Seis benefícios do Pix para o e-commerce

Executivos do Grupo FCamara afirmam que praticidade e segurança da ferramenta auxiliam em sua popularização

Tempo de leitura: 4 minutos

25 de junho de 2022

Foto: Shutterstock

O Pix já é o segundo meio de pagamento mais usado no país, atrás apenas de cartões de crédito e de débito, e, segundo o Banco Central (BC), bateu recorde de transações na primeira sexta-feira de abril, devido ao Dia das Mães. Foram mais de 70 milhões de transferências realizadas em um único dia.

O sistema, instituído no final de 2020, promove inclusão financeira, graças à facilidade de uso e à gratuidade para pessoas físicas, sendo uma alternativa para grande parcela da população que não tem acesso a conta bancária e a cartões de crédito.

E segundo pesquisa feita pela Fiserv, é tido como o meio de pagamento mais confiável pelos brasileiros, à frente do dinheiro em espécie, código de barras, cartão com chip e outros métodos. Para os empreendedores do e-commerce, o Pix também traz uma série de benefícios.

“Além de ampliar o público, já que promove inclusão financeira, o Pix reduz custos operacionais, tem maior taxa de conversão e traz facilidades que se refletem em uma experiência de compra positiva para o cliente. Tudo isso implica em mais resultados com vendas e fidelização”, avalia Eric Vieira, head de e-commerce do Grupo FCamara.

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Os pontos fortes do Pix

Pensando em tudo isso, o especialista lista os seis principais benefícios do Pix para as lojas virtuais:

1. Redução de custos

As transações com Pix requerem poucos intermediários. O vendedor e o consumidor são integrados diretamente pelo Banco Central, ou seja, há menos complexidade no processo e os custos operacionais são reduzidos quando comparados aos custos envolvidos nas transações com cartões de crédito e débito.

2. Maior taxa de conversão

Pagamentos com boletos bancários não são realizados em 50% das vezes, de acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Além disso, os boletos podem demorar até três dias úteis para serem compensados. O pagamento via Pix é confirmado imediatamente e não há risco de inadimplência.

3. Disponibilidade

Diferentemente dos pagamentos feitos via cartão de crédito, débito e boletos, os comerciantes e lojistas recebem o pagamento pela venda feita via Pix no momento da transação.

4. Segurança ao vender

As informações compartilhadas entre vendedor e cliente nas transações virtuais via Pix são mínimas e estão protegidas pelos protocolos de segurança estabelecidos pelo Banco Central. Criptografia de ponta e sistemas de autenticação evitam fraudes e prejuízos.

5. Checkout ágil

A finalização das compras nas lojas virtuais também se torna mais rápida e essa agilidade faz diferença na experiência do consumidor. O Pix agiliza esse processo, com QR Code ou chave copia e cola, e o cliente paga pelo produto com rapidez e facilidade.

6. Competitividade

Por fim, o resultado de todos os benefícios citados anteriormente é uma maior competitividade para o e-commerce, graças à redução de custos e uma maior conversão de vendas.

Com o Pix, as chances dos pequenos e médios empreendimentos deslancharem são maiores, pois passam a ter mais acessos, ampliam seu público potencial e, consequentemente, vendem mais.

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CX e estratégias de encantamento

Felipe Correia, head solution finance – OpenX & Fin Services do Grupo FCamara, pontua que existe uma movimentação no mercado de e-commerce justamente para incentivar a utilização do método de pagamento Pix no checkout.

Uma dessas movimentações é oferecer um benefício, seja um desconto, efetivação imediata ou envio mais rápido do produto, para que, com algumas vantagens, o cliente possa se motivar a efetuar os seus pagamentos com o método Pix.

Em algumas pesquisas realizadas pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), os meios de pagamentos digitais ganharam força durante os últimos anos. As modalidades de pagamento mais utilizadas pelos brasileiros são: dinheiro (71%), Pix (70%), cartão de débito (66%) e cartão de crédito (57%).

“Sabendo da necessidade de oferecer uma experiência com maior comodidade e facilidade para o consumidor, as empresas precisam adaptar questões burocráticas e financeiras em suas iniciativas. A hiper-personalização ganha tração por criar produtos e serviços bastante específicos para perfis também específicos de pessoas”, explica o executivo.

Tornando o atendimento ao cliente mais humanizado e permitindo a geolocalização, maior segmentação e recompensas mais assertivas por meio de soluções, como o Pix, complementam as possibilidades de jornada mais atrativas para os clientes como por exemplo em modelos de fidelização (cashback) levando em consideração que 80% dos consumidores que não encontraram o meio de pagamento que queriam deixaram de concluir um pedido.

“Nos últimos anos, novos hábitos de consumo têm provocado uma transformação nos meios de pagamento. Impulsionado pela inovação digital, vemos um novo consumidor que demanda melhores experiências, de forma integrada, sem fricções e com maior segurança”, reforça Felipe Correia.

“A economia como um todo está migrando para o ambiente digital, obviamente, desta forma, os pagamentos precisam acompanhar porque eles são basicamente a liquidação financeira das transações econômicas”, relembra.

No Brasil, de janeiro a outubro de 2021, a redução de dinheiro em espécie em circulação foi de R$40 bilhões. Uma queda de 10,5% em relação ao ano anterior. Alternativas como as carteiras eletrônicas e o Pix são importantes para atender as demandas do público. Além da possibilidade de escolher a modalidade que for mais conveniente no momento, algumas pessoas consideram essas soluções mais seguras que a moeda em espécie.

Tendências para o futuro

Para o profissional do Grupo FCamara, com a chegada do open finance, há uma nova forma de iniciação de pagamento Pix que, em resumo, tornará possível fazer um Pix sem precisar acessar o aplicativo do banco.

Leia mais: Pagamentos via PicPay e Pix serão aceitos em um único QR Code

Hoje, são necessárias, em média, sete etapas para que um usuário conclua um pagamento via Pix para um e-commerce. São ações que ele faz entre sair do app da loja, entrar no app do banco, copiar e colar o QR Code, etc.

Nesse cenário que o iniciador de pagamentos entrará, com a promessa de facilitar ainda mais as transações, a ideia é que sejam necessárias apenas três etapas para finalizar a transação. Colhendo somente o consentimento da transação, esta ferramenta evita que o consumidor seja interrompido durante a sua compra.

“São serviços financeiros como esse que irão facilitar a jornada, principalmente no e-commerce, já que a proposta é que o usuário seja direcionado para a tela de autenticação no app do seu banco, ganhando mais agilidade e uma experiência do cliente fluida e com menos etapas”, finaliza Felipe Correia.

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