Lojas Renner afirmam que não houve vazamento de dados no ataque cibernético

A empresa destacou que nenhuma informação foi vazada e que segue em conjunto com a justiça na apuração do caso

Fonte: Renner

Onze dias após o ataque cibernético que afetou boa parte dos sistemas e operações digitais das Lojas Renner e tirou o site oficial da marca do ar, a empresa voltou às telas para reiterar que não houve qualquer evidência de vazamento de informações ou dados pessoais de seus clientes em nenhum de seus negócios.

Em recuperação ao ataque, a marca destacou que as operações dos centros de distribuição e backoffice foram restabelecidas nessa última semana. Já as operações relacionadas ao e-commerce do site oficial e aplicativos continuam normais desde os dias 21 e 22 de agosto.

Em comunicado, a empresa afirmou que trabalha em novos planos para garantir a segurança digital. “As equipes da Companhia e os profissionais externos contratados permanecem mobilizados a seguir o plano de proteção e recuperação após o incidente, adotando todos os protocolos de controle e segurança e dando sequência ao trabalho de apuração, documentação e investigação sobre o ocorrido.”

Relembre o ataque cibernético às Lojas Renner

Entre os dias 19 e 21 de agosto, o site das Lojas Renner ficou fora do ar, vítima de um ataque cibernético. Ao todo, máquinas das bases de dados de Porto Alegre e São Paulo foram afetadas, bem como cerca de 1,3 mil servidores.

De acordo com os pronunciamentos da empresa, o sistema foi infectado por um ransomware — uma espécie de de malware que consegue restringir o acesso ao sistema infectado por meio de um bloqueio e cobra, em criptomoedas, um resgate restabelecer o acesso. Além do bloqueio de quase todos os sistemas, a marca também ficou alguns dias sem receber o pagamento de faturas no autoatendimento ou caixa. Vale destacar que ataques por ransomware tornam o rastreamento do autor do crime praticamente impossível.

Recentemente, circulou pelas redes sociais uma imagem que mostra um pedido de dinheiro dos responsáveis pelo crime cibernético em troca de todos os sistemas criptografados da marca. O valor que consta na imagem pode chegar a U$ 1 bilhão e deve ser feito, segundo a imagem, por meio de criptomoedas.

Na última terça-feira (24), as Lojas Renner informaram que não tiveram qualquer contato com os autores do crime, portanto, não realizaram negociações. A empresa também não confirmou a veracidade da imagem que circulou nas redes sociais.

Esse não foi o único ataque feito a grandes corporações: a JBS e o laboratório Fleury também foram vítimas de crimes semelhantes nos últimos meses.


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