Comunicação e consumo: a necessidade de conexões fortes e verdadeiras

Antonio Fadiga, Sócio e CEO, da Artplan, fala sobre os caminhos na construção de uma comunicação relevante entre marcas e consumidores; confira na entrevista exclusiva

Tempo de leitura: 4 minutos

1 de julho de 2022

Foto:Pexels

Conhecer melhor consumidores e a forma como consomem informação hoje é fundamental para marcas estabelecerem uma comunicação (e conexão) ativa e relevante com seu público-alvo e mapear suas preferências e abrir novas frentes de negócios.

Para uma agência de comunicação, os desafios em comunicar valor de marca rumo a construção e atuação nesse mercado hoje são múltiplos, assim como os canais e narrativas para impactar o relacionamento entre consumidores e marcas.

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Para aprofundar essa análise, fomos ao encontro de Antonio Fadiga, Sócio e CEO da Artplan, uma das mais respeitadas agências de comunicação do Brasil, para uma conversa sobre consumo, informação e novos caminhos no relacionamento entre marcas e consumidores.

Comunicação e consumo ganhando novos contornos

Para Fadiga, o grande diferencial quando pensamos em consumo da informação, é que agora os canais são integrados, mas sempre com enfoque nos ambientes digitais. “É a velha e boa segunda tela se multiplicando”, resume o executivo.

Segundo Fadiga, o mercado também teve que passar por uma mudança rápida para atender ao surgimento de novas necessidades, hábitos, comportamento e formas diferenciadas de se relacionar, sem, é claro, perder o seu principal foco: o consumidor. “Ele deve estar no centro das nossas decisões e dos nossos negócios, não apenas no terreno do discurso, mas da prática efetiva”, pontua Fadiga.

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Nesse caminho, o executivo aponta para a força da digitalização, das redes sociais e de todo esse novo entendimento de micromomentos e de personalização massiva se tornaram grandes influências para o consumo atual. Confira os detalhes na entrevista a seguir:

CM: Qual o perfil atual dos consumidores de comunicação hoje?

AF – Sem dúvida nenhuma, o consumidor é um só, ele não é nem digital nem offline. É os dois, de acordo com seu momento e jornada. Estamos, a todo momento, conectados. Temos um leque de informações à nossa disposição, a um simples toque de nossas mãos. Mesmo utilizando os aparelhos tradicionais, como as TVs e os veículos impressos, estamos sendo convidados a interagir ou complementar o consumo daquela comunicação nas mídias digitais. O QR Code que direciona para um local que possibilita a leitura de uma matéria completa ou que nos leva a baixarmos um aplicativo que oferece descontos ou detalha alguma iniciativa é um exemplo de como os canais são integrados, mas sempre com enfoque nos ambientes digitais. É a velha e boa segunda tela se multiplicando.

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CM: Como esse entendimento pode auxiliar no desenvolvimento da experiência com marcas?

AF – Esse entendimento sobre o que consomem e onde consomem é fundamental. A partir disso, conseguimos elaborar a jornada do consumidor. E, quando analisamos os impactos da pandemia para o consumo, olhamos com mais cuidado para os sinais da audiência.

Tivemos que passar por uma mudança rápida para atender ao surgimento de novas necessidades, hábitos, comportamento e formas diferenciadas de se relacionar com as marcas. Nesse meio tempo, o consumidor amadureceu muito as suas relações digitais, justamente por conta do isolamento e da comodidade que precisavam recorrer. Outro ponto que não podemos deixar de considerar – e de buscar melhorar sempre – é o entendimento de que o consumidor deve estar no centro das nossas decisões e dos nossos negócios, não apenas no terreno do discurso, mas da prática efetiva.

CM: Como mapeá-los e identificar seus anseios e necessidades?

AF – Conseguimos capturar os sinais da audiência por meio dos dados. Eles são nossos aliados tanto na conquista de novos clientes, quanto na manutenção da nossa base atual de consumidores. Além de nos esforçarmos para ampliar a nossa presença no mercado, precisamos cuidar dos nossos atuais clientes para garantirmos fidelidade, recorrência e consumo ativo.

consumo de informação

Antonio Fadiga, Sócio e CEO da Artplan. (Foto: Deco Cury).

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CM: Qual a importância das redes sociais para o consumo hoje?

AF – As redes sociais se tornaram uma das grandes influências para o consumo atual. Elas potencializam as vendas e são um importante agente na jornada de compra, tendo um papel relevante na concretização do conceito omnichannel e na etapa de consideração das marcas, quando as pessoas fazem pesquisa sobre determinado produto ou serviço e consultam as avaliações de outros usuários, por exemplo.

É por isso que as marcas têm incluído em suas estratégias a contratação de influenciadores, com o objetivo de atingirem diferentes públicos e expandir a potência de suas ações, fazendo bom uso do engajamento que estes profissionais geram. Assim, as empresas conseguem se aproximar ainda mais de seus públicos, impulsionar a identificação de seus produtos ou serviços e fortalecer os laços com aqueles consumidores que já têm relacionamento.

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CM: Nesse ponto, dados digitais são hoje o principal impulsionador das iniciativas em comunicação para o consumo?

AF – Com certeza. É muito claro que o uso dos dados vai afetar os negócios, e o reflexo dos bons resultados virá à medida em que conseguirem estabelecer uma proximidade com a sua audiência. Muito além da coleta dos dados, agora é necessário que se leve em conta a utilização de tecnologias, o impulsionamento de ferramentas envolvendo Inteligência Artificial e o respeito na análise do que toda essa base nos mostra.

CM: Quais os desafios para uma educação sobre consumo no Brasil?

AF – Podemos pontuar o consumo consciente – pois vemos, cada vez mais, uma demanda quanto ao tom de voz, posicionamento e papel claros das marcas, que devem adotar um olhar diverso e inclusivo – e a necessidade de conexões fortes e verdadeiras das empresas com os consumidores, para que possam, de fato, fidelizar seus clientes.

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