50 anos de Atari Jogos: do console ao cassino de criptomoedas

Entenda como a empresa atravessou a história do videogame e ainda gera renda baseada na nostalgia

Tempo de leitura: 3 minutos

27 de junho de 2022

Foto: Shutterstock

Em 1972, uma empresa chegava no mercado com uma revolução inovadora: transformar a forma como os jogos eram consumidos. A Atari Jogos foi pioneira na invenção de maquinário e experiências que, à época, eram a tradução do futuro. E se hoje a maior parte dos gamers se divertem com os jogos de console — e até mesmo de computador —, isso significa que a Atari foi um grande ponto de partida.

Há quem diga que foi ela a responsável pela criação do videogame, mas isso não é verdade: o pai dos jogos digitais foi Ralph Baer, que lançou, em 1969, o console Magnavox Odyssey. No entanto, sem dúvidas foi a Atari Jogos a responsável pela popularização desses games, bem como a criação de outros jogos icônicos, como Pong, Pitfall e Space Invadors.

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Mesmo que inovadora e pioneira, a Atari não teve tanto tempo de vivência no mercado — ainda que seus consoles tenham ficado famosos em todo o mundo, com vendas até o início dos anos 1990. Em 1 de julho de 1984, 12 anos após seu lançamento, a empresa encerrou suas atividades e foi transformada em outras duas, após aquisição, alguns anos antes, pela Warner Communications: a Atari Jogos, que hoje é a atual NetherRealm Studios e a Atari Corporation Games, comprada pela Infogrames Entertainment S.A., tornando-se Atari S.A.

Desde então, ainda que tenha passado por inúmeros percalços, a empresa ainda segue relevante e, atualmente, entrou para o ramo das criptomoedas, com a Atari Token, que opera na rede Etherum.

Um vislumbre da permanência dos negócios ao longo do tempo

Atari lançou uma série de consoles, sendo o Atari 2600 o mais popular e Pong um dos jogos mais aclamados. Mas a empresa, pouca gente sabe, não começou direto com o tênis de mesa eletrônico, e sim com a construção do arcade Computer Space, no qual o jogador tinha um foguete para lutar contra duas naves espaciais.

Mas mesmo com toda a história de glória e prestígio, até mesmo a Atari Jogos passou por “poucas e boas” em seu processo de ascensão. Um deles foi o prejuízo de 100 milhões de dólares, em 1982 — um dos caminhos que levou à empresa a falência em 1984, após a “crash dos videogames”, em 1983 —, consequência do “pior jogo do mundo”: o E.T. the Extra-Terrestrial, um fracasso de vendas.

Leia mais: Jogar videogame é tão bom quanto ter uma aula de storytelling

A repercussão foi tão grande que a própria Atari teve que retirar os cartuchos das lojas, dada a quantidade absurda de pedidos de reembolso. Visando não piorar ainda mais a imagem da empresa, os cartuchos foram descartados (e enterrados) no deserto de Alamogordo, no Novo México (EUA).

Evidentemente, mesmo depois da crise e do dissolvimento da empresa em outras duas, a Atari Jogos ainda seguiu com relevância do mercado, muito pelo fator histórico de sucesso nos anos 1980. E ainda hoje, ela segue no mundo tecnológico com nítidos passos em direção às criptomoedas.

Atari Jogos: vivendo com base na nostalgia

atari token

Foto: Reprodução Atari Token

Hoje, boa parte do tráfego e sucesso da Atari Jogos é resultado da nostalgia. Em 2022, a empresa entrou com força no mercado de NFTs e, em parceria com a Republic Realm, lançou loot boxes, que continham 10 tipos de “GFTs” — Gifts Fungible Tokens, em alusão a presentes —, com NFTs descobertos somente após a venda.

Conheça o Mundo do CX

A empresa também tem corrido para adentrar de vez no mercado de criptoativos, com a criação da Atari Token no segundo semestre de 2021. No mesmo ano, a Atari também anunciou a criação de um cassino de criptmoedas, com temática de jogos retrô, mas cancelou os planos antes do início deste ano.


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