Setor hoteleiro vê queda de ocupação no carnaval e faz projeção para 2021

Associação Brasileira da Indústria de Hotéis destaca que haverá queda recorde na taxa de ocupação

Foto: Divulgação.

Na lista de setores mais atingidos pela pandemia, o turismo ocupa o pódio dos três primeiros lugares – sendo o setor hoteleiro extremamente impactado. Sem receber caixa por quase um ano e com hotéis funcionando de forma quase programada nos poucos períodos em que o vírus se mostrou mais ameno, o setor teve queda nas vendas de cerca de 50%, de acordo com os dados da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa).

Para as hotelarias, a conjuntura avaliada para o ano de 2021 ainda é pouco promissora, mesmo que se apresente como um cenário melhor do que o enfrentado no ano passado. A estimativa dos números para esse ano ainda estão muito abaixo dos conquistados em 2019.

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional) destaca que os números apresentados para o início do ano são os mais baixos de todos os tempos. No caso dos destinos corporativos, para o mesmo período analisado, não houve nem mesmo 20% do valor atingido em 2019 e a taxa de ocupação não cobre sequer os custos operacionais para manter os hotéis em funcionamento.

O impacto do carnaval

O estudo mostra que na cidade do Rio de Janeiro, o cancelamento do carnaval apresentou um horizonte caótico para o setor de hotelaria. Se em 2020 a ocupação dos hotéis durante o feriado era de 93 a 100%, em 2021 a ocupação não passou dos 50%.

Em São Paulo, com o cancelamento do feriado — o estado o considerou como dia normal de trabalho — o faturamento que levava um pouco de esperança se perdeu. A média de ocupação, de acordo com a ABIH, fechou em torno de 20%.

Para os estados nordestinos, a ocupação dos hotéis para o carnaval também sofreu os impactos da pandemia. O Ceará, que também teve o carnaval cancelado pelo Governo do Estado, atingiu cerca de 40% de ocupação.

Por fim, para Salvador — cidade historicamente reconhecida pelo festa nacional — os números mostram que o impacto do vírus foi brutal: a suspensão da festividade reduziu cerca de 70% a taxa de ocupação, em relação ao mesmo período de 2020.

As preferências do consumidor durante a pandemia

Ainda que a pandemia tenha gerado menos receita para as hotelarias de forma geral, os consumidores sentem a sede de viajar e a pandemia não impediu que parte deles arrume as malas.

Uma pesquisa realizada pela booking.com, em 2020, mostra que os destinos dos brasileiros estão mais curtos: viagens ao interior, praias mais próximas. O estudo aponta que a distância média para viagens caiu 63%, em comparação com 2019.

Os locais também costumam ser os mais tranquilos e afastados, que não tenham chances de aglomeração. A pesquisa destaca que os chalés e vilas foram os mais reservados entre julho e agosto do ano passado.

A expectativa do setor de hotelaria é que, com a vacinação, haja uma retomada gradual e os resultados do ano sejam melhores do que os de 2020.


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