Tendências das healthtechs: o que o universo da telemedicina promete para os próximos anos?

Além da realidade virtual e do atendimento digital, mercado de healthtechs deve consolidar tendências como prescrição de receitas digitais e robôs cirurgiões na telemedicina

Tempo de leitura: 3 minutos

28 de julho de 2022

Foto: Pexels

Desde o início da pandemia causada pela covid-19 e o fortalecimento do mercado de healthtechs, a telemedicina vem ganhando espaço dentro do setor da saúde e propondo alternativas que integram diferentes ferramentas inovadoras para auxiliar nos processos de prevenção e tratamento de doenças.

Da realidade virtual ao uso de softwares para a análise de dados dos pacientes, muitos recursos tecnológicos têm sido inseridos no universo hospitalar e clínico para facilitar a realização de determinados procedimentos médicos e testar novos modelos de operação que reúnam qualidade, efetividade e acessibilidade.

“Como consequência da Covid longa, isolamento social e Burnout somadas à pressão sobre redução de custos nos serviços de saúde, a palavra de ordem mais atual é eficiência. As mais recentes tendências em tecnologias e modelos de negócio têm migrado do hype para o custo-efetivo, tentando alcançar a necessária escala de serviços, com qualidade e baixo preço”, comenta Fabiana Almeida, fundadora e CEO da Techbalance, healthtech desenvolvedora de soluções para a prevenção, cuidado e acompanhamento de risco de quedas e lesões.

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Novos modelos de negócio e exigência dos pacientes eleva uso de tecnologia na medicina

Ainda segundo a CEO da Techbalance, a inserção de tecnologia no ambiente sanitário pode ser justificada por duas razões: a busca por novos modelos de negócio e o crescimento da exigência dos pacientes nestes últimos anos: “o mercado está carente de modelos de negócio que de fato resolvam o acesso e a escala. Ao mesmo tempo, as pessoas estão mais seletivas sobre como aplicar seu tempo, dinheiro e energia.

Muitas delas, inclusive, estão sofrendo pelas consequências tardias da Covid longa”, argumenta Almeida, que completa: “esgotamento ligado às extensas jornadas de trabalho, sedentarismo pelo isolamento social, depressão, dores e falta de motivação para os exercícios e lazer, têm sido recorrentes e generalizados nas consultas clínicas, dos jovens aos idosos. Por isso, as tecnologias, apesar de muito questionadas do ponto de vista financeiro, ainda configuram a melhor opção para todo o processo de atendimento ao cliente”, pontua.

Leia mais: Saúde do corpo e mente x saúde dos dados: os impactos da telemedicina

Nesse sentido, Cassia Buratto, CEO e fundadora da Buratto Consultórios e Teleconsultórios, explica que as principais tendências da telemedicina que estão por vir perpassam por diferentes ferramentas digitais que ofereçam suporte aos médicos e pacientes: “as próximas tendências estão na velocidade de interação, acesso a sinais vitais e exames em realidade 3 D em tempo real, com a chegada do 5G, que será, por sua vez, um grande passo para acompanhamentos mais assertivos e dinâmicos com o paciente”, argumenta.

Ainda com relação aos avanços da telemedicina no Brasil, Almeida explica o que têm sido feito na Techbalance para atender a demanda do mercado médico de forma personalizada e sem perder a qualidade: “nós estamos aproveitando o espaço do mercado para auxiliar na abordagem wellness e na eficiência da fisioterapia preventiva, atuando na predição diagnóstica digital e planos de cuidado automatizados, além de apoiar as equipes clínicas por meio da telefisioterapia e da gestão de desfechos clínicos”, argumenta.

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Telemedicina no metaverso e outras novidades

Referente ao metaverso, um dos assuntos em alta no momento, a fundadora da Techbalance comenta que a telemedicina pode ter muitos ganhos com a fusão dos ambientes on e offline: “a telemedicina no metaverso tende a auxiliar na aproximação entre médico e paciente, aumentando não só a acessibilidade, como também a velocidade de interação entre ambas as partes. Ademais, com a fusão entre estas áreas, é possível levar mais informação para o público-alvo, auxiliando na prevenção e no diagnóstico precoce de doenças”, finaliza.

Vale lembrar que há ainda uma série de novidades no ramo da telemedicina. Para te deixar por dentro do assunto, a Consumidor Moderno listou alguns dos principais processos de digitalização que devem fazer parte dos atendimentos médicos daqui em diante. Confira!

1. Atendimento digital

O surgimento de softwares e aplicativos digitais que possibilitam o atendimento médico online e o monitoramento – em tempo real – da saúde dos pacientes já é realidade! Muitas empresas especializadas na área estão desenvolvendo soluções que garantem a aproximação entre pacientes e médicos de maneira personalizada e totalmente à distância.

2. Prescrição de receitas digitais

Com o objetivo de aumentar a segurança dos prontuários e receitas médicas e evitar possíveis fraudes, muitos médicos têm optado pela prescrição de documentos de maneira digital, o que facilita o acesso dos pacientes, pois permitem encaminhar os pedidos por meio de diferentes plataformas online, como WhatsApp, e-mail ou SMS, evitando que os mesmos tenham que sair de casa, em caso de doenças contaminosas ou/e debilitações.
Aqui, convém ressaltar que as receitas e prontuários digitais devem vir acompanhados de assinaturas digitais certificadas por autoridades certificadoras, como o ICP-Brasil.

3. Robôs cirurgiões

Por fim, mas não menos importante, estão os robôs cirurgiões, muito utilizados em cirurgias onde o profissional responsável está presente de maneira virtual, por meio de uma teleconferência. No Brasil, esta tecnologia é utilizada desde 2008 e apresentou um grande crescimento durante a pandemia. Em 2020 foram realizadas 14 mil cirurgias.

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