Por que a Amazon ainda se sai bem no Prime Day?

A gigante varejista vendeu principalmente livros, Kindle e Echo Dots (Alexa) no último Prime Day

Tempo de leitura: 3 minutos

15 de julho de 2022

Foto: Pexels

Ano após ano, as estratégias de venda da Amazon são estudadas ao máximo para entender qual é essa tal fórmula do sucesso que gera tanto faturamento à empresa. Evidentemente, essa fórmula não é produzida por um único composto — mas é de se admirar o quanto o Amazon Prime Day (dia de ofertas exclusivas para assinantes) costuma ir bem.

 

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Neste ano, o evento ocorreu nos dias 12 e 13 de julho e contou também com ofertas antecipadas. A grande jogada, no entanto, foi de comunicação com o cliente: algo que começa no e-mail e nos próprios anúncios da marca, com ofertas personalizadas e exclusivas.

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Por que o Prime Day vende tanto?

Um ponto de destaque a ser compreendido é que a repercussão do Prime Day ultrapassa o esforço da empresa e a divulgação das promoções acaba caindo na boca do público.

De acordo com um levantamento da Buzzmonitor, entre os dias 07 e 14 de julho, 74.918 posts divididos entre 34.187 usuários mencionaram os termos AmazonPrimeDay, PrimeDay ou Prime Day 2022. Ou seja, boa parte da divulgação foi feita pelos próprios consumidores em suas redes sociais — no Twitter, sobretudo, uma série de “threads” rodaram a timeline com links de ofertas.

Este ano, o volume de menções superou a quantidade de posts de 2021 em 295%. E essa divulgação orgânica traz uma nova dimensão às vendas da varejista, que conta não apenas com toda a equipe de marketing para divulgação, como também com os próprios usuários, que delegam, dessa forma, uma visão muito mais transparente e confiável sobre as ofertas.

Na escolha dos influenciadores para divulgação do evento, que foram vários, a Amazon também investiu forte em diversidade — outro ponto que chamou ainda mais usuários para a plataforma da varejista. Os posts com maior índice de engajamento foram um vídeo do Luba TV e uma foto da Maju Araújo, dois produtores de conteúdo que fazem parte da sigla LGBTQIAP+.

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A maior parte das compras foi para livros, Kindle e Alexa

Além das estratégias de conversão para a data, um outro destaque do Amazon Prime Day foi o comportamento do brasileiro em relação aos itens mais buscados para a data. Posto que a varejista apresenta não apenas a facilidade da compra “a um clique”, mas também a possibilidade de fazer várias compras em diferentes lojas e parcelá-las todas de uma vez em uma única forma de pagamento, preferencialmente cartão de crédito,  e sem taxa de frete — afinal, a assinatura da Amazon Prime garante justamente essa vantagem —, é de se entender que o usuário queira aproveitar esse momento de ofertas.

E, uma vez que o Prime Day é exclusivo para assinantes, tudo fica ainda mais interessante para o consumidor. Mas se engana quem acredita que o comportamento do consumidor foi mais voltado para a compra de eletrônicos em geral e produtos de informática. Quem realmente se sobressaiu foram os livros.

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Como mostra o estudo da Buzzmonitor, alguns dias antes da data, as intenções de compra eram majoritariamente compostas por livros (58,53%) e 3,32% queriam comprar um Kindle. E as cidades de Recife, Brasília e Fortaleza foram as que mais apresentaram essa preferência. E vale ressaltar que a intenção foi produtiva: os itens mais comprados foram livros (23,01%), Echo Dots (Alexa) (1,56%) e Kindles (1,12%).


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