O que esperar do consumidor em 2022?

Estudo da WGSN revela sentimentos comuns entre os consumidores e sinaliza estratégias para empresas se manterem relevantes no futuro

O mundo nunca mudou em um ritmo tão intenso. Se, antes da pandemia, as transformações já aconteciam a todo vapor, agora, esse processo está ainda mais acelerado. As circunstâncias nos forçaram a adotar novos hábitos de consumo. No novo cenário, pessoas e empresas precisam, cada vez mais, de flexibilidade, resiliência e criatividade

Mesmo após o fim do isolamento, espera-se que nossa forma de trabalhar, viver e nos divertir não volte a ser como antes. Por isso, é preciso entender as demandas desses novos consumidores. Esse é o foco do estudo Consumidor do Futuro 2022, realizado pela WGSN.

O que estamos sentindo?

O relatório destaca que 2020 marca o início da década conectada, e prevê que a sociedade conectada, um dos símbolos da nova década, vai se estabelecer, de fato, em 2022. Uma das principais consequências disso é o chamado “contágio emocional digital” – quando uma pessoa passa a imitar os sentimentos daqueles que a cercam. Por isso, vale o alerta: precisamos ficar atentos ao que consumimos no universo online.

De olho nessa tendência, a WGSN desenvolveu uma análise que mistura dados demográficos e psicográficos, e chegou a três grupos de consumidores que, segundo a empresa, irão impulsionar as vendas e o engajamento em 2022. O estudo também destaca os quatro principais sentimentos do consumidor, que uma vez compreendidos, podem ajudar os líderes das empresas a inovar para se manterem relevantes. São eles:

Medo

De acordo com a pesquisa, o contágio emocional transformou o medo em um unificador demográfico, já que, na era digital, os sentimentos são transmitidos rapidamente em escala global. O medo foi um sentimento comum nas análises das 13 equipes regionais que realizaram a pesquisa. Apesar de ter diferentes manifestações, algumas questões impactam todas as faixas etárias, como as incertezas ambientais e financeiras.

Dessincronização social

Apesar de ter elevado nossos níveis de comodidade e produtividade, a tecnologia tem sido responsável por criar uma sociedade dessincronizada, em que cada pessoa realiza suas atividades no seu próprio ritmo. Com isso, os momentos comunitários estão desaparecendo, e as comunidades, se fragmentando.

Otimismo radical

Depois de um 2020 com mais motivos para chorar do que para comemorar, tudo indica que o otimismo vai ganhar espaço. A expectativa, segundo o estudo, é que o chamado “otimismo radical” vai tomar conta das pessoas em 2022, trazendo uma sensação de alegria e prazer.

Resiliência equitativa

A pesquisa indica ainda que, em 2022, os consumidores estarão mais dispostos a lidar com os próprios sentimentos de maneira autêntica. O desenvolvimento da resiliência está se tornando uma prioridade emocional em um cenário repleto de incertezas.

consumidor de 2022

Entre os perfis de consumidor em 2022 está o dos comunitários, que desejam uma redefinição do “ciclo global de agendas cheias de compromissos profissionais”. Foto ilustrativa: Pexels.

Os consumidores do futuro

De acordo com o estudo, esses quatro sentimentos vão impactar a mentalidade das pessoas, resultando em três perfis de consumidores: os estabilizadores, os comunitários e os novos otimistas. Apesar das diferenças entre si, esses grupos possuem alguns aspectos em comum: a conectividade digital e a necessidade de interação humana.

Estabilizadores: como o nome já sugere, os estabilizadores priorizam o equilíbrio em todos os âmbitos da vida. Esse comportamento seria uma reação à dessincronização social, e se reflete na busca por relacionamentos transparentes com as marcas e experiências de varejo simplificadas.

Composto principalmente por millennials e pela geração X, o grupo dos estabilizadores está começando a deixar de lado o culto à produtividade, e por isso buscam ambientes calmos, capazes de aliviar o estresse e a ansiedade.

Comunitários: os comunitários anseiam por uma redefinição do “ciclo global de agendas cheias de compromissos profissionais”. Trata-se de um grupo que não deseja fincar suas raízes em suas carreiras, mas sim, em suas comunidades.

Para atender a esse grupo, que estabelece limites mais claros entre a vida pessoal  e profissional e que se relaciona intimamente com sua comunidade, o relatório sugere que as marcas identifiquem plataformas de comércio social e invistam em parcerias estratégicas que melhor se alinhem aos seus produtos.

Novos otimistas: apesar de idades bastante diferentes (Geração Z e Baby Boomers), os integrantes desse grupo têm diversos elementos em comum, e desejam uma realidade em que todos sejam representados. Por isso, as marcas que desejam conquistar os novos otimistas precisam ampliar o diálogo para celebrar todas as faixas etárias, criando produtos e serviços que acompanhem esse estilo de vida.


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