Uma loja onde tudo é de graça? Sim! Conheça a Mimoo

A empresa B2C faz um acordo com as empresas que beneficia ambos os lados da operação: as marcas e os consumidores

Foto: Free Pik

Após os dois anos de pandemia, ficou cada vez mais explícito o resultado da crise econômica no Brasil. Cada vez mais a inflação sobe e, com ela, o índice de desemprego e os preços de produtos não duráveis, como alimentos e itens de higiene pessoal. Isso tem feito com que as marcas repensem suas estratégias e se encaixem na situação nacional — inclusive cedendo produtos de graça.

É nesse contexto de crise, já diziam os bons pensadores, que surgem as oportunidades para criar alternativas condizentes. Em um período de alta inflação, por exemplo, é interessante receber produtos de graça — ainda que estejam mais próximos da validade, ou que demandem outro tipo de retorno que não seja financeiro. E essa troca com o consumidor, por vezes, pode ser tão valiosa quanto a compra do produto em si.

Esse retorno para ambas as partes da operação foi algo que a Mimoo, se propôs a fazer. “Hoje investe-se muito em comunicação, mídia, marketing. Mas no nosso entendimento, o consumidor não ganha muita coisa com isso. Na verdade, não gera muito valor a não ser interrompê-lo ao longo do seu cotidiano. Pensamos em criar uma maneira na qual as marcas pudessem trocar com o consumidor para todo mundo sair ganhando nessa história”, explica Enersto Villela, CEO da marca, em entrevista exclusiva à Consumidor Moderno.

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A loja em que tudo é de graça

de graça

Foto: Mimoo

À primeira vista, parece mentira, mas a Mimoo realmente é uma loja B2C na qual todos os produtos saem de graça. De maneira híbrida, ela funciona por meio de um aplicativo próprio no qual os usuários podem adquirir produtos gratuitos mediante a outra troca que não seja financeira, ou seja, por meio do preenchimento de uma pesquisa, cessão de dados, avaliação de loja ou produto.

Uma vez finalizado o processo, o usuário se dirige com o comprovante — gerado pelo próprio aplicativo — para o shopping com uma unidade da Mimoo mais próximo e retira seu produto de forma totalmente gratuita.

“Se a gente conseguisse distribuir mesmo milhares de produtos de graça mesmo, conseguiríamos criar um modelo inovador que, primeiro, atrairia essa audiência para a loja, para interagir conosco, e conseguir, a partir disso, ajudar varejistas a gerar fluxo. E foi exatamente isso que aconteceu desde a criação da Mimoo”, complementa Villela.

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Atributo de marca, engajamento e perfil do consumidor
por um clique

Enersto Villela, CEO da marca

O caminho mais interessante, vale destacar, é que essa troca favorece ambos os lados da operação. E acaba sendo, de uma forma simples, uma alternativa mais barata para as varejistas de conseguir não apenas engajamento, mas também conhecimento do perfil dos consumidores com uma pesquisa mais aprofundada.

“Para o consumidor pegar um produto sem colocar a mão no bolso, ele precisa colaborar com a marca que está proporcionando essa marca, esse incentivo para ele. Existem várias formas de se conquistar isso, é um modelo altamente colaborativo”, pontua o CEO da Mimoo.

A parte interessante e inovadora, explica ele, não é apenas ceder ao consumidor um produto de “teste”, como uma amostra. É oferecer o produto original, completo e receber por isso um retorno por vezes mais valioso que o próprio valor monetário — tudo isso com uma ajuda social importante em um momento explícito de crise.

“Não é sobre oferecer amostras. Estamos falando de produtos reais. Desde que começamos, lá no final de 2020, já entregamos mais de 2 milhões de produtos, e isso faz diferença para o consumidor em geral, em especial o de baixa renda”, acrescenta Villela.

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Um forte viés sustentável que beneficia marcas e consumidores

Parte dos produtos que são entregues aos consumidores estão classificados como “próximos à validade”. Mas, diferente do que se pensa, essa troca não é um “descarte” e sim um retorno mais sustentável a produtos que ainda estão propícios para uso.

“A indústria de cosméticos tem regras internas muito específicas de que, por exemplo, um creme hidratante que está a 12 meses da data de vencimento, a empresa já não pode mais vendê-los. Então, eles jogam fora milhares de embalagens com produtos que ainda estão bons para uso”, explica Villela. “A Mimoo também aparece como uma solução de ESG para transformar esse potencial desperdício em valor para consumidores de baixa renda”, finaliza.

Vale destacar que esses produtos mais próximos da validade possuem algumas regras. Uma delas é que o prazo mínimo para a validade é de 90 dias, embora a maior parte dos produtos conte com pelo menos seis meses ou mais. Até então, o aplicativo da Mimoo já possui 93 mil usuários ativos, com mais de 200 mil downloads.


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