Geração Z, Millennials e a queda do Facebook

Gen Z e Millennials impulsionam queda do Facebook; veja as previsões para o mercado dos EUA e a inversão da lógica em redes sociais no mercado brasileiro

Tempo de leitura: 3 minutos

11 de julho de 2022

Foto: Pexels

O Facebook está se tornando uma rede social menos relevante para as novas gerações. A previsão mais recente da Insider Intelligence sobre o Facebook, mostra que sua base mensal de usuários nos EUA está caindo.

Após um pico de 179,7 milhões no ano passado, a rede social que já virou filme de Hollywood perderá 2,1 milhões de usuários até o final de 2024. No entanto, segundo a consultoria, sua base permanecerá estável em 177,6 milhões até 2026.

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Geração Z e Millennials estão deixando de usar o Facebook

Para analistas, o declínio do Facebook está ligado aos novos públicos (Geração Z e Millennials), novas preferências e novos comportamentos.

Somente este ano 1,6 milhão de jovens nos EUA vão parar de usar o Facebook. O número de usuários Millennials também cairá em 2,1%, marcando a primeira perda desse público para o Facebook.

TikTok cresce em receita de anúncios

Se por um lado o Facebook assiste uma perda considerável em sua audiência, a rede social, TikTok segue em crescimento. De acordo com outro relatório da Insider Intelligence, as receitas de anúncios do TikTok em todo o mundo subirão 200,0% este ano.

A rede de vídeos curtos, abocanhará cerca de US$ 11,64 bilhões em 2022, superando as receitas em anúncios do Twitter, Snapchat e Pinterest.

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Experiência do cliente: inversão de lógicas,
redes sociais e mercados

Se com as redes sociais seus criadores certamente apostavam no boom dessas plataformas digitais com diversos públicos, possivelmente eles não previam que a experiência do usuário com esses canais inverteria sua lógica e transformaria seu uso ao longo do tempo.

O WhatsApp, por exemplo, capitaneou uma mudança jamais vista nas relações entre empresas e consumidores. Hoje, toda e qualquer marca utiliza essa plataforma como meio transacional com seus clientes, seja para o atendimento ou oferta de produtos e serviços. O WhatsApp, se tornou em menos de 10 anos, o que muitos SACs se quer conseguiram fazer em décadas. Assim como o Twitter, que hoje se tornou não só uma plataforma de compartilhamento de notícias, mas, o principal “termômetro” e canal de contato para as marcas. É no Twitter que consumidores expõem suas insatisfações e são atendidos prontamente hoje.

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Já o YouTube se tornou a TV de uma geração. A liberdade de assistir aquilo que você quer, quando quer, comentar e interagir com a audiência durante uma transmissão é tudo o que os jovens buscavam quando se sentavam ao sofá para assistirem TV à cabo. Como plataforma para marcas, ter um canal no YouTube é poder comunicar um serviço ou produto em detalhes e utilizar todo o potencial do audiovisual nesse engajamento.

O Instagram, que a princípio era para o sistema operacional IOs e amantes da fotografia digital, ampliou seu público com a compatibilidade para Android e se tornou não apenas uma rede social de fotos bonitas, mas uma poderosa vitrine para as marcas. O Instagram é hoje o principal veículo de marketing digital de qualquer marca e uma ferramenta valiosa de engajamento nas redes sociais. Para o e-commerce, o Instagram se tornou sua maior e primeira vitrine.

O TikTok, assim como o Instagram, vem crescendo cada vez mais como uma plataforma de marketing e engajamento para as marcas. Por outro lado, o caráter instantâneo, natural e descontraído na produção de conteúdos em vídeos requer no TikTok muito cuidado e muita criatividade das marcas. No entanto, essa rede social tem se tornado o veículo principal das novas gerações e ampliado seu público dia após dia. No meio musical muitos artistas, por exemplo, já admitem que uma “dancinha” para um clipe é tão importante para a disseminação e popularidade da música hoje (via TikTok) do que a própria música em si.

Enfim, negar que toda essa experiência com as redes sociais subverteram a lógica dessas plataformas é fechar os olhos para o poder da experiência digital e da experimentação no mercado de consumo – sobretudo no Brasil. Mais do que diversão, redes sociais se tornaram uma ferramenta de experiência de massa indispensável para marcas dentro do mercado brasileiro. As marcas que queiram se relacionar com essa e com as futuras gerações de consumidores precisam acompanhar essa evolução.

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