Segmentação de público por geração pode não ser a melhor estratégia

A segmentação por idade com dados digitais em ações de mídia online muitas vezes é o caminho mais fácil; no entanto, ela passou a ser um atalho mais capcioso do que se imagina

Tempo de leitura: 3 minutos

19 de julho de 2022

Foto: Pexels

Direcionar ações de marca por idade aos consumidores sempre foi um dos caminhos mais usados pelos profissionais de marketing com auxílio dos dados digitais.

A captura e uso da análise de dados nesse caso, aponta para qual geração sua marca deve direcionar esforços para engajá-los. Entretanto, com o avanço das redes sociais, do comportamento do consumidor e da diversidade de público nas mídias sociais, esse modelo torna-se mais complexo a cada dia.

Públicos se mesclam e muitas vezes nem a própria rede social acompanha essa evolução com a mesma velocidade.

Determinadas gerações são mais propensas ao uso e interação com marcas em uma determinada rede social. Fato, mas nem tanto. Com o tempo, os públicos acabam se mesclando e muitas vezes nem a própria rede social se quer acompanha essa evolução com a mesma velocidade. Ou seja, muitas vezes a segmentação por idade em ações de mídia online passa a ser um atalho mais capcioso do que se imagina.

Recentemente a Kantar divulgou um estudo interessante “Beyond Age”, onde explorou alguns aspectos sobre segmentação de marketing baseada na idade. Em resumo, o estudo aponta que a idade pode parecer um bom diferencial em ações, mas um exame mais aprofundado revela que ela pode ser apenas uma das camadas dessa compreensão para ações em mídias sociais.

Leia mais: Consumidores da geração Alpha ditam novo ritmo para as marcas

Por exemplo, um terço dos Baby Boomers britânicos usam mais as mídias sociais diariamente do que os mais jovens. Jovens de 16 a 24 anos na África do Sul são 51% mais propensos do que a média global em concordar com a frase “Eu gosto de correr riscos”. Enquanto isso, jovens de 16 a 24 anos no Japão são 37% menos propensos do que a média nesta faixa etária a concordar com tal afirmação.

Evidente que diferenças sociais, econômicas, culturais e outros aspectos contribuem para essa e outras constatações. O ponto é: a captura de dados por idade indica um dos muitos recortes para uma análise comportamental e de consumo em mídias sociais.

Para ações de marketing nessas plataformas a segmentação baseada na idade pode ser uma maneira simples e eficaz de atingir o consumidor, mas sempre será uma ferramenta contundente.

Novas réguas de análise geracionais podem traduzir uma experiência com marca muito mais significativa para o consumidor. 

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O desafio por novos atributos geracionais em dados digitais

É importante que os profissionais de marketing testem se a idade é mesmo o meio mais apropriado para um direcionamento eficaz na relação entre clientes e marcas. Com a pluralidade, mescla e a velocidade com que esses usuários hoje exploram essas plataformas é natural que haja alternativas mais eficientes de engajamento.

Buscar esses novos atributos geracionais para se comunicar com esse novo consumidor pode ser uma tarefa muito mais árdua para profissionais de marketing do que simplesmente a definição do público por idade.

No entanto, novas réguas de análise geracionais podem traduzir uma experiência com marca muito mais significativa para o consumidor. E nesse caso muitas vezes a idade não importa.

Independentemente da idade o consumidor não abre mão da experiência. 

É claro que isso é muito mais complexo do que se imagina, porém, pensar o transacional entre marcas e públicos hoje apenas pelo viés etário é subjugar o próprio consumidor e colocar a sua marca dentro de uma caixa.

Por fim, o desafio maior em dados digitais sempre será a sua execução. Mas acredite, ao atingir o consumidor por outros elementos que não apenas o geracional você não só estará apenas alcançando o público certo, mas também engajando-o de maneira mais eficaz. Independentemente da idade o consumidor não abre mão da experiência.

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