade;
● Desenho estratégico em alinhamento com o negócio.

“Tecnologia e operações logísticas devem atuar a serviço de oferecer ao cliente a experiência mais conveniente (CX) e cômoda possível. Um desenho estratégico de omnicanalidade com sucesso assegura que o cliente vivencie, de maneira transparente, a transição de canais”, esclarece.

De forma didática, Ari Gorenstein explica que o cliente interage e transaciona com a marca e com a empresa e deve encontrar, em qualquer touchpoint (ponto de contato) e canal visitado, a máxima facilidade na obtenção do produto ou serviço, ou assistência buscados.

“Para assegurar essa jornada fluída, é preciso equipar a companhia de pessoas, dados, tecnologia e fluxos operacionais sincronizados e conectados sob uma engrenagem cuidadosamente arquitetada”, reforça.

Pontos de atenção e diferencial de mercado

Outra questão importante para a empresa é a logística. E segundo o co-fundador da Evino, consistência e fluxo eficiente de informações e dados se tornaram primordiais. Afinal, nada mais frustrante para o cliente do que viver uma experiência distinta em cada canal de atendimento.

“Em casos extremos, tem-se a impressão de lidar e transacionar com empresas distintas, tamanha a discrepância no nível de serviço, riqueza de informações e qualidade de atendimento ao cliente”, problematiza.

“Cada marca tem de assegurar que seu posicionamento, imagem, linguagem, relacionamento e grau de entendimento do cliente sejam homogêneos entre os canais de maneira a criar uma experiência consistente”, salienta Ari Gorenstein.

Desse modo, existem alguns elementos que diferenciam a Evino perante os outros players? Para o executivo, sim, como a inovação contínua e o processo de curadoria inteligente de produtos, com a seleção e descoberta de rótulos no Brasil e no mundo.

“O processo de curadoria inteligente envolve tecnologia e muitos especialistas em campo, que atuam descobrindo e oferecendo as melhores novidades e vinhos presentes no mercado nacional e internacional”, descreve.

Sendo assim, a marca consegue superar os desafios do mercado brasileiro por meio de sua própria missão, que é democratização dos vinhos no país. Aliando isso às pesquisas de mercado, a Evino entende as peculiaridades do público e oferece produtos e serviços personalizados para cada cliente.

“Contamos com rótulos para o público mais jovem, como a nossa linha Vibra!, de vinhos em lata. Temos também a seção de Produtores Renomados, com vinhos premium, e rótulos de valores mais acessíveis. Assim, abarcamos grande parte dos perfis de consumidores”, destaca.

“Estamos sempre atentos às necessidades do público e trazemos inovações para surpreender os consumidores. Nossa busca é incessante por novidades e por proporcionar a melhor experiência para os nossos clientes e consumidores”, completa.

Aprendizados da carreira de Ari Gorenstein

Ari Gorenstein, co-fundador da Evino, possui um currículo muito diversificado. Entre tantos anos de experiência, o executivo acredita que vem aprendendo diversas lições.

“A primeira delas é que não se faz nada sozinho. É preciso se cercar de pessoas competentes e complementares para a execução de qualquer negócio. A segunda é que uma boa ideia não é nada sem uma excelente execução. Toda e qualquer conquista, empreendimento ou projeto de sucesso, depende de inspiração combinada à transpiração”, revela.

“A terceira é que estratégia não é nada sem uma forte cultura corporativa. Para uma empresa avançar, além de todos remarem para o mesmo lado (estratégia), é preciso que exista um compartilhamento de valores e crenças que garantam alinhamento na maneira de fazer (como dar a remada em sincronia)”, finaliza.

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