Como foi a reabertura de bares e restaurantes em São Paulo?

Estabelecimentos adotaram protocolos de higiene e distanciamento para voltar a receber clientes, mas movimento se manteve baixo

Frequentar bares e restaurantes, seja com os amigos, a família ou até mesmo sozinho, é uma das atividades mais adoradas pelos moradores de São Paulo, que há 104 dias não sabiam o que era encontrar um local desses de portas abertas. Mas, com o novo protocolo do Plano São Paulo, de flexibilização gradual, diversos estabelecimentos iniciaram a reabertura na última segunda-feira (6). Para a decisão ser efetivada, medidas como restrição de horário, cuidados indispensáveis com a higiene e distanciamentos foram implantadas.

Normas obrigatórias de funcionamento:

  •  6 horas por dia
  • Máximo de 40% da capacidade
  • Uso de máscaras obrigatório
  • Atendimento apenas para clientes sentados
  • Distância de 2 metros entre as mesas e 1,5 metro entre as pessoas
  • Fechamento até às 17h (restaurantes e bares)
  • Fechamento até às 22h (shoppings)
  • Disponibilização de álcool em gel
  • Barreiras de acrílico nos caixas e balcões
  • Cardápio digital ou na parede
  • Guardanapo de tecido está proibido
  • Funcionários com máscara, viseira e luvas
  • Aglomerações estão proibidas

Como foi o movimento?

Rodrigo Arjonas, sócio-diretor do Busger

Rodrigo Arjonas, sócio-diretor do Busger, rede de hamburguerias que tem suas cozinhas a bordo de ônibus antigos espalhados pela cidade, com o mesmo conforto de lanchonetes tradicionais, comenta que o movimento foi fraco no primeiro dia.

“Fizemos a reabertura de apenas um dos nossos 10 endereços. Optamos por abrir a unidade situada na Vila Olímpia e aconteceu o que esperávamos: como boa parte das pessoas ainda estão atuando em home office, o movimento no salão foi mais fraco nessa segunda-feira e o delivery continuou sendo o principal canal de vendas. Sentimos dos clientes que ainda existe um certo receio com relação a fazer as refeições em ambiente de restaurante mesmo que os nossos tenham ambiente totalmente aberto, ao ar livre”, ressalta.

Para a hamburgueria, as perspectivas de negócios para esse momento são realistas. Rodrigo acredita que a flexibilização é uma oportunidade que pode dar certo, mas, caso não seja eficaz , não podem fechar as portas novamente.

“Desde que o surto não recomece, entendemos que a retomada será bem lenta, mas linear. Nossa expectativa é de que a reabertura dos restaurantes siga a reabertura dos shoppings, sem aumento de casos e com cuidado para que as pessoas se sintam seguras e confiantes para voltar a frequentar seus estabelecimentos preferidos dia após dia. Considero que já era o momento de reabrir, seguindo todos os protocolos de segurança e higiene, que já sabíamos que deveriam ser adotados pelos estabelecimentos. E, claro, se houver a necessidade, podemos voltar a fechar, assim como aconteceu em outras cidades em todo o mundo. A realidade é que só vamos descobrir como as coisas vão caminhar tentando, cada um fazendo a sua parte em termos de proteção, higiene e segurança“, acrescenta.


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Nas praças de alimentação

As normas para os estabelecimentos de shoppings também estão em pauta. Embora o decreto do estado também limite o funcionamento até 17h, a prefeitura autorizou um horário mais flexivo para as praças de alimentação, das 6h às 12h ou das 16h às 22h.

A rede “Mania de Churrasco! Prime Steak & Burger, que possui vários endereços nos shoppings da capital paulista e em outros estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás, também se adaptou para a retomada. A medição de temperatura foi adotada na entrada e os cuidados com a higiene foram redobrados. Cada colaborador recebeu kits com máscaras e protetores de acrílico para usar durante o horário de expediente e todos os produtos foram higienizados antes do armazenamento no restaurante.

Marcelo Cordovil, diretor de expansão da rede, afirma que o movimento foi bem tímido nos restaurantes. “Sentimos que a restrição do horário de operação dos shoppings centers – onde está a maior parte das nossas operações – e a restrição da quantidade de lugares disponíveis em praça de alimentação acabam impactando nesse movimento também. Não conseguimos, por exemplo, operar em horário de almoço já que os shoppings estão funcionando das 16h às 22h, no município de São Paulo”, explica ele.

Para entrar nas normas de segurança o restaurante também removeu algumas mesas do salão, implantou barreiras de proteção em acrílico e investiu em um cardápio virtual por aplicativo de celular.

“Entendemos que a retomada será dura não só por conta de todas as recomendações e exigências que precisam ser seguidas, mas também pela restrição de horários que estamos vivenciando neste momento. Assim, seguimos com o delivery e o take away. Reabrir é um passo super importante para a recuperação do setor como um todo, que sofreu todos esses meses com as operações fechadas. Estamos cumprindo todos os protocolos necessário, garantindo a segurança dos colaboradores e clientes, para que possamos evoluir nesse processo de reabertura até termos os restaurantes operando normalmente de novo”, conclui.

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