A era da plataforma de aúdio: como conquistar as gerações adeptas do streaming?

O aumento no número de assinantes das plataformas e o consumo de produtos diversos de áudio abre espaço para as marcas investirem em novos tipos de conteúdo

Tempo de leitura: 4 minutos

30 de junho de 2022

Estamos na área do streaming de áudio: como as marcas podem aproveitar para engajar mais gerações?

Músicas, podcasts e até audiolivros: hoje, basta ter um aplicativo no celular ou no computador para ter acesso fácil a esses conteúdos, geralmente por um preço relativamente baixo. Não é à toa que o número de pessoas que utilizam o serviço de streaming de áudio cresceu significativamente no mundo nos últimos anos.

Nos Estados Unidos, por exemplo, dois terços da população acima de 12 anos escuta áudio digital pelo menos uma vez por semana. Segundo uma pesquisa da eMarketer, em 2022 houve um aumento de 5 pontos percentuais em relação a 2021. Se compararmos com a década passada, esse crescimento foi de 38 pontos percentuais.

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O streaming de áudio no Brasil

Já no Brasil, mais da metade (50,4%) das pessoas com acesso à internet escutam música em serviços de streaming de áudio toda semana, segundo o relatório Digital 2022 Brasil, do Hootsuite. Os dados são relativos aos usuários com idades entre 16 e 64 anos. Entre eles, 37% ouvem podcasts e 13,4% escutam audiobooks.

Diariamente, em média, os brasileiros passam 10h19min usando a internet. São 2 horas e 3 minutos ouvindo música nos serviços de streaming e 1h06min ouvindo podcasts. No primeiro semestre de 2021, já eram mais de 60 milhões de usuários nos streamings de áudio, contando as contas pagas e gratuitas, de acordo com dados da Associação Brasileira de Música Independente. É um aumento de 7% em relação ao mesmo período de 2020.

Plataformas de streaming mais usadas no mundo

O Spotify é a plataforma de streaming de áudio campeã de usuários no mundo, segundo uma pesquisa da MIDiA Research realizada em 2021. Ele concentra cerca de 31% dos 523,9 milhões de usuários. Em segundo lugar está a Apple Music, com 15% dos assinantes, e em terceiro o Amazon Music, com 13% do público.

O Tencent Music vem em quarto lugar com 13% dos usuários, seguido pelo YouTube Music, que concentra 8% dos ouvintes. Logo depois vêm NetEase (6%), Deezer (2%), Yandex (2%) e outros (10%).

Apesar de estar em quinto lugar no ranking mundial, foi o YouTube Music quem teve o resultado mais expressivo entre 2020 e 2021, crescendo em 50% o número de usuários. Segundo o relatório da MIDiA Research, essa é a plataforma preferida entre a Geração Z e os Millennials mais jovens.

Foi o YouTube Music, aliás, a plataforma escolhida pelo médico Pedro Camargo, de 38 anos. “Escolhi por uma questão coletiva, a gente fez uma assinatura familiar e acabou compensando. Gosto bastante das playlists que são sugeridas, geralmente a partir dos estilos que ouço. A interface é fácil, gosto do buscador e acho bem prático e rápido, não gosto de perder tempo para selecionar e montar o que eu quero ouvir”, conta. O celular é o principal dispositivo usado pelo médico para ouvir streaming. “Ouço geralmente quando dirijo. Quando vou ao trabalho, viajar, passear, em vez de ligar o rádio eu prefiro o streaming”, complementa.

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O que os jovens andam ouvindo?

Muito mais do que deixar o caminho mais divertido, o streaming de áudio vem ajudando os Millennials (nascidos entre 1981 e 1995) a relaxarem. O relatório Culture Next 2021, do Spotify, mostrou que 87% dessa geração no Brasil veem o áudio como um recurso de saúde mental. O bem-estar também é o objetivo entre a Geração Z: 80% afirmam que se sentem mais centrados e mais felizes ao ouvir suas músicas preferidas diariamente.

Essa preocupação com a saúde mental fica clara nos dados do relatório: a categoria de saúde mental cresceu no primeiro trimestre de 2021 em comparação ao mesmo período de 2021. Entre a Geração Z, esse salto foi de 370% e, entre os Millennials, de 381%. A categoria espiritualidade também apresentou um aumento de 137% e 162%.

Os criadores de podcasts, inclusive, vêm conquistando autoridade entre esses públicos: 34% dos ouvintes disseram que confiam mais em podcasts do que em meios de comunicação tradicionais, como televisão, jornais e rádios. Isso porque a voz natural dos locutores, somada ao estilo de conversa, torna o podcast um produto com maior proximidade com o usuário.

Leia mais: Entender a Geração Z também é saber que um a cada três deles não conhecem os Beatles

O que esses dados significam para as marcas?

A produção de conteúdo já é uma estratégia consolidada para aproximar as marcas de seus públicos e fazer com que elas ganhem credibilidade, autoridade e visibilidade. E apostar em novos formatos é um meio de conquistar ainda mais espaço e diferentes públicos.

Nos últimos dois anos, diversas marcas lançaram podcasts próprios em plataformas de streaming de áudio. A Tetra Pak é um exemplo, com o podcast Caixas de Ideias, uma extensão do blog de mesmo nome e dedicado ao público da indústria e do comércio, trazendo tendências do mercado consumidor.

Leia mais: Spotify como plataforma de engajamento para a Suvinil

Mas não é só produzindo podcasts que as marcas podem aproveitar a onda do áudio digital. No relatório Culture Next, o Spotify dá algumas dicas para conquistar Millennials e Geração Z que já incorporaram o áudio em suas rotinas. Confira!

Aposte em novos influenciadores

Há quem seja muito mais conhecido pela voz nos podcasts do que pelas fotos nas redes sociais. Conheça esses novos influenciadores e aposte em parcerias para que a marca fique conhecida por meio desses podcasts.

Associe seu produto a uma playlist

É uma estratégia simples mas que pode fazer o produto ficar na mente dos ouvintes. O Culture Next 2021 traz como case a Vanish, que criou playlists para situações em que o ouvinte poderia sujar as roupas – cozinhar e praticar esportes, por exemplo.

Entregue o que os ouvintes curtem

Em 2021, os Millennials ouviram 45% a mais de hits dos anos 80 e 13% a mais de baladas dos anos 70 em relação a 2020. Apostar no contexto nostálgico, portanto, pode ajudar na comunicação com esse público. Mas é necessário prestar atenção às tendências, que podem ser diferentes de ano para ano, e também ao público que deve ser atingido.

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