5G suprirá as necessidades que o 4G ainda não supriu para os consumidores?

Poderá o 5G suprir os problemas e expectativas que o 4G ainda não supriu na experiência dos clientes com a internet móvel? Veja o que dizem as principais operadoras do País

Foto: Pexels

O 5G traz consigo uma grande expectativa para os consumidores graças à alta velocidade, baixa latência e a possibilidade de ter um grande volume de devices conectados simultaneamente.

Cidades inteligentes, agronegócio, indústrias 4.0, ensino à distância e ainda conteúdos em realidade virtual, realidade aumentada e metaverso poderão encontrar no 5G um novo combustível para transformar a experiência de consumo em serviços e produtos digitais.

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Cenário brasileiro para o 5G

O prazo para início do 5G na faixa de 3,5 GHz nas capitais era 31 de julho de 2022. No entanto, no início de junho, a Anatel informou a postergação da ativação do 5G para o final de setembro. A medida, segundo a Anatel, foi necessária por conta da escassez de equipamentos para limpeza da faixa de 3,5 Ghz para evitar interferências no tráfego do sinal 5G com sinais de TV para antenas parabólicas que transitam nesse mesmo espaço.

Apesar de boa parte das operadoras já utilizarem e ofertarem serviços em 5G em algumas frequências já disponíveis, o mercado aguarda essa liberação do uso da frequência 3,5GHz por parte do GAISPI (Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência) para impulsionarem suas ofertas para a camada mais veloz da tecnologia.

O que dizem as principais operadoras do Brasil?

As principais operadoras do Brasil já estão envolvidas em ações para a chegada do 5G. A Vivo informa que já possui três blocos nacionais na frequência de 26 GHz, quatro blocos regionais na 2,3 GHz e dois blocos nacionais na 3,5 GHz. Diferentemente da 3,5 GHz (que aguarda liberação), a 2,3 GHz já está liberada e a Vivo informa que “está implantando essa frequência onde é possível”. A operadora informou também que “está pronta para ativar nas capitais caso haja viabilidade de liberação das radiofrequências”.

A Claro informa que em relação às frequências dedicadas ao 5G, a operadora já lançou o serviço nas cidades de São Paulo e Brasília na faixa de 2,3GHz, e que “está no aguardo da liberação do uso das demais faixas para que possam ser incluídas em seu portfólio”.

Na TIM, a operadora também já utiliza as frequências liberadas em 5G e que essa experiência “evoluirá significativamente com a chegada do 5G na frequência 3,5GHz”. Contudo, as ofertas da TIM não estão relacionadas a uma tecnologia específica, como o 5G, e sim à franquia de dados contratada e utilizada.

5G poderá superar as expectativas?

Para Marco Di Costanzo, Diretor de Redes, TIM Brasil, o usuário irá perceber melhorias substanciais em qualidade de vídeo chamadas, a experiência de jogos em dispositivos móveis e a transmissão de vídeos ao vivo e demais aplicações.

Contudo, a TIM ainda aguarda a realização de todas as etapas de liberação para uso comercial antes de divulgar informações sobre preços e pacotes de dados ao consumidor. “Queremos mostrar ao cliente que o 5G vai tornar sua vida melhor, provendo mais capacidade no pacote de dados e aplicativos que façam sentido no 5G. Ainda estamos trabalhando para entender o perfil do consumidor e as oportunidades, e não há, ainda, definição para subsídio e oferta de aparelhos”, comenta Di Costanzo.

Fábio Maeda, diretor de serviços digitais e inovação móvel da Claro, acredita que o 5G trará o potencial de melhorias em diversos segmentos do mercado. “Observando iniciativas testadas e/ou implementadas em outros países, conseguimos identificar cases de sucesso em áreas como medicina, educação, agronegócio, transporte, indústria games, entre outros”, comenta o diretor.

O que o consumidor pode esperar do 5G?

Sem dúvida há uma grande expectativa sobre como o 5G irá aprimorar a experiência de uso de uma gama de serviços. Se pegarmos como exemplo o 4G, no qual, com uma boa conexão você tem hoje velocidades entre 30 e 40Mbps, chegando a 100Mbps em uma conexão excelente. O 5G, por sua vez, poderá alcançar velocidades de 1 a 10Gbps. Ou seja, uma diferença de 10 vezes ou mais, em relação ao 4G.

Falando em latência (o tempo que leva para um sinal ou pacote de informação ser enviado) o 5G reduz esse tempo para percorrer a rede em até 10 vezes, saindo dos 50 a 70 milissegundos do 4G para uma ordem de 1 a 5 milissegundos.

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Cautela

Da mesma forma que o 4G permitiu ao consumidor aproveitar serviços relacionados ao impulso digital assistido em diversos setores nos últimos anos, as operadoras acreditam que com o 5G usado em sua melhor frequência, essas aplicações alcançarão um nível de qualidade de transmissão muito superior.

Certamente com o 5G existe uma janela de oportunidades para melhorias na experiência do consumidor com serviços e produtos, porém, é preciso ter cautela. Ainda é cedo para avaliarmos essa evolução. A usabilidade de todo o potencial dessa tecnologia, aliada ao suporte das operadoras e órgãos competentes, é quem dirá se o 5G suprirá as necessidades que o 4G ainda não supriu para os consumidores.

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